História
A história de Barueri começa muito antes da cidade: em 11 de novembro de 1560, o padre José de Anchieta ergueu na margem direita do rio Tietê, pouco acima da confluência com o rio Barueri-Mirim, a Capela de Nossa Senhora da Escada e fundou o aldeamento de Barueri, que se tornaria um dos maiores aldeamentos indígenas do Brasil colonial. A aldeia resistiu, com a ajuda dos jesuítas, aos ataques dos bandeirantes que desciam o Tietê em busca de mão de obra escrava, cresceu e chegou a povoado e, em 1809, a freguesia. Em 1870 começou a construção da Estrada de Ferro Sorocabana e, em 1875, com a inauguração do primeiro trecho, Barueri ganhou sua estação: virou entreposto de cargas e passagem obrigatória entre a Capital, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus. Pela Lei estadual n.º 1.624, de 20/12/1918, o lugar foi elevado a distrito, subordinado ao município de Parnaíba (que só em 1944 passaria a chamar-se Santana de Parnaíba), e assim figura nas divisões administrativas de 1933, 1936 e 1937. A emancipação veio pela Lei estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, sancionada pelo governador Adhemar de Barros, que criou o município com dois distritos — Barueri e Aldeia —, instalado em 26 de março de 1949 com a primeira Câmara de Vereadores. A Lei estadual n.º 8.092, de 28/02/1964, acrescentou os distritos de Jardim Belval e Jardim Silveira, desenho que o IBGE mantém até hoje. A comarca própria foi criada por lei promulgada em 8 de dezembro de 1964 e instalada em 1976, com vara única, quando a cidade tinha cerca de 60 mil habitantes. Da aldeia de catequese à cidade autônoma, Barueri guardou no nome e na padroeira a memória de sua origem quinhentista.