História
A história que o IBGE registra para Berilo começa no ouro. Os primeiros moradores foram bandeirantes paulistas comandados por Sebastião Leme do Prado, atraídos pelo metal no princípio do século XVIII; por volta de 1727, diz o verbete, eles descobriram ricas minas na região e se fixaram na confluência do rio Araçuaí com o córrego Água Suja, onde começou o primeiro núcleo de povoação. A notícia se espalhou, o povoado cresceu, e a economia passou da mineração à agricultura e à pecuária. O distrito nasceu em 1729 como Nossa Senhora da Conceição de Água Suja; foi extinto em 1868 e recriado em 1870; em 1887 passou a se chamar Água Limpa, o nome do outro córrego que banha o lugar; e, em 1923, recebeu o nome de Berilo, pela pedra preciosa encontrada com abundância na região. Por mais de dois séculos foi distrito de Minas Novas. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a mesma que emancipou Chapada do Norte e Francisco Badaró —, fez de Berilo município, instalado em 1º de março de 1963, com o distrito de José Gonçalves de Minas. Em 1993 o município criou o distrito de Lelivéldia; em 1995 perdeu José Gonçalves de Minas, emancipado pela Lei estadual nº 12.030. A emancipação administrativa não levou consigo a Justiça: seis décadas depois, Berilo ainda vai a Minas Novas para o fórum, para o Júri e para o cartório de imóveis — e o antigo distrito de José Gonçalves de Minas foi parar noutra comarca, a de Turmalina.