História
Itararé é filha do Caminho das Tropas. Nos Campos de São Pedro, entre os rios Verde e Itararé, os tropeiros que desciam do sul com as boiadas para a feira de Sorocaba encontravam na Barreira de Itararé — o ponto em que o rio se estreita entre paredões — a passagem natural de um curso d'água perigoso. Por ali passaram bandeirantes, jesuítas e os naturalistas Auguste de Saint-Hilaire, que descreveu o povoado e o encontro do riacho da Prata com o Itararé, e Jean-Baptiste Debret, que aquarelou a estreita ponte de madeira. A organização fundiária começou em 1725, com três sesmarias que acabaram reunidas na Fazenda de São Pedro, registrada em 1836; a capela erguida em 1879 à margem do riacho da Prata elevou o lugar a povoado. A escalada administrativa: freguesia de São Pedro do Itararé em 1885, vila em 28 de agosto de 1893 — desmembrada de Faxina, a atual Itapeva —, instalada em 30 de novembro de 1893, cidade em 1901 e, desde a Lei estadual nº 1.887, de 8 de dezembro de 1922, simplesmente Itararé. Os distritos de Pedra Branca do Itararé e Santa Cruz dos Lopes vieram pela Lei estadual nº 4.954, de 27 de dezembro de 1985.