História
A cronologia de Santana do Paraíso desmonta a ideia de cidade recém-inventada. O território é anterior ao das vizinhas que hoje parecem mais antigas: a margem esquerda do rio Doce foi ocupada a partir de 1809, quando Dom João VI mandou tropas para a 1ª Divisão Militar do Rio Doce, e a região passou depois à administração do francês Guido Marlière. No fim do século XIX o lugar era um ponto de pouso de tropeiros na rota entre o Calado — atual Coronel Fabriciano — e Ferros, e a cachoeira do Engenho Velho, no centro da cidade de hoje, era a parada preferida. Dali nasceu um armazém, depois um comércio, depois um distrito: Ipanema, em 1892, subordinado a Itabira; Santana do Paraíso desde 1911, então no município de Ferros; transferido para Mesquita em 1923 pela Lei estadual nº 843. Foi de Ipabinha, bairro do atual município, que partiram os homens que ergueram a Estação de Pedra Mole — a estação que daria origem a Ipatinga. Setenta anos depois a ordem se inverteu: a emancipação só veio pela Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, com instalação em 1º de janeiro de 1993, quando Ipatinga já era metrópole regional e Santana do Paraíso, o caçula do Vale do Aço.