História
A ocupação da região é bem anterior à cidade. Em 26 de junho de 1858, o Decreto Imperial nº 2.200 criou a Colônia Militar e Estabelecimento Naval de Itapura, na foz do Tietê, para firmar limites entre São Paulo e Mato Grosso; em 1876 a colônia já tinha noventa casas, quartel, capela, porto e um vapor, e o prédio do primeiro comandante ficou conhecido como "Palácio de D. Pedro". O Império abandonou oficialmente a colônia em 30 de dezembro de 1895, pela Lei Orçamentária nº 360, e a área virou vila de pescadores e fazendas. O sertão só voltou ao mapa com os trilhos: em 1904 a Companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil abriu o trecho Itapura-Corumbá, e as terras devolutas da margem do Tietê entraram no ciclo de grilagem e conflito que o governo estadual só conteve em 1925. Foi nesse contexto que a empresa Collettes, Moura, Andrade & Cia. comprou, em 1917, uma grande área da Fazenda Barra do Tietê e a rebatizou Fazenda Guanabara. Antônio Joaquim de Moura Andrade começou a colonização em 1928, loteando pequenos sítios financiados a longo prazo. A fundação de Andradina foi marcada em 11 de julho de 1937, na semana de inauguração da estação; o distrito veio cinco meses depois e o município em 30 de dezembro de 1938 — dezoito meses do povoado à autonomia. Em 20 de setembro de 1939 inaugurou-se a capela de 50 metros quadrados que deu origem à Paróquia de São Sebastião.