História
Poucas cidades brasileiras nasceram de uma escritura de doação. Em 22 de agosto de 1904, a firma Artur Nogueira & Cia., dona da Usina Esther, em Cosmópolis, transferiu ao Estado uma gleba anexa ao Núcleo Colonial Campos Salles — o Decreto nº 1.300, da mesma data, formalizou a seção que levou o nome da empresa. Três anos depois chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Funilense, e a estação erguida em 1907 no lugar chamado Lagoa Seca virou o centro de gravidade do povoado, alimentado por imigrantes italianos, alemães e espanhóis que compravam pequenas glebas e plantavam café. A Lei estadual nº 1.542, de 30 de dezembro de 1916, criou o Distrito de Paz, subordinado a Mogi Mirim; o cartório abriu em 18 de outubro de 1917, instalado pelo juiz da comarca-mãe. O café fez do distrito, em 1929, "um verdadeiro oceano de cafeeiros" — e a crise daquele ano o estacionou por quase uma década. A emancipação veio por plebiscito: a Lei estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, criou o município, desmembrado de Mogi Mirim, e o primeiro prefeito tomou posse em 10 de abril de 1949 — data que hoje é nome de rua.