História
Antes de haver cidade, havia passagem. O verbete municipal do IBGE conta que o lugar "servia de ponto de parada para tropeiros e bandeirantes que passavam pelo lugar" e que o nome veio da geografia das fazendas: Confins ficava nos confins, "nos limites das fazendas instaladas em toda a região". A partir de 1835, as grutas calcárias da região — as de Confins, as de Lagoa Santa e as de Pedro Leopoldo — viraram objeto de pesquisa do paleontólogo Peter Wilhelm Lund, e o registro do IBGE guarda três episódios dessa ciência que saíram do território confinense: o crânio conhecido como "Homem de Confins", achado na Gruta de Confins e hoje no museu de Copenhague; os restos de 44 pessoas achados na Lapa Mortuária por uma missão arqueológica norte-americana em 1950 e levados ao Museu de História Natural da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro — depois de Lund já ter retirado outros três dali —; e o sítio paleontológico e arqueológico da Lapa do Galinheiro. A vida política veio devagar. Pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, o povoado virou distrito de Lagoa Santa, e assim ficou nas divisões territoriais de 1960 e de 1993. A Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995 — a mesma que criou de uma vez dezenas de municípios mineiros —, elevou Confins a município, desmembrado de Lagoa Santa, com um único distrito, o da sede; a instalação foi em 1º de janeiro de 1997. O texto original dessa lei traz um detalhe que ninguém repete: no quadro de cada novo município ela indicava a comarca, e para Confins escreveu "Comarca: Lagoa Santa". Seis anos depois, o texto original da Lei Complementar nº 59/2001, que reorganizou a divisão judiciária do estado, já registrava Confins na comarca de Pedro Leopoldo. É por isso que o município que nasceu de Lagoa Santa é julgado, hoje, por Pedro Leopoldo.