Cidade de MG

Bonfim

Bonfim tem 7.434 habitantes (Censo 2022) em 301,9 km² no Colar Metropolitano de Belo Horizonte, a 86 km da capital. A comarca do TJMG, instalada em 20 de março de 1892, é de primeira entrância e tem uma vara só — a Vara Única, no Fórum da Comarca, na Avenida Governador Valadares, 196 —, que acumula cível, criminal, família, infância, Tribunal do Júri, execução penal de quem responde solto e, por delegação federal, a matéria previdenciária. Respondem a ela quatro municípios: Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso, mais os distritos judiciários de Santo Antônio da Vargem Alegre e Sousa. O juiz das garantias é o da Vara Única de Juatuba, num ciclo de três fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — Bonfim é garantias de Itaguara, Itaguara de Juatuba e Juatuba de Bonfim —, e o rodízio não alcança os crimes dolosos contra a vida nem a violência doméstica. Não há unidade prisional no território: a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade, São Joaquim de Bicas (comarca de Igarapé, 45 km) ou Juatuba, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e o que fica aqui é a execução de quem responde solto. A Justiça Federal é a Subseção de Belo Horizonte e a comarca CONSERVA a competência federal delegada: a ação contra o INSS pode ser ajuizada nesta cidade, ao contrário do que ocorre em Brumadinho, Igarapé e Juatuba. A Justiça do Trabalho é o Foro de Betim. No mesmo prédio do fórum funcionam a sala da subseção da OAB/MG de Bonfim, que é sede própria, e a unidade da Defensoria Pública estadual, que atende os quatro municípios e inclui a execução penal entre as suas áreas. A única Delegacia de Polícia Civil da comarca fica em Bonfim, no bairro São Miguel.

UF
MG
Porte
micro
População
7.434 hab.

Para questões judiciais em Bonfim (MG), o juízo competente é da Comarca de Bonfim — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Bonfim/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Bonfim/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Bonfim: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Bonfim é a de um município que foi mãe de quase toda a sua vizinhança e terminou menor que várias das filhas. O arraial nasceu no limiar do século XVIII com colonizadores portugueses chefiados por um sesmeiro que recebeu carta de sesmaria em 3 de janeiro de 1750 e, mal chegou, ergueu capela em honra ao Senhor do Bonfim, com imagem vinda de Portugal; o núcleo se chamava Rocinha e passou a se chamar Bonfim de Paraopeba. Virou distrito pelo decreto de 14 de julho de 1832, vila pela lei provincial nº 134, de 16 de março de 1839, desmembrada de Queluz, com instalação em 24 de janeiro de 1842, e cidade pela lei nº 1.094, de 7 de outubro de 1860, já com o nome curto. Depois disso o município passou setenta anos recebendo distritos e mais setenta perdendo-os. Chegou a ter nove: na divisão administrativa de 1911 eram Bonfim, Brumadinho do Paraopeba, Porto Alegre, Nossa Senhora da Piedade dos Gerais, Santa Cruz de Dom Silvério, Santa Luzia do Rio Manso, Santana do Paraopeba, São Gonçalo da Ponte e Vargem Alegre. Quase todos trocaram de nome pelo caminho, e cada troca tem lei: a lei estadual nº 543, de 27 de setembro de 1910, fez Santa Cruz das Águas Claras virar Santa Cruz de Dom Silvério; a lei nº 556, de 30 de agosto de 1911, fez Nossa Senhora da Boa Morte virar Porto Alegre; a lei nº 622, de 18 de setembro de 1914, fez São Gonçalo da Ponte virar Belo Vale, Santo Antônio da Vargem Alegre virar Campo Alegre e Brumadinho do Paraopeba virar Conceição do Itaguá; a lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, devolveu o nome Brumadinho e encurtou Santa Luzia do Rio Manso para Rio Manso; a lei nº 1.035, de 20 de setembro de 1928, fez Porto Alegre virar Moeda; o decreto-lei nº 88, de 30 de março de 1938, encurtou Santa Cruz de Dom Silvério para Dom Silvério; e o decreto-lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, transformou Dom Silvério em Crucilândia. Antes dos desmembramentos grandes a cidade já havia perdido território para o lado de Itaúna: a Lei estadual nº 319, de 16 de setembro de 1901, desmembrou de Bonfim os distritos que formariam aquele município, entre eles o que hoje é Itaguara. E então vieram as separações que fizeram o mapa atual. O decreto-lei estadual nº 148 tirou Belo Vale, Moeda e Santana do Paraopeba para formar o município de Belo Vale e, no mesmo ato, elevou Brumadinho a município. A lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, levou Crucilândia. A lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, levou Piedade dos Gerais e Rio Manso. Sobrou o que existe hoje: sede e um distrito, Santo Antônio da Vargem Alegre, que já se chamou Vargem Alegre, depois Campo Alegre, depois Turibaí, e recuperou o nome antigo pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953. O detalhe que fecha a história é judiciário, e é ele que explica a ficha inteira. Das filhas que saíram, três — Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso — nunca saíram do foro. É por isso que a comarca de 1953, que tinha dois municípios, tem quatro hoje sem nunca ter sido ampliada por lei: o território encolheu por fora e a jurisdição permaneceu. E é por isso que uma cidade de sete mil habitantes é sede de comarca desde 1892, com subseção própria da OAB e unidade da Defensoria: o fórum é mais velho que quase todos os municípios que a cercam.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 142,9 milhões, e a lavoura responde por uma fatia grande dele: R$ 28,8 milhões de valor de produção agrícola no mesmo ano, cerca de um quinto de tudo. O que chama a atenção, porém, não é o volume, é a composição — que não é de município de leite nem de café, como a maioria das comarcas pequenas de Minas. Duas culturas somam três quartos da lavoura: tangerina, com R$ 11,2 milhões, e mandioca, com R$ 10,4 milhões. Depois vêm maracujá com R$ 2,1 milhões, batata-doce com R$ 1,7 milhão, laranja com R$ 753 mil, cana-de-açúcar com R$ 575 mil, manga com R$ 506 mil, tomate com R$ 454 mil, milho em grão com R$ 360 mil e abacate com R$ 270 mil, mais feijão, amendoim, banana, limão, batata-inglesa e coco em valores menores. É perfil de cinturão hortifrutícola a 86 km de uma capital de milhões de habitantes: fruta e raiz de ciclo curto, colhidas para o mercado do dia seguinte, com transporte próprio e venda em central de abastecimento. Esse perfil desenha o tipo de conflito que chega a um fórum assim, e é diferente do conflito de município de pecuária. Aparecem contrato de parceria e de arrendamento em área pequena, comercialização informal com atravessador e dívida de safra sem instrumento escrito; disputa de posse e de divisa em propriedade de poucos hectares, que no Registro de Imóveis da Rua Dona Dodoca vira usucapião e retificação de área; acidente de trabalho na colheita e no trato da lavoura; e vínculo de emprego rural discutido não aqui, mas no Foro de Betim, entre seis varas do trabalho. O calendário também importa. A safra de tangerina e o plantio e a colheita de mandioca concentram em poucas semanas a circulação de dinheiro vivo e de trabalhador de fora, com o que isso costuma trazer de ocorrência policial nos meses seguintes — e a única delegacia da comarca, que atende quatro municípios de segunda a sexta em horário comercial, é o gargalo natural desse ciclo. Do outro lado da conta, uma economia agrícola de pequeno produtor é também uma economia de segurado especial: é ela que explica por que a competência federal delegada, que permite ajuizar a ação previdenciária na própria comarca, vale mais aqui do que valeria numa cidade de assalariados urbanos.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Bonfim precisa de quatro respostas, e três delas surpreendem. A primeira é simples, e é boa notícia: a Justiça Estadual está aqui, e não está sozinha. No mesmo prédio da Avenida Governador Valadares, 196, funcionam a Vara Única, a Direção do Foro, o CEJUSC, a Contadoria com a Distribuição de Feitos, a sala da subseção da OAB/MG — que é de Bonfim, e não de cidade vizinha — e a unidade da Defensoria Pública do Estado. Divórcio, inventário, guarda, alimentos, cobrança, usucapião, furto, tráfico e homicídio de quem mora nos quatro municípios da comarca se resolvem nesse endereço, e a única delegacia da comarca fica a poucas ruas dele, no bairro São Miguel. A segunda resposta é criminal e é a que mais espanta: a fase de investigação saiu da cidade. Desde 25 de agosto de 2025, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário ou telefônico, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é preso em Bonfim são decididos pelo juiz da Vara Única de Juatuba, no rodízio do juiz das garantias. E a direção importa: o juiz de Bonfim, por sua vez, decide as cautelares de Itaguara, e não as suas próprias. É um ciclo de três comarcas, não um par, e quem lê apenas a linha de Bonfim na portaria conclui o contrário do que precisa. Ficam de fora do rodízio, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, o crime doloso contra a vida, a violência doméstica, a infração de menor potencial ofensivo e o crime militar, que permanecem inteiramente com o juiz daqui. O cartório, de todo modo, não muda: a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Bonfim, e o juiz das garantias para de atuar no instante em que a denúncia é oferecida. A terceira resposta é previdenciária e é um "sim" que vale dinheiro e estrada: a comarca CONSERVA a competência federal delegada, de modo que a ação contra o INSS de quem mora em Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais ou Rio Manso pode ser proposta nesta vara, sem ir a Belo Horizonte. É coisa que as comarcas de Brumadinho, Igarapé, Juatuba, Mateus Leme, Betim e Contagem, todas em volta, não têm mais — e a diferença não se deduz do tamanho da cidade nem da distância à capital: ela está escrita, comarca por comarca, na grade do Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, com a redação da Portaria Presi nº 170/2026. A quarta é de execução penal e é a menos intuitiva: ela depende de onde o corpo do condenado está, não de onde ele foi julgado. Quem está solto tem a execução aqui; quem está recolhido tem a execução na comarca do presídio. O detalhe que fecha o quadro é o trabalhista: a reclamação de quem trabalha em Bonfim não é julgada em nenhuma dessas portas, e sim no Foro de Betim, do TRT da 3ª Região, entre seis varas de jurisdição idêntica.

Patrimônio

Em Bonfim a vida jurídica cabe num único endereço, e isso é raro até entre comarcas pequenas: na Avenida Governador Valadares, 196, no Centro, estão o Fórum da Comarca, a Direção do Foro, o CEJUSC, a Contadoria com a Distribuição de Feitos, a sala da subseção da OAB/MG e a unidade da Defensoria Pública estadual — seis portas, três instituições, um prédio. O Guia Judiciário, curiosamente, não dá nome ao edifício: escreve apenas "Fórum da Comarca", sem homenageado, ao contrário do que faz na maioria das comarcas mineiras, onde publica o nome de quem batizou o prédio. A poucos metros, na Rua Dona Dodoca, 71, funciona o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, que é onde se resolve a papelada das pequenas propriedades de fruta e de mandioca — e que é o único registro de imóveis de uma comarca de quatro municípios. Na Avenida Gov. Benedito Valadares, 40, está o Tabelionato de Notas e Protesto com o Registro Civil das Pessoas Naturais. No bairro Cristo Redentor, na Praça Ruth Brandão, 170, concentra-se a outra metade da vida institucional da cidade: a Policlínica Dr. Homero J. Santos, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária. E no bairro São Miguel, na Rua Dr. Pedro Pinto, 14, está a Delegacia de Polícia Civil. O patrimônio mais antigo não é jurídico: é a igreja do Senhor do Bonfim, erguida pelo sesmeiro que recebeu a carta de 1750 e cuja imagem veio de Portugal — foi em torno dela que o povoado de Rocinha se tornou vila e depois cidade, e dela vem o nome do município e do bairro Senhor do Bonfim. Do ciclo territorial que a cidade comandou por dois séculos restam os topônimos em volta, que são todos antigos distritos de Bonfim: Belo Vale, Moeda, Brumadinho, Crucilândia, Piedade dos Gerais, Rio Manso — e o distrito de Santo Antônio da Vargem Alegre, a 8 km, o único que ficou, com seu próprio registro civil e seu próprio centro de saúde.

Curiosidades

Bonfim guarda um caso quase completo de município cercado pelas próprias filhas — e a geografia judiciária transformou isso em detalhe prático, verificável linha por linha nas fontes oficiais. Brumadinho, que foi distrito de Bonfim até ser elevado a município pelo decreto-lei estadual nº 148, hoje é comarca própria e é a PRIMEIRA da lista oficial de comarcas que substituem Bonfim quando esta vaga, a 28 km. Belo Vale, que também saiu de Bonfim no mesmo ato, é comarca própria de primeira entrância — e é uma das poucas da região que, como Bonfim, conservou a competência federal delegada: as duas estão lado a lado, na mesma coluna da mesma linha do Anexo III. Itaguara, cujo território saiu de Bonfim em 1901 para formar Itaúna, é hoje a comarca para a qual o juiz de Bonfim funciona como juiz das garantias — a mãe decide as cautelares da filha, e quem decide as da mãe é Juatuba, que não tem parentesco nenhum com ela. E Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso, que saíram do município em 1948 e 1962, nunca saíram do foro. A outra curiosidade é de documento, e é um erro de data que se desmente dentro do próprio registro. O verbete do IBGE atribui ao "decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1948" o desmembramento de Belo Vale e a elevação de Brumadinho — mas o mesmo verbete informa, duas linhas depois, que no quadro territorial fixado para vigorar no período de 1944-1948 o município já era constituído de cinco distritos, sem Belo Vale e sem Brumadinho. Ou seja: o ato é necessariamente anterior a 1944, e a data publicada não fecha com o próprio texto que a acompanha. Esta ficha cita o ato sem a data. A terceira é de nome, e vale de alerta a quem pesquisa: "Bonfim" é também bairro de Belo Horizonte, e a relação estadual de unidades prisionais traz um endereço nesse bairro. Quem casa fonte por nome, e não por endereço, dá a esta cidade uma unidade prisional que ela não tem — e inverte, de uma vez, toda a resposta sobre onde corre a execução penal.

Educação e cidadania

Onde ir em Bonfim, endereço por endereço, e o que não fica aqui. Avenida Governador Valadares, 196, Centro — Fórum da Comarca: ação de família, divórcio, alimentos, guarda, inventário, cobrança, usucapião, processo criminal, Tribunal do Júri, execução penal de quem responde solto e, por delegação federal, ação previdenciária contra o INSS de quem mora nos quatro municípios da comarca. No mesmo prédio: a sala da subseção da OAB/MG de Bonfim, das 12h às 18h; a unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais, de segunda a sexta das 08h às 17h, com atendimento presencial nas áreas criminal, execução penal, família, infância e juventude, cível, sucessões, consumidor e saúde; e o CEJUSC, para acordo, conciliação e mediação. Rua Dr. Pedro Pinto, 14, São Miguel — Delegacia de Polícia Civil de Bonfim, de segunda a sexta das 8h30 às 18h30: registro de ocorrência e inquérito dos quatro municípios da comarca, porque não há delegacia em Crucilândia, em Piedade dos Gerais nem em Rio Manso. Rua Dona Dodoca, 71, Centro — Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas: matrícula, certidão de ônus reais, registro de penhora e de usucapião. Avenida Gov. Benedito Valadares, 40 — Tabelionato de Notas e Protesto e Registro Civil das Pessoas Naturais: escritura, procuração, protesto, nascimento, casamento e óbito. Nos outros municípios e nos distritos, um registro civil com atribuição notarial em cada um: Crucilândia, Piedade dos Gerais, Rio Manso, Santo Antônio da Vargem Alegre e Sousa. Praça Ruth Brandão, 170, Cristo Redentor — Policlínica Dr. Homero J. Santos, Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária. Avenida Alderico Marques Monteiro, 749, Senhor do Bonfim — Unidade Básica de Saúde Farmacêutico Ary de Freitas Marques. Rua Manoel de Freitas Marques, 70, Centro — Laboratório Municipal. No distrito, Alameda João Gomes de Moura, 7 — Centro de Saúde de Santo Antônio da Vargem Alegre. Fora da cidade: medida da fase de investigação — preventiva, busca e apreensão, custódia, acordo de não persecução — com o juiz das garantias na Vara Única de Juatuba, mas com o processo fisicamente na secretaria daqui; execução penal de quem está recolhido, na comarca da unidade prisional, que será Igarapé (complexo de São Joaquim de Bicas) ou Juatuba; reclamação trabalhista, no Foro de Betim, do TRT da 3ª Região; e tudo o que é federal e não é previdenciário delegado, na Subseção Judiciária de Belo Horizonte. Cinco ressalvas honestas sobre esta lista, e todas importam. Primeira: ela vale para a data de verificação — competência delegada e par de garantias mudam por portaria de tribunal, sem aviso a quem mora aqui, e mudaram em 2026. Segunda: esta ficha não localizou em fonte oficial a Promotoria de Justiça, o Cartório Eleitoral, o Conselho Tutelar, o CRAS, a Prefeitura e a Câmara desta cidade com endereço e telefone — os domínios municipais testados não resolvem em DNS e os portais estaduais do Ministério Público e do Detran não publicam lista por município sem JavaScript; ausência numa relação oficial não é prova de ausência do serviço, e o caminho é perguntar na Direção do Foro. Terceira: os endereços de cartório acima são os que o Guia Judiciário publica, e num deles o CEP publicado é de outro bairro; confirme antes de se deslocar. Quarta: não há hospital nem posto do IML no município, de modo que perícia e necropsia se fazem fora. Quinta: este site é página de escritório de advocacia particular, não é órgão público nem canal oficial de atendimento — para dado vinculante, procure a fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

A pergunta que mais chega a um escritório criminal de comarca sem presídio não é sobre o tamanho da pena: é sobre onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e não há unidade prisional em nenhum dos quatro municípios desta comarca. Quem é condenado aqui e é recolhido passa a ter progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar decididos pelo juízo da comarca onde a unidade fica — o complexo de São Joaquim de Bicas, que pertence à comarca de Igarapé, a 45 km de Bonfim, ou o Presídio de Juatuba, na comarca de Juatuba. O artigo 3º da mesma portaria manda o juízo declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada nova transferência, sem que ninguém avise a família; é por isso que um pedido de progressão pode parecer parado — ele está em outro fórum, em outra cidade, e quem foi procurá-lo em Bonfim não o encontra. Há uma ironia geográfica nessa rota: a comarca de Juatuba, que abriga um dos destinos possíveis, é a mesma cujo juiz decide as cautelares da investigação em Bonfim, de modo que a família pode acabar percorrendo duas vezes a mesma estrada por dois motivos diferentes e sem saber que são diferentes. O caminho inverso também é verdade, e é alívio quando se aplica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está solto no juízo da comarca da residência. Pena restritiva de direitos, regime aberto, sursis e livramento condicional de quem mora nos quatro municípios ficam na Vara Única de Bonfim, que trabalha com o SEEU desde a semana de 21 a 25 de maio de 2018 — e, aqui, quem não tem advogado encontra a Defensoria Pública no mesmo prédio, com a execução penal entre as áreas que ela declara atender. Duas notas de estrutura fecham o quadro, e as duas são de escassez. A primeira: há uma só delegacia para os quatro municípios, em Bonfim, com expediente de segunda a sexta das 8h30 às 18h30 — não é plantão, e a fonte oficial não diz quem cobre a madrugada e o fim de semana. A segunda: não há hospital no município nem posto do Instituto Médico-Legal arrolado aqui, o que significa que exame de corpo de delito, exame de lesões e necropsia dependem de estrutura de fora, e que o prazo de laudo que o processo espera é, na prática, prazo de estrada.

Dados do município

Gentílico
bonfinense
Mesorregião
Metropolitana de Belo Horizonte
Microrregião
Itaguara
Área (km²)
301.865
População (Censo 2022)
7.434
Densidade demográfica (hab/km²)
24.63

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Bonfim como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Bonfim/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Bonfim
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 20 de março de 1892 como data de instalação da comarca — data anterior à autonomia municipal de três dos quatro municípios que hoje respondem a ela. Comarca instalada e em funcionamento: não é caso de comarca criada por lei e por instalar, e por isso tudo o que esta ficha diz sobre vara, fórum, e-mail institucional e juiz das garantias é da própria cidade, e não de uma comarca vizinha que a julgue. O primeiro registro legal de composição que esta ficha conseguiu ler é a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a Divisão Administrativa e Judiciária de Minas para o quinquênio de 1954 a 1958: ali a comarca de Bonfim aparece sob o número 33, formada por dois municípios — o de número 80, Bonfim, listado no quadro de sedes como cidade sob o nº 166, e o de número 81, Crucilândia. Piedade dos Gerais e Rio Manso, que hoje são o terceiro e o quarto município da comarca, naquele ano ainda eram distritos de Bonfim e figuram no mesmo quadro de sedes como vilas, sob os números 167 e 168; viraram municípios em 1962 e não saíram do foro. Isto é: a comarca não foi ampliada por lei nenhuma, ela se subdividiu por dentro.
Classificação
Primeira entrância. Em Minas essa classificação não mede o tamanho da cidade e sim o número de varas: o artigo 8º, II, da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, define como de primeira entrância a comarca que tem apenas uma vara instalada, e o item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte do Anexo I da mesma lei põe Bonfim sob o número 19, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-19. A distinção entre a Primeira e a Segunda Parte do item importa e é o que separa esta ficha das de comarca fantasma: a Segunda Parte lista comarcas criadas pela LC 59 e ainda por instalar, e Bonfim não está lá. O cabeçalho do Guia Judiciário confirma "Entrância: Primeira". Valem duas cautelas de leitura da lei. A primeira: o Anexo I lista CARGOS, não varas instaladas. A segunda: o rol de juízes por comarca do artigo 10 da LC 59 está inteiramente revogado pelo artigo 13, I, "a", da LC nº 166/2022, e o quantitativo hoje é fixado por resolução do Tribunal (art. 10, § 1º, red. LC nº 174/2024) — quem lê o artigo 10 como vigente conta vara a mais. Aqui os números fecham por três caminhos independentes: o Anexo I dá um cargo, o Guia devolve quatro blocos de órgão dos quais um só é vara, e a página de implantações do PJe da comarca lista um único órgão, "Vara Única".
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única, cujo endereço eletrônico oficial é bfm1civ@tjmg.jus.br. O Guia Judiciário devolve quatro blocos de órgão, todos no mesmo prédio, no mesmo endereço e sob o mesmo telefone. São eles: a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro (bfm.adm@tjmg.jus.br); o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC, com sala própria (cejusc.bfm@tjmg.jus.br); a Contadoria/Tesouraria, que abriga também a Distribuição de Feitos (bfmcontadoria@tjmg.jus.br); e a Vara Única, com a sua Secretaria. Quatro blocos ficam abaixo do corte de dez que o Guia aplica por página — mas a contagem não é a prova. A prova é que o bloco de paginador do HTML do resultado volta vazio, sem nenhum link de página seguinte: não há segunda página escondida com uma quinta ou sexta unidade. A lista não registra neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral, e a instrução correta é procurar no Guia, não concluir do silêncio. Sendo vara única, ela acumula tudo o que numa comarca grande se reparte entre muitas: o cível, o criminal, a família, a infância e a juventude, a execução fiscal, o Tribunal do Júri, a execução penal de quem responde solto, as causas dos Juizados Especiais Cíveis e, por delegação federal, a matéria previdenciária contra o INSS. Duas particularidades da fonte merecem registro. A primeira: o Guia não dá nome próprio ao prédio — chama-o apenas de "Fórum da Comarca", ao contrário do que faz na maioria das comarcas mineiras, onde publica o nome do homenageado. A segunda: o endereço eletrônico da vara é "bfm1civ", com ordinal e sigla de cível de comarca de mais de uma vara, embora a vara aqui seja única e cumulativa — prefixo de e-mail do Guia não se deduz nem do nome da cidade nem da estrutura, e por isso foi copiado verbatim.
Histórico informatização
A comarca tem datas de informatização, e elas respondem à pergunta prática de onde se consulta o processo. A página de implantações do Processo Judicial Eletrônico da comarca de Bonfim lista um único órgão, a Vara Única, com duas entradas: 22 de abril de 2019 para todas as classes processuais de natureza cível que tramitam na Justiça Comum e no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e respectivas Turmas Recursais, pelo Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2018; e 15 de maio de 2020 para todas as classes cíveis regidas pela Lei nº 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente, pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020. A execução penal tem data própria e sistema próprio: pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado, o SEEU, do Conselho Nacional de Justiça, a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores, cadastramento dos processos e lançamento dos atos processuais, foi de 21 a 25 de maio de 2018. Note-se o que a fonte NÃO diz: a página do PJe não registra entrada para as classes criminais, e esta ficha não afirma em que sistema tramita o processo criminal desta comarca.
Endereço
Fórum da Comarca — Avenida Governador Valadares, 196, Centro, Bonfim - MG, CEP 35521-000
Telefone
Jurisdição
Quatro municípios e dois distritos judiciários respondem a este fórum. O item 37 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente a mesma lista — sem atraso e sem divergência, o que em Minas não é regra, porque o Anexo II já foi pego desatualizado em outras comarcas. As distâncias à sede, pela medida do Guia, são todas curtas: Rio Manso a 12 km, Crucilândia a 16 km e Piedade dos Gerais a 20 km. Os dois distritos judiciários são Santo Antônio da Vargem Alegre, a 8 km, que pertence ao próprio município de Bonfim, e Sousa, a 21 km, que pertence a Rio Manso. Quem mora em qualquer um desses seis lugares é investigado, processado e julgado na Avenida Governador Valadares — e, em matéria de Júri e de execução penal, nem poderia ser de outro modo, porque o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário. A leitura da relação foi feita pelo atributo colspan de cada linha do HTML, e não pelo texto: linha com colspan de duas células é município, linha com duas células de 25% é distrito. Pelo texto seria impossível separar — "Rio Manso" e "Sousa" não trazem no nome nenhuma pista da sua natureza, e quem lê o texto corrido publica seis municípios onde há quatro.
Ressalva
Distrito administrativo e distrito judiciário não são a mesma coisa, e nesta comarca a diferença é medível. O IBGE registra, nos quatro municípios, seis distritos: Bonfim e Santo Antônio da Vargem Alegre em Bonfim; Crucilândia em Crucilândia; Piedade dos Gerais e Medeiros dos Gerais em Piedade dos Gerais; e Rio Manso, Bernardas e Souza em Rio Manso. A relação judiciária do Guia lista somente dois, Santo Antônio da Vargem Alegre e Sousa — Medeiros dos Gerais e Bernardas não aparecem. A ficha não conclui daí que eles não existam: conclui que não são distritos judiciários, o que é coisa diferente e não muda nada para quem mora lá, porque o foro é o mesmo. Há também divergência de grafia no mesmo distrito: o IBGE escreve "Souza" e o Guia escreve "Sousa". Registre-se, por fim, que a coluna "Distância Capital" do Guia é inservível nesta comarca — ela dá 86 km para a sede, 78 km para o distrito de Santo Antônio da Vargem Alegre, que fica 8 km adiante, e 71 km para Sousa, que fica 21 km adiante. Só a coluna "Distância Comarca" foi usada nesta ficha.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Brumadinho, a 28 km. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não coincidem. Na que diz quem substitui Bonfim, a ordem é Brumadinho 1ª a 28 km, Igarapé 2ª a 45 km e Ibirité 3ª a 57 km. Na que diz quem Bonfim substitui, Brumadinho sai como 2ª a 28 km, Ibirité como 3ª a 79 km e Igarapé também como 3ª a 45 km. São 22 km de diferença para o mesmo par Bonfim-Ibirité, dois ordinais "3ª" na mesma tabela e nenhuma 1ª posição nela. A ficha registra as duas listas como estão publicadas e não as reconcilia, porque não há na fonte nada que autorize escolher uma. E registra o que se mede em toda Minas: a primeira posição da substituição não é o par do juiz das garantias. São listas diferentes, feitas por atos diferentes, e a coincidência entre elas, quando ocorre, é coincidência — aqui elas nem coincidem, porque o juiz das garantias de Bonfim é o de Juatuba, que não figura em nenhuma das duas tabelas.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Belo Horizonte, e a consulta específica de Juizados da comarca devolve "Atenção: Sua consulta não retornou nenhum resultado" — não há unidade de Juizado Especial instalada no fórum de Bonfim. Isso não quer dizer que a causa de pequeno valor não seja julgada aqui: ela tramita na própria Vara Única, que desde 22 de abril de 2019 recebe pelo PJe as classes dos Juizados Especiais Cíveis e das respectivas Turmas Recursais. A ficha não deduz do nome do grupo jurisdicional onde se reúne a Turma Recursal nem a que unidade de Belo Horizonte cada classe é distribuída.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e, em comarca de vara única, não existe a dúvida que existe nas de duas ou três varas, onde a competência do Júri pode estar em qualquer delas: aqui quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Bonfim. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca. Na prática, o homicídio ocorrido em Crucilândia, em Piedade dos Gerais, em Rio Manso, em Santo Antônio da Vargem Alegre ou em Sousa é julgado no Fórum da Comarca, por jurados sorteados entre os moradores dos quatro municípios — um corpo de jurados tirado de uma população somada pequena, o que na prática forense de comarca desta dimensão costuma pesar na discussão sobre desaforamento. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui, por uma razão que está no bloco do juiz das garantias: crime doloso contra a vida está fora do rodízio.
Execução penal
Não há unidade prisional em nenhum dos quatro municípios da comarca, e essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como a comarca não tem presídio, quem é condenado aqui e é preso cumpre pena em outra comarca, e o processo de execução vai com ele. Pelo endereço das unidades, as mais próximas são o conjunto de São Joaquim de Bicas — a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, na Avenida C, 550, Bairro Primavera, e os Presídios de São Joaquim de Bicas I e II, na Avenida Bacharel Otacílio Teotônio de Lima, 325 e 550, no mesmo bairro —, que ficam na comarca de Igarapé, a 45 km de Bonfim; e o Presídio de Juatuba, na Rua Minas Gerais, 140, Bairro São Jerônimo, que fica na comarca de Juatuba. Progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, e não pela Vara Única de Bonfim; o artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar da competência e a remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). É a parte que costuma pegar a família de surpresa: o processo viaja atrás do corpo, sem aviso a ninguém. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º — estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais ou Rio Manso correm na Vara Única desta comarca, e a unidade da Defensoria Pública instalada no mesmo prédio do fórum lista a execução penal entre as suas áreas de atuação. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data: preparação em abril de 2018 e semana de implantação de 21 a 25 de maio de 2018.
Contexto
A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura judiciária: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária. A penitenciária da região é a Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na comarca de Igarapé — a obrigação se aciona lá, e Bonfim, que tem uma vara cumulativa, não ganha nada com isso. É outra razão pela qual a execução penal de quem está preso tende a se fixar fora desta comarca, e não nela.
Juiz das garantias
Quem decide prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova e audiência de custódia no inquérito de Bonfim não é o juiz de Bonfim: é o da Vara Única de Juatuba. E a razão de isso não ser óbvio é que o desenho não é um par, é um triângulo. O Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, tem seis colunas, e a quinta se chama "GARANTIAS DE" — é ativa. A linha de Bonfim diz "Bonfim | Vara Única | Primeira | Vara Única de Itaguara | Primeira", isto é, diz de quem Bonfim é juiz das garantias, e não quem é o juiz das garantias de Bonfim. Duas linhas abaixo, na mesma 2ª Região, está a resposta: "Juatuba | Vara Única | Primeira | Vara Única de Bonfim | Primeira". O ciclo, portanto, é Bonfim → Itaguara → Juatuba → Bonfim, três comarcas de vara única e primeira entrância, e a direção muda a resposta: o juiz daqui decide as cautelares de Itaguara e não recebe nada de Itaguara em troca. O instituto está em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026, e não criou vara nenhuma: a secretaria que processa continua sendo a da vara de origem (artigo 7º, § 1º) e a competência do juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 tira do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares — o inquérito de homicídio de Bonfim não vai a Juatuba, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026).
Ressalva garantias
Duas armadilhas de fonte, as duas medidas nesta comarca. A primeira: a coluna 6 da tabela, que informa a entrância do juízo par, é reconhecidamente inconfiável em Minas — aqui ela acerta, porque as três comarcas do ciclo são de primeira entrância, mas a entrância desta ficha vem do Guia e do Anexo I da LC 59, nunca da portaria. A segunda: comparar a PC 1.818 com o texto CONSOLIDADO da PC 1.709 não prova nada, porque o consolidado reproduz a tabela vigente duas vezes, uma delas rotulada como "anexo substituído". Para saber se o par mudou é preciso comparar com o texto ORIGINAL da PC 1.709 — e esta ficha não afirma se o ciclo Bonfim-Itaguara-Juatuba é novo ou vem do desenho de 2025.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Bonfim
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h
Endereço
Sala no Edifício do Fórum — Avenida Governador Valadares, 196, Centro, Bonfim - MG
Estrutura
Bonfim é sede de subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, e não apenas território de uma subseção vizinha — o que para uma cidade de sete mil habitantes é incomum e diz algo sobre o peso histórico da comarca. A relação oficial de salas da OAB/MG traz uma única linha para esta subseção, e é a do Fórum: sala no Edifício do Fórum, na Avenida Governador Valadares, 196, Centro, com telefone próprio e horário de funcionamento das 12h às 18h. As três colunas fecham entre si — o rótulo da subseção, o município do endereço e o e-mail institucional —, o endereço coincide com o do fórum publicado pelo Guia Judiciário e o telefone tem o mesmo prefixo local. É onde o advogado de fora encontra apoio para ato presencial nesta comarca.
Ressalva
A relação não registra parlatório em Bonfim, o que aqui é coerente, porque não há unidade prisional no município — quando há parlatório, ele é segunda fonte oficial independente do endereço do presídio, e aqui essa segunda fonte simplesmente não se aplica. Registre-se também que o documento é de 18 de fevereiro de 2021: comarca ou sala instalada depois disso não estaria nele, e endereço que tenha mudado desde então não estaria atualizado. Onde o PDF da OAB divergir do Guia Judiciário quanto ao endereço do fórum, esta ficha adota o Guia — mas aqui os dois coincidem no logradouro e no número.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Belo Horizonte (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Bonfim, mas a comarca CONSERVA a competência federal delegada pelo Anexo III da Res. Conj. PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026: a ação previdenciária de quem mora nos quatro municípios da comarca pode ser ajuizada na Vara Única desta cidade.
Justica trabalho
Foro de Betim (TRT-3) — seis Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS. A ação judicial contra o INSS de quem mora na comarca pode ser proposta na Vara Única de Bonfim, por delegação federal.
Ressalva
Não foi localizada em fonte oficial agência do INSS, unidade da Receita Federal, posto do Detran ou unidade do Procon no município; a ficha não afirma que não existam, apenas que não foram confirmadas com endereço.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Bonfim, em Crucilândia, em Piedade dos Gerais nem em Rio Manso. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo endereço de cada unidade, que é o método correto e que nesta cidade é indispensável: a relação traz uma unidade cujo endereço é "Rua Além Paraíba, 31 — Bairro Bonfim, Belo Horizonte", que é a Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica e fica na capital. Quem buscar pelo nome encontra "Bonfim" e conclui errado. Pelo endereço, as unidades mais próximas formam dois grupos, e os dois estão fora da comarca.
Unidades proximas
Primeiro grupo, em São Joaquim de Bicas, município da comarca de Igarapé, que fica a 45 km de Bonfim pela medida do Guia: a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria (sigla PPJSA), na Avenida C, 550, Bairro Primavera; o Presídio de São Joaquim de Bicas I (PRSJB I), na Avenida Bacharel Otacílio Teotônio de Lima, 325, mesmo bairro; e o Presídio de São Joaquim de Bicas II (PRSJB II), no número 550 da mesma avenida. As três estão arroladas na 1ª Região Integrada de Segurança Pública. Segundo grupo, em Juatuba, município e comarca de mesmo nome: o Presídio de Juatuba (PRJUA), na Rua Minas Gerais, 140, Bairro São Jerônimo, arrolado na 2ª Região Integrada de Segurança Pública. A relação lista ainda, na 1ª Região, o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional de Betim (CERESP - BETIM), na BR-262, km 360, Bairro Pinto D'Água, que é a porta habitual do preso provisório da região metropolitana antes de destino definitivo, e o Complexo Penitenciário Nelson Hungria e o CERESP de Contagem, na 2ª Região. A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e aqui ela tem efeito: a penitenciária da região é a PPJSA, e é a existência dela que aciona, na circunscrição de Igarapé e não nesta, o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada por esta leva. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto integral da relação estadual, município por município e endereço por endereço, para os quatro municípios da comarca. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. A relação também não publica capacidade, regime nem regra de visita de cada unidade, e protege os e-mails por script — nada disso é afirmado nesta ficha.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — unidade de Bonfim (Sede)
Endereço
Avenida Governador Valadares, 196, Centro, Bonfim - MG
Telefone
Horário de funcionamento
segunda a sexta, das 08h às 17h, com atendimento presencial
Abrangência
A unidade da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais em Bonfim atende os quatro municípios da comarca — Bonfim, Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso — e funciona no mesmo endereço do Fórum, na Avenida Governador Valadares, 196. A própria página da unidade publica a lista de municípios contemplados, o que é raro: em muitas comarcas mineiras a relação oficial nomeia a unidade mas não diz a que municípios ela serve, e a ficha fica com a lacuna.
Áreas atendimento
As áreas que a própria página da unidade lista são oito: Criminal, Execução Penal, Família, Direitos das Crianças e dos Adolescentes, Cível, Sucessões, Consumidor e Saúde. Para a família de preso isso significa duas coisas concretas. A primeira é que a primeira porta e o fórum ficam no mesmo prédio, a poucos metros da Secretaria da Vara Única. A segunda é que a execução penal de quem responde solto — que é exatamente a que permanece nesta comarca, pelo parágrafo único do artigo 1º da PC 344/2014 — tem atendimento gratuito no lugar onde o processo corre. A unidade também realiza sessões de conciliação e mediação extrajudicial, e o CEJUSC do mesmo prédio é o outro caminho para acordo.
Ressalva
A execução penal de quem está RECOLHIDO corre na comarca da unidade prisional — Igarapé, no caso do complexo de São Joaquim de Bicas, ou Juatuba —, e esta ficha não afirma qual unidade da Defensoria atende aquelas comarcas nem se a unidade de Bonfim acompanha o processo depois de declinado. Quem tem parente transferido deve perguntar na própria unidade.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Belo Horizonte (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Bonfim integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, e com ele os outros três municípios da comarca — Crucilândia, Piedade dos Gerais e Rio Manso aparecem todos na mesma linha da tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais. Não há vara federal em Bonfim, e a comarca inteira responde à mesma subseção, o que é uma coincidência útil: para a matéria federal, a pergunta "qual é a minha comarca" e a pergunta "qual é a minha subseção" têm a mesma abrangência. O município sai na tabela sem asterisco, e nesta publicação o asterisco marca área de atuação dos Oficiais de Justiça da subseção — o mesmo asterisco, no PDF da portaria que trata da competência delegada, quer dizer outra coisa (é a nota da decisão que suspendeu a eficácia quanto a duas comarcas do estado), e confundir os dois é erro de leitura de fonte, não de direito.
Competência delegada
Bonfim TEM competência federal delegada, e isso é a exceção na sua vizinhança. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação que a Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 lhe deu, lista as comarcas estaduais em duas colunas — as que têm competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e na linha da Subseção de Belo Horizonte a coluna das que TÊM é curta: Belo Vale, Bonfim, Conceição do Mato Dentro, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Carandaí, este último com asterisco. Na coluna das que deixaram estão Barão de Cocais, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Caeté, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Igarapé, Itabirito, Itabira, Jaboticatubas, Juatuba, Lagoa Santa, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Pará de Minas, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia e Vespasiano. A consequência prática é a pergunta que mais chega a um escritório de cidade pequena: a ação contra o INSS de quem mora em Bonfim, em Crucilândia, em Piedade dos Gerais ou em Rio Manso — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural, pensão por morte — pode ser ajuizada aqui, na Vara Única desta comarca, sem viagem a Belo Horizonte, com recurso ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região. É o oposto do que acontece a 28 km, em Brumadinho, e a 45 km, em Igarapé; e é o oposto do que acontece na comarca cujo juiz decide as cautelares de Bonfim, porque Juatuba perdeu a delegada. A delegada não se deduz da vizinha, nem do par de garantias, nem do tamanho da cidade — só da grade do Anexo III, linha por linha, comarca por comarca.
Criterio legal
O fundamento da delegação está no artigo 15, inciso III, e no § 2º da Lei nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentada pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021 — é o próprio cabeçalho do Anexo III que os cita, sob o título "Critérios de Aferição de Distância para Definição do Exercício da Competência da Justiça Federal delegada". O gatilho da perda, em Minas, tem sido a instalação de unidade de apoio avançado do TRF6 na região, e a jurisdição dessas unidades atravessa os limites da comarca — razão pela qual comarcas contíguas aparecem em colunas opostas da mesma linha.
Acervo anterior
Como Bonfim conserva a delegação, aqui não se põe o problema do acervo que muda de juízo. Registre-se ainda assim o dispositivo que governa a matéria quando a competência cessa, porque as comarcas vizinhas vivem exatamente isso, e porque quem se mudou de uma delas para Bonfim pode ter processo lá: está provado o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019, pelo qual as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado; já a regra específica do acervo formado até a cessação por instalação de unidade de apoio avançado é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — e esta ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em curso deve conferir nos autos, não presumir.
Contexto
A tabela de subseções e a tabela da competência delegada respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra aqui. Estar na Subseção de Belo Horizonte diz onde fica a Justiça Federal de Bonfim para tudo o que não é previdenciário delegado — execução fiscal da União, crime federal, benefício assistencial discutido fora da delegação, causa contra autarquia federal. O Anexo III diz se o juiz estadual de Bonfim pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é "Belo Horizonte"; a segunda, aqui, é "sim".

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Betim (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Os quatro municípios da comarca vão todos ao Foro de Betim, que tem seis Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de onze municípios: Betim, Bonfim, Brumadinho, Crucilândia, Esmeraldas, Igarapé, Juatuba, Mateus Leme, Piedade dos Gerais, Rio Manso e São Joaquim de Bicas. As varas foram criadas em sequência ao longo de trinta e quatro anos, e a lei de criação de cada uma consta da própria tabela de jurisdição do Tribunal: a 1ª pela Lei nº 6.563, de 19 de setembro de 1978; a 2ª pela Lei nº 7.471, de 30 de abril de 1986; a 3ª pela Lei nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989; a 4ª pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992; a 5ª pela Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003; e a 6ª pela Lei nº 12.616, de 30 de abril de 2012. Como a jurisdição das seis é idêntica, a reclamação trabalhista de quem trabalha em Bonfim é distribuída entre elas, e não endereçada a uma.
Ressalva
A tabela do TRT-3 grafa "Piedade das Gerais" nas sete entradas em que o município aparece — nas seis varas e no bloco do Foro. O nome oficial, no IBGE e no Anexo II da LC 59/2001, é Piedade dos Gerais. Quem casar o município por string exata perde a linha inteira do foro do trabalho.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca partida entre três foros diferentes. Bonfim não é um desses casos: a comarca vai inteira para Betim, os quatro municípios juntos. A coincidência é útil de um lado e enganosa de outro — a lista do Foro de Betim junta, sob um único foro do trabalho, a comarca de Bonfim, a de Igarapé (onde fica a penitenciária da região) e a de Juatuba (de onde vem o juiz das garantias de Bonfim), três realidades judiciárias estaduais distintas. Em matéria trabalhista as três são a mesma coisa; em matéria criminal e previdenciária, não são.

Segurança Pública

Panorama
Um município de 301 km² e 7.434 habitantes, a 86 km da capital, sede de uma comarca com quatro municípios, uma vara só para tudo, uma delegacia só para a comarca inteira e nenhum presídio no território. O desenho produz um efeito específico e mensurável: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica; a fase de investigação sai para Juatuba; e a execução penal se divide em duas, segundo o condenado esteja recolhido ou solto. Quem é condenado aqui e é preso cumpre pena em São Joaquim de Bicas ou em Juatuba, e passa a ter os benefícios decididos pelo juízo de lá; quem responde solto fica sob o juiz daqui, no mesmo prédio em que funcionam a Defensoria Pública e a sala da subseção da OAB. É o inverso do que se vê em comarca pequena com presídio, onde a população carcerária sob jurisdição não se mede pela população da cidade — aqui a conta é a oposta, e o que ela custa é deslocamento.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Não há na comarca Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, pela relação de unidades da Polícia Civil: o registro é feito na Delegacia de Polícia Civil de Bonfim, no bairro São Miguel. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente fora do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — quer dizer que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Bonfim, e não em Juatuba, o que para quem precisa de decisão no mesmo dia é diferença que importa. A unidade da Defensoria Pública que funciona no prédio do fórum lista Família e Criminal entre as suas áreas de atuação.
Custodia
Bonfim é município do Colar Metropolitano da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e não da RMBH. A distinção não é geográfica, é legal: o artigo 2º da Lei Complementar estadual nº 89, de 12 de janeiro de 2006, traz a lista fechada dos municípios da RMBH, e o artigo 3º, § 1º, na redação da LC nº 124/2012, põe Bonfim no Colar Metropolitano, ao lado de Barão de Cocais, Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Fortuna de Minas, Funilândia, Inhaúma, Itabirito, Itaúna, Moeda, Pará de Minas, Prudente de Morais, Santa Bárbara, São Gonçalo do Rio Abaixo, São José da Varginha e Sete Lagoas. A consequência é processual: município do Colar não é destinatário da regra especial de custódia no local da prisão da Resolução do Órgão Especial nº 1.108/2025, artigo 5º, § 2º — cai na regra geral da Resolução nº 1.109/2025, artigo 2º, o que aqui significa que a audiência de custódia de quem é preso em Bonfim é decidida pelo juiz das garantias, isto é, pelo juiz de Juatuba. A mesorregião "Metropolitana de Belo Horizonte" do IBGE já fez mais de um documento afirmar RMBH onde não há: a lista é da lei, não do mapa estatístico.
Contexto
Não há hospital no município pela relação nacional de estabelecimentos de saúde, e também não há posto do Instituto Médico-Legal arrolado aqui. Isso tem consequência criminal direta e cotidiana: exame de corpo de delito, exame de lesões e necropsia dependem de estrutura fora do município, e o prazo de laudo que o processo espera é, na prática, prazo de estrada. Esta ficha não afirma qual é o posto de perícia de referência da comarca, porque não localizou fonte oficial que o diga.

Polícia Civil

Nome
Delegacia de Polícia Civil de Bonfim
Endereço
Rua Dr. Pedro Pinto, 14, São Miguel, Bonfim - MG, CEP 35480-000
Telefone
E-mail
Horário de funcionamento
segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30
Estrutura
Há uma única Delegacia de Polícia Civil na comarca inteira, e ela fica em Bonfim, no bairro São Miguel. A consulta de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais, feita município por município, devolve para Crucilândia, para Piedade dos Gerais e para Rio Manso a mesma resposta: "Esta cidade não possui delegacias da PCMG". Ou seja: o registro de ocorrência, o inquérito e o flagrante dos quatro municípios da comarca convergem para esta delegacia — a mesma convergência que se vê no fórum, e pelo mesmo motivo histórico. Nas comarcas vizinhas há delegacia própria em Brumadinho (Rua Eurico de Oliveira Porto, 60, Centro) e em Igarapé (Rua Cristiano Machado, 1042, Três Poderes), ambas com o mesmo horário de expediente.
Ressalva
O expediente publicado é de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30 — não é plantão de 24 horas, e a fonte não indica qual unidade cobre a noite, o fim de semana e o feriado nesta região. Para registro fora do expediente há a Delegacia Virtual da Polícia Civil de Minas Gerais, que funciona pela internet para os casos que a lei admite. Esta ficha não publica o nome do delegado titular, que a fonte informa, nem reproduz os e-mails das delegacias de Brumadinho e de Igarapé, porque os dois são de provedor comercial e não de domínio institucional.
Contexto
Não há na comarca, pela mesma fonte, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, delegacia do idoso, delegacia de tóxicos nem unidade de homicídios: a unidade de Bonfim é geral e absorve todas essas matérias na fase de investigação. Quem precisa de medida protetiva de urgência não depende disso, porém — a medida é pedida e decidida na Vara Única desta comarca, e a violência doméstica está expressamente fora do rodízio do juiz das garantias.

Cartórios

Estrutura
Sete serventias na relação do Guia Judiciário, espalhadas pelos quatro municípios e pelos dois distritos judiciários da comarca. Na sede são duas. O Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Bonfim fica na Rua Dona Dodoca, 71, Centro, CEP 35521-000, telefone (31) 3576-1153 — é onde se registra a compra e venda de terra, a hipoteca, a penhora, a usucapião julgada na Vara Única e o ato constitutivo de associação e de cooperativa. O Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Bonfim fica na Avenida Gov. Benedito Valadares, 40, loja 11, Centro — é onde se faz escritura, procuração, reconhecimento de firma, protesto de título, e onde se registra nascimento, casamento e óbito da sede. Nos outros três municípios há um registro civil com atribuição notarial em cada um: Crucilândia, na Rua São Geraldo, 295, Centro, CEP 35478-000; Piedade dos Gerais, na Rua Nicanor Ferreira Gomes, 328, Centro, CEP 35476-000, telefone (31) 3578-1116; e Rio Manso, na Rua Manoel Parreiras, 1, Centro, CEP 35485-000, telefone (31) 3573-1154. E nos dois distritos judiciários há mais dois: Santo Antônio da Vargem Alegre, na Rua Prof. Francisco Salles Xavier, 219, Centro, CEP 35482-000; e Sousa, na Rua Orlando Alves Silva, 98 A, Centro, CEP 35485-000. A acumulação de atribuições numa mesma serventia — notas, protesto e registro civil no mesmo cartório da sede; notas e registro civil nos demais — é autorizada pelo artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, e explica por que uma comarca de quatro municípios aparece com sete serventias e não com quatorze.
Certidao e protesto
Para quem precisa de documento e não de processo, o mapa é simples e vale repetir: certidão de nascimento, casamento e óbito, no registro civil do município ou do distrito onde o ato foi lavrado; escritura e procuração, no tabelionato de notas da sede; protesto de título, também no tabelionato da sede, que acumula a atribuição; matrícula de imóvel, certidão de ônus reais e registro de penhora, só no Registro de Imóveis da sede, que é o único da comarca. Não há na comarca serventia de registro de títulos e documentos separada: ela está acumulada no mesmo Registro de Imóveis.
Ressalva
Três observações de fonte, todas do mesmo documento. A primeira: o Guia publica para o Tabelionato da sede o CEP 35480-000, enquanto o Fórum, na mesma cidade, e o Registro de Imóveis, a poucos metros, saem os dois com 35521-000. O 35480-000 não é CEP de outro município — a Polícia Civil o publica para a sua delegacia no bairro São Miguel, em Bonfim —, de modo que a divergência é entre bairros da mesma cidade, e não entre cidades; ainda assim, o endereço do tabelionato se declara "Centro". A ficha reproduz o que a fonte publica e não conclui daí onde a serventia funciona: confirme antes de se deslocar. A segunda, no mesmo registro: um dos telefones publicados para esse tabelionato tem DDD 35, que não é o DDD desta região. A terceira: o Registro de Imóveis da sede sai com o MESMO número nos campos "Telefone" e "Fax", e traz um celular como segundo telefone — por isso o número não é reproduzido aqui como fax, e por isso a ficha publica apenas o fixo.

Saúde Pública

Panorama
A relação nacional de estabelecimentos de saúde traz vinte registros no município, e nenhum deles é hospital. A rede pública se organiza em torno de três endereços. Na Praça Ruth Brandão, 170, no bairro Cristo Redentor, funcionam a Policlínica Dr. Homero J. Santos, telefone (31) 3576-1462, a Secretaria Municipal de Saúde, telefone (31) 3576-1123, e a Vigilância Sanitária Municipal — é o centro administrativo e ambulatorial da saúde da cidade, todos com atendimento pelo SUS. Na Avenida Alderico Marques Monteiro, 749, no bairro Senhor do Bonfim, está a Unidade Básica de Saúde Farmacêutico Ary de Freitas Marques. Na Rua Manoel de Freitas Marques, 70, Centro, está o Laboratório Municipal de Bonfim, telefone (31) 3576-1123. No distrito há atendimento próprio: o Centro de Saúde de Santo Antônio da Vargem Alegre, na Alameda João Gomes de Moura, 7. E há ainda a Farmácia de Todos, na Rua Rosalino Rozemburgo da Fonseca, 130, Cristo Redentor, também com atendimento pelo SUS.
Contexto
A ausência de hospital importa para quem litiga aqui, e por dois caminhos diferentes. No criminal, exame de corpo de delito e necropsia dependem de estrutura de outro município, e isso alonga a instrução. No cível e no previdenciário, a perícia médica judicial e a prova de incapacidade se fazem com documentação produzida fora — o que é relevante numa comarca que, por conservar a competência federal delegada, julga aqui mesmo a ação de auxílio por incapacidade e de benefício de prestação continuada contra o INSS.
Ressalva
A relação consultada não devolveu o campo de tipo de unidade para os estabelecimentos deste município, de modo que a classificação de cada endereço — unidade básica, policlínica, centro de saúde — segue o nome que a própria fonte publica, e não uma categoria oficial. Esta ficha não lista os consultórios médicos e odontológicos privados que constam da mesma relação, porque são registros em nome de pessoas físicas.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Delegacia local
Delegacia de Polícia Civil de Bonfim — Rua Dr. Pedro Pinto, 14, São Miguel, (31) 3257-6540, segunda a sexta das 8h30 às 18h30

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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