História
Antes de homenagear um presidente, a cidade chamava-se Bicas do Meio — nome que a tradição atribui ao bandeirante português Lourenço Castanho, por causa de três quedas d'água: as Bicas de Cima e a Cachoeira do Salto, em Delfim Moreira, e a Cachoeira dos Negros, no atual território wenceslauense. Foi essa última que mudou tudo: em setembro de 1922, uma comissão do Ministério do Exército escolheu a queda — pertencente a Joaquim Francisco da Costa, Manoel Rodrigues e a descendentes de escravos — para erguer uma usina hidrelétrica. Barragem, casa de máquinas e vilas operárias foram construídas ao longo de uma década, e em 8 de dezembro de 1932 a Usina de Bicas do Meio foi inaugurada sob a direção do Major Sílvio Lisboa da Cunha. Em 1941 recebeu o nome de REPI — Rede Elétrica Piquete-Itajubá. Inchado pelos operários da usina e das obras da BR-459, o povoado virou distrito de Itajubá em 1944, emancipou-se pela Lei estadual 2.764/1962 (instalação em 1º de março de 1963, com o intendente Afonso Costa) e, em 9 de setembro de 1964, pela Lei 3.187, adotou o nome de Wenceslau Braz.