História
Porteirinha é filha do caminho. O IBGE conta que uma clareira nas matas entre Mato Verde, Monte Azul e Riacho dos Machados servia de pouso a quem descia do Nordeste e do sertão baiano para alcançar a ponta dos trilhos, em Sabará; as brechas entre os troncos, de um lado e de outro, eram como porteiras, e o lugar virou "Porteirinhas". Os primeiros moradores teriam sido tropeiros chegados nos primórdios do século XVIII à cata de ouro — passada a febre do metal, fizeram-se senhores de terras em Gorutuba e Serra Branca e chamaram o aglomerado São Joaquim da Porteirinha. Há uma segunda versão, de moradores de Nossa Senhora da Conceição de Jatobá erguendo casas à margem do rio Mosquito nos primeiros anos da República, que o IBGE considera menos aceita. A formação administrativa é uma sucessão de nomes: distrito de Nossa Senhora da Conceição de Jatobá pela Lei Provincial nº 3.272, de 30 de outubro de 1884, no município de Grão Mogol; São Joaquim da Porteirinha pela Lei estadual nº 805, de 1921; Porteirinha pela Lei nº 843, de 1923. Município pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrado de Grão Mogol, com os distritos de Porteirinha, Gorutuba e Riacho dos Machados. A comarca veio em 15 de setembro de 1950. Depois, o município se multiplicou e se dividiu: criou Serranópolis (1943), Pai Pedro e Tocandira (1976), Mocambinho, Nova Porteirinha e Paciência (1982), Mulungu de Minas (1994), Serra Branca de Minas (1998) e Tanque de Porteirinha; perdeu Riacho dos Machados em 1962 e Nova Porteirinha, Pai Pedro e Serranópolis de Minas em 1995 (Lei nº 12.030). Três dos quatro filhos continuam sob a comarca da mãe.