História
A história de Mongaguá começa pelos rios. Foram o Mongaguá e o Aguapeú, com suas cheias que empapavam o solo perto do mar, que deram ao lugar o nome tupi-guarani traduzido como "água pegajosa". No século XVI, registram os historiadores, emissários de Martim Afonso de Sousa paravam ali para descansar nas viagens pelo litoral — o território se repartia entre as capitanias de São Vicente e de Itanhaém, divisão que a vida administrativa do município repetiria séculos depois. Em 1776, o Sítio de Mongaguá foi arrematado em leilão público pelo coronel Bonifácio José de Andrada, pai do Patriarca da Independência, e passou de mão em mão ao longo do século XIX. O salto veio no século XX: em 1913, Fernando Arens Jr. estruturou a Companhia Melhoramentos de Praia Grande e desenhou o traçado do futuro balneário, que a ferrovia Santos-Juquiá tratou de povoar. Depois da Segunda Guerra, a rodovia Padre Manoel da Nóbrega encurtou o caminho até São Paulo e acelerou o crescimento; o distrito foi criado em 24 de dezembro de 1948, subordinado a Itanhaém, e a emancipação veio na virada de 1958 para 1959, aprovada em plebiscito realizado em 7 de dezembro — data que a cidade adotou como aniversário — e formalizada nas leis estaduais nº 5.121/1958 e nº 5.285/1959, na leva de municípios criados sob o governo Jânio Quadros.