História
A história de Colombo começa em setembro de 1878, quando quarenta famílias de imigrantes italianos, vindas do Vêneto e do norte da Itália, que haviam desembarcado em Morretes no ano anterior sob a liderança do padre Ângelo Cavalli, receberam terras a cerca de vinte e três quilômetros de Curitiba e fundaram a Colônia Alfredo Chaves, nome em homenagem ao inspetor-geral de terras da província. O decreto de 8 de janeiro de 1890 rebatizou o núcleo como Colombo, tributo ao navegador Cristóvão Colombo, e em 5 de fevereiro do mesmo ano o município foi instalado, tendo Francisco de Camargo Pinto como primeiro presidente, nome que hoje batiza a rua do Fórum, da subseção da OAB e da Secretaria Municipal de Saúde, no quadrilátero em que a cidade concentra suas instituições.
Como tantos municípios paranaenses, Colombo foi extinto e anexado a Curitiba em 20 de outubro de 1938, durante o Estado Novo, e restaurado em 30 de dezembro de 1943. Considerada a maior colônia italiana do Paraná, a cidade preservou no traçado das antigas linhas coloniais e nos sobrenomes vênetos a marca indelével de sua fundação: Cavassin, Franceschi, Scuissiato, Dalpra, Falavinha, Scrok, Berlezi, Mocelin, Moreschi, todos esses nomes aparecem hoje em placas de rua onde funcionam delegacia, cadeia pública, varas do trabalho, promotorias e centros de saúde. Ler o endereço de uma repartição de Colombo é ler a lista de passageiros de 1878.
A história institucional, porém, é muito mais recente que a história demográfica, e esse desencontro explica quase tudo o que a cidade tem hoje de específico. Até 2003, Colombo era comarca; o Código de Organização e Divisão Judiciárias do Paraná, a Lei estadual nº 14.277, de 30 de dezembro de 2003, criou a Comarca da Região Metropolitana de Curitiba e converteu Colombo em foro regional dela, junto com Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais. Em seguida vieram as varas, uma por lei: a 2ª Vara Criminal pela Lei nº 16.743, de dezembro de 2010; a 2ª Vara Cível, a Vara de Família e o redesenho da Vara da Infância pela Lei nº 17.256, de julho de 2012; a Vara da Fazenda Pública pela Lei nº 17.436, de dezembro de 2012. A 2ª Vara do Trabalho chegou em 2012 pela Lei federal nº 12.617 e foi instalada em 30 de outubro daquele ano, a 1ª havia sido criada em 1992 e instalada em 1994. Em pouco mais de dois anos, entre 2010 e 2012, o aparelho de Justiça de Colombo praticamente dobrou. Não foi coincidência: foi a resposta tardia a uma cidade que passara de colônia agrícola a periferia metropolitana de duzentos mil habitantes.