História
Pompéu começou como pouso de tropa e cresceu como fazenda. A chegada, em 1784, do capitão Inácio de Oliveira Campos e de sua mulher, Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco, à Fazenda do Pompéu comprada de Antônio Pompeu Taques abriu a fase de povoamento: a propriedade prosperou, outros donos de terra vieram atrás e o povoado nasceu do florescimento dela. Por volta de 1840, Joaquim Cordeiro Valadares, genro de dona Joaquina, construiu a primeira igreja, transferida da fazenda e sobrevivente como Capela do Cemitério Velho, e doou terreno para as primeiras casas; na mesma época veio a primeira escola, e em 1852 dona Joaquina Evangelista de Oliveira mandou erguer a Matriz. Juridicamente são quatro datas em fila, e vale separá-las porque o acervo costuma confundi-las. Distrito de Pitangui, com o nome de Conceição do Pompéo, pela Lei Provincial nº 1.378, de 14 de novembro de 1866, confirmada pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. Nome encurtado para Pompéu pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, a grande lei mineira de renomeação de distritos — a relação de Pitangui nessa lei já traz o distrito com o nome novo. Município pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrado de Pitangui. E comarca só em 4 de junho de 1950, doze anos depois da emancipação. O distrito de Silva Campos, antigo povoado de Buritizal, é de 1948, criado pela Lei nº 336 já como distrito de Pompéu — e não de Pitangui, como diz o verbete do IBGE.