História
Antes de existir cidade, existiu estrada. Por volta de 1700 a Coroa portuguesa mandou abrir o Caminho Novo para encurtar a viagem entre as minas e o litoral fluminense, e o traçado de Garcia Rodrigues Paes saiu da Borda do Campo — a atual Barbacena — atravessou a Mantiqueira pela garganta de João Aires e passou por aqui. Para povoar a rota, a Coroa distribuiu sesmarias: Domingos Gonçalves Ramos requereu a sua em 26 de fevereiro de 1709, a terra se dividiu entre genros e, em 1728, a parte norte foi vendida a João Gomes Martins e Clara Maria de Melo. O casal trouxe de Portugal a imagem de São Miguel e Almas e ergueu para ela, entre 1729 e 1730, uma capela de adobe. Do nome do comprador saiu tudo o mais: Rocinha de João Gomes, Fazenda de João Gomes, distrito de João Gomes. A Lei Provincial nº 1.458, de 31 de dezembro de 1867, criou o distrito com o nome de Palmira, subordinado a Barbacena; a Lei Provincial nº 3.712, de 27 de julho de 1889, elevou-o a vila e o desmembrou de Barbacena, com instalação em 15 de fevereiro de 1890; e em 25 de abril de 1890 Palmira virou cidade. Por volta de 1870 chegou o segundo eixo, o ramal da Estrada de Ferro Dom Pedro II que ligaria a Mantiqueira a João Aires, e com a obra veio o engenheiro Henrique Dumont, que instalou a família numa casa da própria ferrovia junto ao canteiro. O nome atual só veio em 31 de julho de 1932, pelo Decreto Estadual nº 10.447. Trinta anos depois, a Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Aracitaba e Ewbank da Câmara, que viraram municípios — e permaneceram, até hoje, na comarca de Santos Dumont.