História
Cordisburgo foi fundada por um padre que precisou de uma arrematação judicial para ter onde fundar. O verbete do IBGE conta que o padre João de Santo Antônio, vindo do Colégio Macaúbas, em Santa Luzia, chegou em meados de 1883 à região conhecida como Sesmaria Empoeiras e a chamou de Vista Alegre; a área que escolheu estava em litígio, e foi Dona Policena Mascarenhas, "senhora de grandes posses", quem mandou o filho Bernardo Mascarenhas arrematar os quarenta alqueires e transferi-los ao sacerdote por escritura pública. Em 21 de agosto de 1883 começava o Arraial de Vista Alegre, com a capela de São José, erguida entre fevereiro e junho de 1884; em setembro daquele ano a imagem do padroeiro veio em procissão de Taboleiro Grande, que é a atual Paraopeba — o primeiro fio da ligação que a comarca refaz hoje. A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, para a imagem que o padre mandou vir da França, foi concluída em 1894. A página de história da Prefeitura segue a cronologia administrativa: em 9 de junho de 1890 um decreto do governador João Pinheiro elevou o povoado a distrito de Cordisburgo da Vista Alegre, do município de Sete Lagoas; em 30 de agosto de 1911 o distrito passou ao novo município de Paraopeba, criado pela Lei estadual nº 556 com os distritos de Taboleiro, Araçá e Cordisburgo; e pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que fixou o quadro territorial do quinquênio 1939-1943, surgiu o "MUNICÍPIO DE CORDISBURGO (Nº 262)", com divisas descritas com Curvelo, Conceição, Jaboticatubas, Sete Lagoas e Paraopeba e com três distritos — Cordisburgo, Lagoa e Traíras. A Prefeitura registra que, em 1948, o município perdeu o distrito que viria a ser Santana de Pirapama, emancipado pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, e ficou subordinado à Comarca de Sete Lagoas. A comarca de Paraopeba só seria instalada em 16 de dezembro de 1975, pelo Guia Judiciário — e com ela Cordisburgo voltou, no mapa judiciário, à cidade de que foi distrito entre 1911 e 1938.