História
Matão nasceu do café e da ferrovia. O povoado do Senhor Bom Jesus das Palmeiras formou-se em terras de mata fechada — o "matão" que acabaria batizando a cidade — e teve na primeira missa, celebrada em 25 de março de 1895, o marco fundacional que a memória local celebra. O ritmo acelerou em 1898, ano triplo para os matonenses: chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Araraquarense, criou-se a Paróquia do Senhor Bom Jesus e, em 27 de agosto, veio a emancipação político-administrativa. Como em tanta cidade paulista do ciclo cafeeiro, a lavoura atraiu imigrantes — sobretudo italianos — cujas famílias deixariam marca duradoura: dos Baldan, que em 1928 fundaram uma oficina de implementos agrícolas, aos irmãos Marchesan, que em 1946 criaram a fábrica da linha TATU. No século XX o município consolidou seu território com os distritos de São Lourenço do Turvo e Silvânia, e trocou o café pela laranja e pela cana como motores do campo.