História
A história de Jardinópolis começa com uma doação que quase se perdeu. Em 18 de junho de 1859, dois casais de lavradores — Antônio Pereira da Silva e Maria Florência de Jesus, Joaquim José de Araújo e Theodora Maria de Jesus — doaram 48 alqueires da Fazenda Ilha Grande para o patrimônio da Capela de Nossa Senhora Aparecida, num antigo pouso de tropeiros. A capela não saiu do papel e as terras doadas acabaram vendidas. Coube a Domiciano Alves de Rezende, o Chanico, nascido na fazenda São Felipe em 1863, desatar o nó: aos vinte e poucos anos organizou os mutirões da primeira capela, abriu as primeiras ruas, demarcou os primeiros largos e fez acordo judicial com o comprador das terras. O reconhecimento veio em cascata: distrito de Ilha Grande em 1º de outubro de 1892 (Lei estadual nº 115), subordinado a Batatais; nome Jardinópolis em 1896 (Lei nº 484); município em 27 de julho de 1898 (Lei nº 544), desmembrado de Batatais e instalado em 9 de março de 1899. O distrito de Sarandi, criado em 1918, virou Jurucê em 1944 e é até hoje o segundo distrito. Do patrimônio educacional ficou um símbolo: o prédio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, erguido pelas Irmãs Franciscanas Missionárias do Egito a partir de 1914, abriga desde 27 de julho de 2005 o Paço Municipal.