História
Poucas cidades brasileiras carregam uma história penal no próprio nome, e esta carrega. O território era dos Croatos, também chamados Coroados, e dos Cropós e Puris, que subiram o Paraíba do Sul e seus afluentes — o Pomba e o Muriaé — fugindo de pressões no litoral fluminense e se fixaram nas cabeceiras dos rios Xopotó e Bagres. No início do século XIX a Capitania escolheu o lugar para mandar presos, políticos e comuns: era o Presídio de São João Batista, ou São João Batista do Presídio, e o registro do IBGE anota que funcionava como presídio aberto, porque a contenção não vinha de muro nenhum — vinha das densas florestas que o cercavam. O nome foi encurtando com o uso: Arraial do Presídio, depois só Presídio. Distrito desde 1810, subordinado a Pomba, a povoação virou vila em 1839; teve a vila extinta pelas Leis Provinciais nº 654, de 1853, e nº 1.755, de 1871, sendo rebaixada a distrito de Ubá; e foi reerguida a vila com o nome de Visconde de Rio Branco pelas Leis Provinciais nº 1.573, de 1868, e nº 2.785, de 1881. Depois disso ainda se chamou Rio Branco e, em 1943, Paranhos — até que, em 1945, o nome do estadista voltou inteiro e ficou.