História
A história de Olímpia começa pela água, não pela terra. O sertanista mineiro que abriu a região no século XIX batizou-a de Sertão dos Olhos-d'Água por causa das nascentes: são cerca de sessenta córregos no território atual, boa parte tributários do córrego dos Olhos-d'Água, que corta a cidade. Em 1903, a doação de cem alqueires constituiu o Patrimônio de São João Batista dos Olhos-d'Água e deu ao povoado o chão em que ele cresceu. O distrito veio pela Lei nº 1.035, de 18 de dezembro de 1906, subordinado a Barretos; a emancipação, pela Lei nº 1.571, de 7 de dezembro de 1917, instalada em 7 de abril de 1918. Nasceu grande e foi encolhendo: chegou a ter oito distritos, mas perdeu Cajobi em 1926, os que formaram Paulo de Faria em 1938, Guaraci em 1944 e, pela Lei estadual nº 5.285, de 1959, Severínia e Altair no mesmo ato. Sobraram três — Olímpia, Baguaçu e Ribeiro dos Santos — e uma curiosidade: quase todos os que saíram de Olímpia voltaram como termo da comarca.