História
Pirapetinga começou como capela e cresceu como ponta de trilho. O verbete do IBGE conta que os primeiros habitantes do território foram os índios Puris e que o núcleo nasceu às margens do rio que lhe deu o nome, em terras da Sesmaria Solidão, onde se ergueu uma capela dedicada a Sant'Ana — a primeira missa é de 1850. Com o nome de Santana de Pirapetinga o povoado virou distrito de Leopoldina em 1864 e, dezesseis anos depois, passou a Além Paraíba, onde ficou até 1938. O que transformou o lugar foi o ramal ferroviário que o ligou à estação de Volta Grande, da Estrada de Ferro Leopoldina: por um tempo a localidade centralizou a produção agrícola das áreas próximas, e a ferrovia aparece até nas divisas oficiais — o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, descreve o limite com Volta Grande passando pela Estação de Caiapó, hoje distrito da cidade. Foi esse mesmo decreto que criou o município, no item CCVI, já com o nome curto de Pirapetinga e sem o santo, elevando a vila à categoria de cidade. Nele também está a fronteira mais incomum de uma sede de comarca mineira: o item 3 dos limites municipais chama-se "Com o Estado do Rio de Janeiro (Acordo de setembro de 1938)" e desce pelo rio Pirapetinga até a foz no rio Paraíba. A Justiça chegou meio século mais tarde — a comarca só foi instalada em 14 de novembro de 1990, e antes disso o processo do pirapetinguense corria em Leopoldina ou em Além Paraíba, os dois municípios a que a cidade já tinha pertencido, e que hoje são a primeira e a terceira comarcas da fila de substituição desta.