História
Cordislândia nasceu com nome de gente: Paredes, sobrenome do fazendeiro pernambucano José Paredes Viana, que por volta de 1860, instalado na Fazenda Ipiranga, fundou o povoado à beira das terras férteis do vale do Sapucaí. Joaquim Silvério Grilo e José Máximo doaram os terrenos das primeiras construções — o cemitério e a igreja —, e o arraial prosperou: escola em 1889, luz elétrica em 1930, paróquia própria em 1945. Em 1911, a Lei estadual 556 criou o distrito de Paredes do Sapucaí, subordinado a São Gonçalo do Sapucaí — de cuja comarca, aliás, o lugarejo já fazia parte desde 1889. A emancipação veio pela Lei 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e trouxe junto um batismo singular: por sugestão do cônego Francisco Pedro Ferreira, o novo município trocou Paredes por Cordislândia — do latim "cordis", coração —, selando no próprio nome a devoção ao padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus. É município de distrito único até hoje.