História
A cidade nasceu de uma capela e de uma sesmaria, e perdeu o nome duas vezes. Os primeiros moradores chegaram por Pitangui em meados de 1700, gente de origem portuguesa com açorianos entre eles; em 20 de janeiro de 1758 Lopo Barroso Pereira recebeu sesmaria no Ribeirão Itaubira, junto à Capela do Alto Santo Antônio do Monte, e a escritura que legalizou a doação do patrimônio só veio em 8 de junho de 1782, pelos herdeiros do Guarda-Mor Francisco Tavares Oliveira. Distrito desde 1847, paróquia pela Lei nº 693, de 24 de maio de 1854, o lugar virou vila pela Lei Provincial nº 981, de 3 de junho de 1859, instalada em 29 de julho de 1862. Em 1865 a disputa entre liberais e conservadores na Assembleia Geral suprimiu a vila: a Lei Provincial nº 1.248, de 17 de novembro daquele ano, devolveu o território a Formiga como simples distrito. Restaurada pela Lei Provincial nº 1.636, de 13 de setembro de 1870, a vila virou cidade pela Lei Provincial nº 2.158, de 16 de novembro de 1875 — data que o Guia Judiciário do TJMG ainda registra como feriado municipal da comarca. Em 10 de outubro de 1885 a Lei Provincial nº 3.356 rebatizou o município de Inhaúma, e só a Lei estadual nº 260, de 18 de abril de 1899, devolveu o nome do santo. A comarca veio depois, instalada em 30 de março de 1892. O século XX foi de perdas territoriais: Esteios saiu em 1923 para formar Luz, Lagoa da Prata se desmembrou pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, e Perdigão, a antiga Saúde, pela Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953. Duas dessas filhas hoje pesam na vida judiciária da mãe: Lagoa da Prata é comarca própria e substituta recíproca, e Luz é sede de presídio.