História
A cidade nasceu do ouro e do diamante das serras do atual distrito de Serra Nova, e por muito tempo olhou para a Bahia, não para Minas: o verbete do IBGE registra que o comércio se fazia diretamente com a capital baiana e com Condeúba, Jacaraci, Caculé e Feira de Santana, e que a primeira expedição a pisar o território foi a Espinosa Navarro, vinda de Caravelas pelo vale do Pardo. A vila foi criada em 13 de outubro de 1831, desmembrada de Minas Novas, e a sede virou cidade pela Lei provincial nº 1.887, de 15 de julho de 1872. O território encolheu por partes ao longo de um século: pela Lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, perdeu o distrito de Taiobeiras para Salinas; pelo Decreto-Lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Serra Nova foi extinto e seu território virou o distrito de Coqueiros, hoje Indaiabira; pelo Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, perdeu São João do Paraíso, elevado a município, e trocou o próprio nome para Rio Pardo de Minas; e a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, recriou Serra Nova, que a Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, confirmou na composição distrital do quinquênio 1954-1958. O resultado é uma vizinhança que já foi a mesma casa: Taiobeiras, São João do Paraíso, Indaiabira e Montezuma — esta o antigo distrito de Água Quente — saíram todos daqui. A comarca tem história própria e acidentada: criada pela Lei provincial nº 946, de 6 de junho de 1858, suprimida pela Lei provincial nº 1.507 e restaurada pela Lei provincial nº 1.620, de 3 de novembro de 1869, ela reaparece no Guia Judiciário com data de instalação de 14 de junho de 1892 — que é, portanto, uma reinstalação, não o começo.