História
Paraopeba nasceu de uma promessa feita no meio do mato. O verbete do IBGE recolhe a tradição: um coronel sesmeiro, encurralado por uma onça, prometeu erguer capela a Nossa Senhora do Carmo se saísse vivo, saiu, e a capela fixou o pouso de tropeiros que levavam boiada para o sertão da Bahia. O arraial chamou-se Nossa Senhora do Tabuleiro Grande — tabuleiro, no falar sertanejo, é a chapada plana do cerrado — e virou freguesia pela Lei Provincial nº 164, de 9 de março de 1840, primeiro sob Curvelo e logo sob Sete Lagoas, a quem pertenceu por 45 anos. A emancipação veio pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, a lei que refez a divisão administrativa de Minas inteira: no artigo 7º, item XIII, ela cria o município "no distrito de Taboleiro Grande, de Sete Lagoas, compreendendo os distritos de Taboleiro, Araçá e Cordisburgo". A instalação solene foi em 1º de junho de 1912, e o nome definitivo, Paraopeba, firmou-se nos anos seguintes. Daí em diante o município só encolheu: o Decreto-lei estadual nº 148, de 1938, desmembrou Cordisburgo; o Decreto-lei nº 1.058, de 1943, rebatizou o distrito de Araçá como Araçaí; a Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, emancipou Caetanópolis; e a Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, levou Araçaí. Desde 1963 Paraopeba é feita só do distrito-sede. A comarca, instalada em 1975, refez no mapa judiciário o município de 1911 — e é por isso que a jurisdição do fórum tem quatro municípios onde o mapa municipal tem um.