História
Pitangui nasceu de uma revolta. Bandeirantes paulistas acharam ouro superficial no morro que ficou conhecido como Batatal — o metal se espalhava na terra "à guisa de batatas" —, e em 1715 o povoado já era a Vila Nova do Infante das Minas do Pitangui. No mesmo ano, os moradores se levantaram contra a cobrança das 36 arrobas de ouro e dos quintos reais, armaram homens nos caminhos (daí o nome Rio dos Guardas) e impediram a chegada da justiça real; a pacificação só veio em 1718, e os revoltosos tiveram de fugir para o lado de Goiás. Em 1724 a Carta Régia criou o distrito da sede e a paróquia de Nossa Senhora do Pilar foi instituída canonicamente. Depois do ouro vieram o diamante do rio Abaeté, em 1792, e a galena, em 1798, com uma fábrica de extração de chumbo; a Santa Casa da Misericórdia começou em 1844 e foi concluída em 1879. Cento e quarenta anos depois da vila, a Lei provincial nº 731, de 16 de maio de 1855, concedeu à sede os foros de cidade, e a comarca foi instalada em 12 de março de 1892. O nome atual é de 30 de agosto de 1911, pela Lei estadual nº 556 — a mesma lei que, ao refazer a divisão administrativa do estado, criou o distrito do Papagaio com território desmembrado do distrito de Maravilhas, "no município de Pitangui". Um século depois, Papagaios e Maravilhas são municípios independentes que continuam respondendo ao fórum de Pitangui. O município, que já teve vários distritos, ficou reduzido ao da sede pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, depois de perder Conceição do Pará e Leandro Ferreira — que também permaneceram na comarca. Em 2025 a cidade completou 310 anos.