História
Peçanha trocou de nome duas vezes e de comarca três. O ouro veio primeiro: em 1752 o sertanista Azevedo Leme achou o córrego das Almas, rico em aluviões auríferas, em terra de botocudos; seis anos depois o guarda-mor João Peçanha Falcão e o vigário Francisco Martins saíram da Vila do Príncipe com missão de pesquisar minas, catequizar indígenas e colonizar o nordeste de Minas, e fizeram pousada no alto de um morro — o Descoberto do Peçanha. A freguesia de Santo Antônio do Peçanha é de 1758 e o distrito, de um alvará de 1822. O município nasceu pela Lei provincial nº 2.132, de 25 de outubro de 1875, com o nome de Rio Doce, instalado em 7 de janeiro de 1880; em 1881 a sede subiu a cidade já chamada Suassuí, e só a Lei nº 3.446, de 28 de setembro de 1887, fixou Peçanha. Tinha nove distritos em 1911, e o século seguinte foi de subtração: São João Evangelista saiu em 1911, Coluna em 1923, Figueira e Chonim se juntaram em 1937 para formar o município que hoje se chama Governador Valadares, Folha Larga foi em 1943, e a Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, levou de uma vez São José do Jacuri, Coroaci e Ramalhete — este passou a chamar-se Virgolândia. São Pedro do Suaçuí emancipou-se em 1962 e sobraram a sede e Santa Teresa do Bonito. A comarca acompanhou o vaivém: criada pela Lei estadual nº 11, de 13 de novembro de 1891, instalada em 1892, suprimida pela Lei estadual nº 375, de 19 de setembro de 1903, restabelecida pela Lei estadual nº 663, de 18 de setembro de 1915, e reinstalada em 1921. Em 1915, quando voltou, recebeu como termo anexo São João Evangelista — hoje a primeira da fila que a substitui quando vaga.