História
A cidade começou por uma promessa. Em 1757 o português Feliciano Mendes, de Guimarães, ergueu uma cruz e um oratório ao Bom Jesus de Matosinhos e passou o resto da vida pedindo esmolas para transformar aquilo em santuário; morreu pobre, em 1765, e o templo foi terminado com doações de terceiros — a imagem do Cristo morto diante do altar-mor em 1787, a capela-mor repintada em 1819 pelo mestre Ataíde. O arraial já existia antes: o distrito de Congonhas do Campo foi criado pelo Alvará de 6 de novembro de 1746. O que quase ninguém associa à cidade é que a segunda vocação é quase tão antiga quanto a primeira — em 1812 o barão von Eschwege instalou ali a Fábrica Patriótica, tentativa pioneira de produzir ferro no Brasil, nas imediações do que veio a se chamar Mina da Fábrica. A trajetória administrativa foi de vaivém: distrito de Ouro Preto até 1923, quando o Decreto-lei estadual nº 843 o passou a Queluz; Queluz virou Conselheiro Lafaiete em 1938 e, no mesmo ano, o Decreto-lei nº 148, de 17 de dezembro, elevou Congonhas do Campo a município, desmembrando-o de Conselheiro Lafaiete e de Ouro Preto; Alto Maranhão foi incorporado em 1943; e só pela Lei estadual nº 336, de 27/12/1948, o nome encolheu para Congonhas.