História
A história de Belo Vale é a de um pouso de bandeira que virou município, perdeu metade do território e viu a comarca, criada meio século depois, guardar justamente o que o município havia perdido. O núcleo nasceu às margens do rio São Gonçalo como São Gonçalo da Ponte, fundação atribuída pela tradição a Paiva Lopes e Gonçalo Álvares, da expedição de Fernão Dias Paes. O distrito foi criado pela lei provincial nº 816, de 4 de julho de 1857, e confirmado pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, sempre subordinado a Bonfim. Duas igrejas — São Gonçalo do Paraopeba e São Gonçalo da Ponte — e uma estrada aberta para Barbacena organizaram o povoado, que trocou a exploração de catas minerais pela agricultura e fez comércio por tropa de burro até 1916, quando chegou a Estrada de Ferro Central do Brasil. O nome mudou em 18 de setembro de 1914, pela lei estadual nº 622: São Gonçalo da Ponte passou a Belo Vale. A emancipação veio pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, com desmembramento de Bonfim, e o município se formou com os distritos de Belo Vale, Moeda e Santana de Paraopeba, mais Côco, tirado de Itabirito no quadro de 1939-1943. Em 12 de dezembro de 1953, a lei estadual nº 1.039 desmembrou Moeda e Côco para criar o município de Moeda, e Belo Vale ficou com dois distritos. Quarenta e um anos depois, em 13 de setembro de 1994, quando a comarca foi instalada, a jurisdição foi desenhada sobre o mapa antigo — Belo Vale, Moeda, Santana do Paraopeba e Coco.