História
A história começa com uma batalha no Mediterrâneo. Manoel Joaquim Alves, apelidado Paranaíba, natural de São Thomé das Letras e o primeiro branco de que o verbete do IBGE tem notícia na região dos índios caiapós, doou terreno para patrimônio de uma capela cujo orago era Nossa Senhora das Vitórias da Batalha de Lepanto; o filho, José Joaquim Alves Paranaíba, terminou a obra e chamou o agrimensor Emídio Marques do Prata para medir e demarcar o terreno doado. A capela deu o nome. O núcleo urbano, porém, tem data e motivo mais prosaicos: em 1898 inaugurou-se o cemitério e, em 1904, um mutirão orientado pelo Padre Ângelo abriu um canal de irrigação que trouxe água do córrego do Boi, afluente do Paranaíba, até as proximidades do cemitério, onde se ergueu um cruzeiro — foi em volta desse cruzeiro que o povoado se formou. A primeira missa campal é de fevereiro de 1905; a primeira escola pública, de 1913, ano em que também se traçaram as primeiras ruas. O distrito veio pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, cujo item LXXVI o criou "com sede na povoação do mesmo nome, no município de Ituiutaba" e descreveu as divisas córrego por córrego. A emancipação é da Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, com instalação em 1º de janeiro de 1949. Os distritos de Chaveslândia e Perdilândia nasceram juntos, pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que também traçou as divisas interdistritais pelo ribeirão do Canal e pelo córrego do Tatu. A comarca chegou por último, em 1992.