História
Piumhi começou por uma briga de vizinhos e uma missa. O verbete do IBGE conta que dois fazendeiros, inimigos declarados, disputavam as divisas de suas sesmarias quando, por volta de 1707, famílias paulistas de volta do sertão acamparam à beira de um córrego, acharam ouro e receberam licença para garimpar. Em 15 de agosto de 1708 celebrou-se a primeira missa; para encerrar a rixa, um mediador propôs doar as terras litigiosas a Nossa Senhora do Livramento, e o povoado passou a se chamar Nossa Senhora do Livramento do Piuí. Curato em 1770, freguesia por alvará de 26 de janeiro de 1803, o lugar foi elevado a município pela Lei Provincial nº 202, de 1º de abril de 1841, desmembrado de Formiga, com instalação em 1º de abril de 1842, e a cidade pela Lei Provincial nº 1.510, de 20 de julho de 1868. A comarca veio em 1892. O século XX foi o de perder território: em 1923 saíram Araújos e Capitólio para formar Guapé; em 1938, o distrito de Guia Lopes (antigo São Roque, hoje São Roque de Minas); em 1943, Pimenta, para formar Pains — no mesmo ato, Capitólio voltou; em 1948, Santo Hilário virou o município de Pimenta e Capitólio se emancipou de vez; em 1962, Perobas passou a Doresópolis. E há a curiosidade da grafia: por um século e meio o nome oficial foi Piuí, e só a Lei estadual nº 12.946, de 15 de julho de 1998, o converteu em Piumhi. Capitólio e Doresópolis, que saíram do mapa municipal de Piumhi, continuam no seu mapa judiciário.