História
A ocupação das terras de Virgínia é anterior à própria capitania de Minas: uma Ordem Régia de 22 de outubro de 1698 mandou conceder sesmarias para povoar a região, e em 1710 João de Toledo e Pisa Castelhanos recebeu concessão para explorar as terras "ao pé da Mantiqueira", às margens do ribeirão Caetê. O povoado que ali cresceu chamava-se Maranhão. Em 1856, por sugestão do Padre Custódio de Oliveira Monte Raso — depois primeiro vigário residente —, os fazendeiros Diogo José Labat Uchôas e Francisco Ribeiro Pires doaram cinco alqueires para a capela, e o velho Maranhão passou a chamar-se Virgínia, homenagem à Virgem, Nossa Senhora da Conceição. Elevada a freguesia em 1861 sob Cristina e a distrito em 1865, a localidade alternou entre Cristina e Pouso Alto até 1891. A emancipação veio pela Lei estadual 556, de 30 de agosto de 1911, desmembrando o território de Pouso Alto; a sede só ganhou foros de cidade em 2 de março de 1938.