História
A cidade começou como arraial de sertão. Em 1810 o capitão Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira acampou às margens de um córrego que batizou de Carmo, e em 13 de fevereiro de 1811 obteve de D. João licença para erguer ali a Capela de Nossa Senhora do Monte Carmo, no sertão do rio da Prata. O povoado virou distrito de Uberaba com o nome de Carmo de Morrinhos, pela lei provincial nº 164, de 9 de março de 1840. Em 27 de abril de 1854 a lei provincial nº 668 o desmembrou de Uberaba, elevou-o a vila e trocou o nome de Carmo de Morrinhos para Prata; a vila foi instalada em 2 de dezembro de 1855. A promoção a cidade está escrita com todas as letras no artigo 4º da Lei provincial nº 2.002, de 15 de novembro de 1873, cujo texto a Assembleia mineira mantém em linha: "As vilas do Prata e Bom Sucesso ficam elevadas à categoria de cidade". A comarca veio em 2 de abril de 1892, já na República, segundo o Guia Judiciário. O século seguinte foi de perda de território. Prata chegou a ter três distritos e a comprar de Vila Platina, pela lei estadual nº 556 de 1911, o distrito de Campo Belo, que passou a Rio Verde e, pela lei estadual nº 843 de 1923, a Campina Verde — o mesmo diploma que simplificou Bom Jardim para Jardim. Em 17 de dezembro de 1938, o Decreto-lei estadual nº 148 tirou Campina Verde de Prata e a fez município, criando no mesmo ato, com terras de Jardim, o distrito de Patrimônio. Jardim virou Jardinésia pelo Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, e desde 1960 a divisão territorial é a de hoje: sede, Jardinésia e Patrimônio.