História
A história de Pedra Azul é a de um nome que não parava quieto. O povoamento veio da Bahia, pelas boiadas: o português Manoel Machado abriu a fazenda Carvalhada no último quartel do século XVIII; em 1834 o padre Fernandes entrou na região com um grupo de escravizados e cinquenta novilhas, abriu fazendas e seguiu adiante para fundar o que viria a ser Medina. O arraial chamou-se Bôca da Caatinga, Nossa Senhora da Bôca da Caatinga e Caatinga; o distrito de Catingas nasceu pela Lei Provincial nº 2.565, de 3 de janeiro de 1880, subordinado a Salinas, e foi rebatizado Fortaleza por lei municipal de 1892. A emancipação está na Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, cujo artigo 7º, inciso XVII, cria o município de Fortaleza "formado dos distritos de Fortaleza e Cachoeira do Pajeú, de Salinas" — o texto está no acervo da Assembleia e confere com o verbete do IBGE. A vila foi instalada em 1º de junho de 1912 e elevada a cidade pela Lei estadual nº 893, de 10 de setembro de 1925. A comarca veio depois: o Guia Judiciário do TJMG marca a instalação em 21 de abril de 1937, ainda sob o nome Fortaleza. O nome atual só chegou com o Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943. O território foi encolhendo por desmembramento: em 1938 o Decreto-lei estadual nº 148 tirou o distrito de Santa Rita do Medina e fez dele o município de Medina; em 1948 a Lei nº 336 mudou o nome do distrito de Cachoeira do Pajeú para André Fernandes, e a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, emancipou-o. As duas filhas voltaram como vizinhas de jurisdição, cada uma de um jeito: Cachoeira de Pajeú integra hoje a comarca de Pedra Azul, e Medina é comarca própria, de primeira entrância, pareada com a 1ª Vara daqui no rodízio do juiz das garantias.