História
Rio Pomba começou como fronteira. A Freguesia de São Manoel do Pomba foi criada por provisão régia de D. João V em 16 de fevereiro de 1718, num vale que a primeira metade do século XVIII conheceu por conflito aberto entre expedições exploradoras e os índios Croatos (Coroados) e Cropós — o capitão Inácio de Andrade percorreu a região em 1750 e ali deixou roça e destacamento militar. Na segunda metade do século a política mudou de mão: o governador Luiz Diogo Lobo da Silva mandou instalar uma missão catequética e nomeou, por provisão de 2 de setembro de 1767, o padre Manoel de Jesus Maria como vigário encomendado da matriz a erguer; a posse da freguesia foi lavrada em 25 de dezembro de 1767, e a expedição levou o capitão Francisco Pires Farinho no governo civil dos nativos e índios já pacificados como tradutores. A freguesia foi declarada colativa por resolução régia de 15 de junho de 1771, e o vigário instituído colado em 23 de abril de 1772, quando o povoado já tinha escola de primeiras letras. A resolução da Regência de 13 de outubro de 1831 elevou a povoação a vila, com pelourinho implantado em 25 de agosto de 1832 — a data que o TJMG ainda publica como feriado municipal da comarca. Cidade pela Lei Provincial nº 881, de 6 de junho de 1858, quando passou a chamar-se apenas Pomba. A comarca veio depois, instalada em 4 de abril de 1892. E o nome atual é de 1948: a Lei nº 336, de 27 de dezembro daquele ano, devolveu o "Rio" ao topônimo.