História
A ocupação da região de Marília está ligada ao avanço da cafeicultura e da estrada de ferro sobre o oeste paulista no início do século XX. A colonização do território começou a se estruturar a partir dos levantamentos da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, realizados nas proximidades dos rios do Peixe, Feio e Tietê. Por volta de 1915 surgiram os primeiros cafezais na área que viria a ser o núcleo urbano, e em 1918 organizou-se o patrimônio do Alto Cafezal, embrião do povoado.
Em 1926, Bento de Abreu Sampaio Vidal adquiriu terras na região e, diante da chegada da ferrovia — cujas estações eram nomeadas em ordem alfabética —, escolheu um nome iniciado pela letra M. O nome Marília teria sido inspirado no poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. O município foi oficialmente reconhecido em 4 de abril de 1929. Ao longo da década de 1930 instalaram-se os primeiros serviços urbanos, como energia elétrica, a Santa Casa de Misericórdia e a primeira emissora de rádio local. A partir dos anos 1950, o crescimento da população urbana, do comércio e da indústria consolidou Marília como um dos principais polos de desenvolvimento do oeste do estado de São Paulo.