História
A ocupação de Monte Mor é muito anterior ao município. Escavações realizadas a partir de 1971 nos sítios arqueológicos Tapajós e Rage Maluf revelaram fragmentos cerâmicos e artefatos líticos que confirmam a presença de grupos tupi-guarani na região antes da chegada dos portugueses. O primeiro documento oficial data de 1800, quando o coronel Modesto Antonio Coelho Neto e o alferes Luis Teixeira de Tolledo receberam sesmarias em terras então pertencentes a Itu. Em 1820, as famílias Ferreira Alves, Bicudo de Aguirre e Aguirre Camargo doaram terras para a construção e a sustentação de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Patrocínio; a localidade passou a ser chamada Capela Curada de Nossa Senhora do Patrocínio de Capivari de Cima. Em 16 de agosto de 1832 a antiga capela curada foi erigida em Freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio de Água Choca. A emancipação político-administrativa veio em 24 de março de 1871, quando a freguesia foi elevada à categoria de Vila de Monte Mor — data que a cidade comemora até hoje como seu aniversário. No plano judiciário, a história é igualmente reveladora: até 1878 Monte Mor pertencia ao Termo de Itu e, depois disso, passou ao Termo de Capivari, vínculo antigo que ecoa na organização atual, em que a subseção da OAB e a Vara do Trabalho competentes ainda ficam em Capivari.