História
O município é mais novo que o distrito e muito mais novo que o povoado. O verbete do IBGE situa a origem na bacia do Suaçuí, território de índios botocudos às margens dos rios Santo Antônio e Doce, e atribui a formação do núcleo à chegada do Barão de Mesquita com familiares e escravos, sob o nome de Piedade do Galo, junto ao Ribeirão do Galo. O topônimo atual apareceu só em 1943: o Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro daquele ano, criou o distrito de Belo Oriente e o subordinou ao município de Mesquita, onde ele figurou nas divisões territoriais de 1º de julho de 1950 e de 1º de julho de 1960.
A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que desmembrou Belo Oriente de Mesquita com dois distritos — a sede e Perpétuo Socorro, criado pela mesma lei —, com instalação em 1º de março de 1963. O território ganhou distritos depois: Bom Jesus do Bagre foi criado e anexado pela Lei estadual nº 8.285, de 8 de outubro de 1982, e São Sebastião de Braúnas por uma lei MUNICIPAL, a nº 414, de 24 de janeiro de 1995, formado com partes das áreas do distrito-sede e de Perpétuo Socorro. Desde a divisão territorial de 2001 o município tem quatro distritos, e assim permanecia na de 2007.
A história judiciária, que o verbete não conta — o registro de Belo Oriente no IBGE não tem campo de formação judiciária —, corre em outro compasso e explica o desenho de hoje. A comarca de Açucena foi instalada em 16 de abril de 1950, treze anos antes de Belo Oriente existir como município: quando a cidade nasceu, em 1963, já havia um fórum a 24 km, e foi a ele que o território ficou vinculado. Em 2001, a Lei Complementar estadual nº 59 criou a comarca própria de Belo Oriente e a deixou para instalar. Vinte e cinco anos depois, segue sem instalação — e o município, que cresceu para ser o maior e o mais rico da comarca, continua sendo julgado pela cidade de onde saiu o seu primeiro vínculo judiciário.