História
A certidão de nascimento de Sabinópolis está em duas leis mineiras separadas por oitenta e três anos. A primeira é a Lei provincial nº 184, de 3 de abril de 1840, uma "Carta de Lei que eleva a Paróquias diversos Curatos"- no item 11, ela eleva o curato de São Sebastião dos Correntes, desmembrando-o do Serro. A segunda é a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, cujo item XXIX cria o município "de SABINÓPOLIS, constituído dos distritos de São Sebastião dos Correntes, que passará a ter aquela denominação, e São José dos Paulistas, Quilombo, Euxenita, desmembrados do município do Serro". A mesma lei, no item XXVII, criou o distrito de Euxenita a partir do povoado de Patrimônio, e no item LXXIII o de Quilombo. O município foi instalado em 24 de janeiro de 1924 e a sede recebeu foros de cidade pela Lei nº 893, de 10 de setembro de 1925. O nome homenageia Sabino Barroso, natural do lugar, constituinte de 1891 e presidente da Câmara dos Deputados — e é por aí que se percebe o erro que o verbete do IBGE arrasta há décadas, ao dizer que a lei de 1840 criou o distrito "com o nome de Sabinópolis das Correntes"- em 1840 o homenageado nem havia nascido, e a lei fala de curato e paróquia, não de distrito. Antes de 1923 a localidade aparece nos quadros oficiais dentro do município do Serro, ora como Águas Correntes, na divisão de 1911, ora com o nome antigo de São Sebastião das Correntes, no recenseamento de 1920. O território encolheu uma vez- na divisão judiciário-administrativa de 1953 o distrito de São José dos Paulistas, já chamado apenas Paulistas, emancipou-se. A comarca é a peça mais recente dessa cronologia, instalada só em 15 de novembro de 1948, segundo o Guia Judiciário do TJMG. E o vínculo antigo com o Serro ainda está escrito na cidade- a Câmara Municipal funciona na Rua do Sêrro, número 9.