Cidade de MG

Palma

Palma tem 5.707 habitantes (Censo 2022) em 316,5 km² na Zona da Mata mineira, a 363 km de Belo Horizonte, e é sede de uma comarca instalada em 31 de março de 1892 — das datas mais antigas que o Guia Judiciário do TJMG registra. É de primeira entrância e opera com uma vara só, a Vara Única do Fórum Wilson Alvim do Amaral, a quem cabem ao mesmo tempo as causas civis, as criminais, a infância e juventude, o Conselho de Sentença do Júri e os incidentes de pena. A jurisdição alcança dois municípios — Palma e Barão do Monte Alto — e quatro distritos: Cisneiros, Itapiruçu, Cachoeira Alegre e Silveira Carvalho. Como o território não tem cadeia nem presídio, quem é condenado aqui e vai preso cumpre pena fora e leva consigo o processo de execução, pela regra do art. 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014: as unidades estão em Leopoldina (49 km), Cataguases (71 km) e Além Paraíba (103 km), e em Muriaé ficam a penitenciária e o presídio da região. Permanece na comarca a execução de quem responde em liberdade. Na fase de inquérito decide um juiz de fora: o da Vara Única de Pirapetinga, por par recíproco do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — rodízio que não alcança homicídio doloso, violência doméstica nem infração de menor potencial ofensivo. Muriaé concentra o que é federal e o que é trabalhista, e a comarca já não exerce competência federal delegada: causa previdenciária vai à Justiça Federal. A Defensoria Pública mantém unidade na própria cidade.

UF
MG
Porte
micro
População
5.707 hab.

Para questões judiciais em Palma (MG), o juízo competente é da Comarca de Palma — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Palma/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Palma/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Palma: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Palma é a de um lugar que trocou de nome três vezes antes de ficar com o que tem, e cujo fórum é mais antigo que a maioria dos fóruns de Minas. A ocupação começou por volta de 1780, quando desbravadores chegaram à região atrás de riqueza, e os primeiros topônimos foram de acidente geográfico e de pousada: Rancho da Cotieira e Capivara. Em 1851 o lugar da Fazenda Glória — propriedade de mais de três mil alqueires do major Joaquim Vieira da Silva Pinto — foi elevado a curato com o nome de São Francisco de Assis do Capivara, e é dessa fazenda que sai o povoamento organizado da região: mortos o major, seus filhos abriram fazendas em volta e puxaram gente. O distrito veio pela Lei provincial nº 1.239, de 29 de agosto de 1864. A emancipação chegou logo depois da República: o Decreto estadual nº 297, de 23 de dezembro de 1890, criou o município com território desmembrado de Cataguases, ainda com o nome de São Francisco do Capivara, e o Decreto estadual nº 441-A, de 23 de março de 1891, trocou o nome para Palma — por causa das palmeiras altas do jardim do principal logradouro público. A instalação do município foi em 1º de abril de 1891. Um ano depois, em 31 de março de 1892, instalou-se a comarca, e só em 24 de maio daquele ano a Lei estadual nº 23 concedeu à sede os foros de cidade — ou seja, Palma teve juiz de direito antes de ser oficialmente cidade. O território mudou de tamanho desde então, e a divisão administrativa de 1911 mostra como: o município aparece com cinco distritos — Palma, Cisneiros, Itapiruçu, Morro Alto e Cachoeira Alegre. Hoje tem três, contando a sede. Morro Alto e Cachoeira Alegre saíram, e Cachoeira Alegre foi para Barão do Monte Alto, que é hoje o segundo município da comarca. Isto é: o distrito que Palma perdeu como território continua debaixo da sua jurisdição, por outra porta.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 114,5 milhões, e a lavoura responde por uma fatia pequena disso em dinheiro — R$ 2,8 milhões na Produção Agrícola Municipal do mesmo ano, cerca de 2,4% —, mas é ela que desenha a paisagem e o tipo de conflito que chega ao fórum. O primeiro lugar é do café, com R$ 1,6 milhão, 59% do valor colhido no município. E aqui há uma particularidade que contraria o clichê da Zona da Mata mineira, terra de arábica: todo o café declarado em Palma é da espécie canephora, o conilon, de clima mais quente e mais baixo. Depois dele vem uma lista curta e diversa, que é o retrato de uma agricultura de pequena propriedade e de mercado local: tangerina com R$ 246 mil, batata-inglesa com R$ 180 mil, milho com R$ 146 mil, cana-de-açúcar com R$ 128 mil, banana em cacho com R$ 103 mil, mandioca com R$ 89 mil, manga com R$ 81 mil, borracha em látex coagulado com R$ 58 mil, mamão com R$ 53 mil e feijão com R$ 52 mil. Doze culturas declaradas num território de 316 km² com 18 habitantes por quilômetro quadrado significa propriedade pequena, trabalho familiar e sazonalidade repartida ao longo do ano, e não um pico único de safra. Para a advocacia isso se traduz em contrato de parceria e arrendamento rural, disputa de posse e de divisa entre herdeiros, inventário de fazenda, acidente de trabalho na roça e vínculo de emprego rural discutido a uma vara do trabalho que fica em Muriaé — e, do lado previdenciário, na figura que mais procura advogado numa cidade assim: o segurado especial, cuja ação contra o INSS deixou de correr no fórum daqui.

Panorama jurídico

Quem mora em Palma e precisa da Justiça tem de saber três endereços, e só um deles é na própria cidade. O primeiro é o Fórum Wilson Alvim do Amaral, na Avenida Escrivão José Bertocchi: ali, numa vara única, decidem-se o divórcio, o inventário, a guarda, a dívida, o despejo, o furto, o tráfico, o homicídio e a execução da pena de quem responde solto, tanto de Palma quanto de Barão do Monte Alto e dos quatro distritos. O segundo endereço é o menos intuitivo e é criminal: desde 25 de agosto de 2025, a fase de inquérito deixou de ser decidida aqui. A audiência de custódia de quem cai em flagrante no município, o pedido de prisão temporária ou preventiva, o mandado de busca, a autorização para abrir sigilo de conta ou de telefone, a produção antecipada de prova e a homologação de acordo de não persecução passaram todos à mesa de um magistrado que despacha em Pirapetinga, por força do rodízio do juiz das garantias. Três matérias escapam do rodízio e ficam integralmente com o magistrado local: o crime doloso contra a vida, a violência doméstica e familiar e a infração de menor potencial ofensivo. Vale sublinhar o que permanece: o cartório não se muda. Os autos continuam sendo processados pela secretaria daqui, e a atuação do juiz das garantias termina no ato de oferecimento da denúncia. O terceiro endereço é Muriaé, e serve a duas finalidades que chegaram por caminhos diferentes: a reclamação trabalhista, que sempre foi de lá, e a causa previdenciária, que passou a ser. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, retirou de Palma a competência federal delegada — o pedido de benefício contra o INSS deixou de ter porta no fórum local e tem de ser protocolado na Justiça Federal. Há uma quarta informação, e ela é favorável: a Defensoria Pública de Minas Gerais mantém unidade instalada na cidade, que atende os dois municípios da comarca em criminal, família, infância, saúde, cível e sucessões. E quem já litiga contra o INSS na vara estadual não deve presumir nada sobre o seu próprio processo: pelo art. 4º da Resolução CJF nº 603/2019, a demanda protocolada no juízo estadual antes de 2020 segue nele até o fim, e para o que foi distribuído depois disso não há texto publicado que esta ficha possa invocar.

Patrimônio

O endereço da vida jurídica de Palma é o Fórum Wilson Alvim do Amaral, na Avenida Escrivão José Bertocchi, 1, no Centro, onde funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, o CEJUSC, a Contadoria e a Sala da Assistente Social — e, em endereço próximo indicado pela Defensoria, o atendimento da DPMG. Quem foi Wilson Alvim do Amaral nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha identifica, e a ficha não arrisca a atribuição; o mesmo vale para o escrivão José Bertocchi, que dá nome à avenida do fórum — os dois nomes dizem, cada um à sua maneira, que a memória local da cidade é memória de foro. A geografia das serventias conta a história antiga do lugar: o Tabelionato de Notas e Registro Civil está na Rua Paula Freitas, o Tabelionato de Protesto na Rua Firmo de Araújo e o Registro de Imóveis na Rua Dr. Bias Fortes, todos no Centro, a poucas quadras uns dos outros — o desenho compacto de uma sede que virou cidade em 1892 em torno da igreja de São Francisco de Assis, invocação do curato de 1851 que precedeu o município.

Curiosidades

Palma tem duas curiosidades que se leem nos documentos e não na paisagem. A primeira é cronológica: a cidade teve comarca instalada em 31 de março de 1892 e só recebeu os foros de cidade em 24 de maio do mesmo ano, pela Lei estadual nº 23 — por 54 dias houve ali juiz de direito numa vila. E a comarca chegou quase junto com o próprio nome do município, que era São Francisco do Capivara até março de 1891. A segunda é territorial e fecha um círculo: na divisão administrativa de 1911, Cachoeira Alegre era um dos cinco distritos de Palma. Hoje Cachoeira Alegre é distrito de Barão do Monte Alto — e Barão do Monte Alto é o segundo município da comarca de Palma. Quer dizer que o distrito que o município perdeu continua sob a jurisdição do mesmo fórum, só que por via indireta, como distrito de outro município da mesma comarca. Há ainda uma terceira curiosidade, que é de armadilha documental: existe no Norte de Minas um município chamado Várzea da Palma, com comarca própria, presídio próprio e subseção própria da OAB — e nada disso tem relação com esta cidade. Quem pesquisa "Palma" em relação oficial de presídios ou de salas da OAB encontra Várzea da Palma e conclui errado nos dois casos.

Educação e cidadania

Quem vai onde, saindo de Palma, Barão do Monte Alto, Cisneiros, Itapiruçu, Cachoeira Alegre ou Silveira Carvalho. Divórcio, guarda, alimentos, inventário, cobrança, despejo, processo criminal, Tribunal do Júri e execução da pena de quem responde solto: Vara Única, Fórum Wilson Alvim do Amaral, Avenida Escrivão José Bertocchi, 1, Centro, Palma. Medida da fase de investigação — prisão preventiva, busca e apreensão, audiência de custódia, acordo de não persecução penal: decisão do juiz das garantias, na Vara Única de Pirapetinga, com o procedimento fisicamente na secretaria daqui. Inquérito de homicídio e medida protetiva de urgência: aqui mesmo, porque estão fora do rodízio. Execução penal de quem está recolhido: na comarca da unidade prisional — Leopoldina, Cataguases, Além Paraíba ou Muriaé —, nunca nesta. Aposentadoria, auxílio por incapacidade, BPC e salário-maternidade contra o INSS: Justiça Federal, Subseção de Muriaé, porque a competência delegada cessou. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Muriaé, TRT da 3ª Região. Quem não tem condições de contratar advogado: Defensoria Pública de Minas Gerais, unidade de Palma, de segunda a sexta, das 8h às 17h, telefone (32) 3446-1496, que atende os dois municípios da comarca. Boletim de ocorrência, representação criminal e comparecimento em inquérito: Delegacia de Polícia Civil de Palma, na Rua Paula Freitas, Centro, telefone (32) 3446-1188, de segunda a sexta das 8h30 às 12h e das 14h às 18h30 — é a única unidade da PCMG da comarca e atende também Barão do Monte Alto, que não tem delegacia própria. Atendimento médico de urgência, exame de lesão e parto: Hospital e Maternidade Maria Eloy, na Rua Dr. Bias Fortes, 109, com plantão de 24 horas, ou a Unidade Mista Maria Edith Vieira Rosa, no Centro de Barão do Monte Alto, também de 24 horas; nos distritos, as unidades básicas de Cachoeira Alegre e de Silveira Carvalho. Consulta de rotina, vacina e programa de saúde da família: Centro de Saúde Dr. Marco Antônio de Freitas, na Rua Paula Freitas, 327. Atendimento a pessoa com deficiência e apoio em curatela e benefício assistencial: APAE de Palma, na Rua Oscar Rodrigues de Paula, 299. Certidão, escritura, procuração, protesto e registro de imóvel: as três serventias da sede, mais as de Barão do Monte Alto e dos quatro distritos. Encerrada a lista, cabem três avisos de leitura. Primeiro: tanto a delegada previdenciária quanto o par do rodízio criminal se alteram por ato administrativo publicado em diário, sem comunicação ao município — logo, o roteiro acima é retrato de uma data, e essa data está no pé desta página. Segundo: silêncio desta ficha não equivale a inexistência do serviço. Ficaram sem confirmação a subseção da OAB/MG competente e a presença de Sala do Ministério Público ou de Cartório Eleitoral dentro do fórum; quem precisar desses dois deve perguntar na Direção do Foro, que é quem sabe. Terceiro: o que se lê aqui é conteúdo de banca de advocacia privada, e não comunicação de órgão público nem canal de atendimento oficial — para qualquer efeito vinculante, o caminho é a fonte primária indicada bloco por bloco.

Segurança e fronteira

Em comarca que não guarda preso, a dúvida que chega primeiro ao escritório não é o tamanho da pena: é em que cidade o processo está tramitando. Minas resolve isso amarrando a execução ao lugar onde o corpo do sentenciado se encontra — é o desenho do art. 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG —, e nem Palma nem Barão do Monte Alto abrigam estabelecimento penal. Resultado: a partir do recolhimento, é o juízo da cidade da unidade que aprecia progressão, remição, livramento, soma de penas e apuração de falta grave. Pelo endereço das unidades, isso quer dizer Leopoldina a 49 km, Cataguases a 71 km, Além Paraíba a 103 km, ou Muriaé, sede da penitenciária e do presídio regionais. Cada nova transferência repete o movimento: o art. 3º impõe ao juízo declinar e mandar os autos adiante, e a comunicação disso não chega a quem espera notícia em casa — daí a impressão de pedido esquecido quando o que houve foi mudança de foro. Na direção contrária a regra alivia: o parágrafo único do mesmo artigo ancora a execução de quem está em liberdade na cidade onde a pessoa mora. Prestação de serviços à comunidade, regime aberto, suspensão condicional da pena e livramento de morador desta comarca são despachados no fórum da Avenida Escrivão José Bertocchi, que opera o SEEU desde a semana de 11 a 15 de junho de 2018. Um detalhe de estrutura fecha o quadro: a obrigação de vara especializada em execução, no art. 10, § 3º, da LC 59/2001, só nasce onde existe penitenciária — e a da região fica em Muriaé. Palma, Leopoldina e Cataguases executam com a vara que já têm.

Dados do município

Gentílico
palmense
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Cataguases
Área (km²)
316.476
População (Censo 2022)
5.707
Densidade demográfica (hab/km²)
18.03

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Palma como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Palma/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Palma
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra 31 de março de 1892 como data de instalação da comarca — quase um ano depois da instalação do município, que foi em 1º de abril de 1891, e menos de dois meses antes de a sede receber foros de cidade pela Lei estadual nº 23, de 24 de maio de 1892. É uma das datas mais antigas que o Guia publica, do primeiro ano e meio do regime republicano em Minas. A lei que criou a comarca não foi localizada: o verbete do IBGE de Palma não traz o campo de formação judiciária, e o único ato do período cujo texto a ALMG entrega — a Lei nº 2, de 14/09/1891 — não menciona Palma nem comarca. Comarca instalada e em funcionamento; não é caso de comarca criada por lei complementar e por instalar.
Classificação
Primeira entrância, e em Minas isso é conta, não julgamento de importância: o art. 8º, II, da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, reserva a primeira entrância às comarcas com uma única vara instalada. O Anexo I dessa lei traz Palma na primeira parte da primeira entrância sob o número 120, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-120, e o cabeçalho do Guia Judiciário confirma "Entrancia: Primeira". Vale aqui a cautela de sempre: o Anexo I arrola CARGOS, e cargo não é vara instalada — quem conta vara é o Guia. Neste caso os dois números coincidem.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única (pal1secretaria@tjmg.jus.br), cuja Secretaria fica na sala 112 do Fórum Wilson Alvim do Amaral. No mesmo prédio e no mesmo telefone funcionam a Administração do Fórum e a Direção do Foro (pal.adm@tjmg.jus.br), com Sala da Administração e Sala da Assistente Social; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania — CEJUSC (cejusc.pal@tjmg.jus.br), na sala 107; e a Contadoria/Tesouraria (palcontadoria@tjmg.jus.br), na sala 103, onde também fica a Sala de Distribuição de Feitos. São quatro blocos de órgão, muito abaixo do corte de dez blocos a partir do qual o Guia pagina a lista, e nenhum deles é Sala do Ministério Público ou Cartório Eleitoral — o Guia publica esses dois quando existem no fórum, e aqui não os publica. A página de implantações do PJe da comarca fecha a conta por outro caminho: o único órgão que ela nomeia é "Vara Única". Sendo vara única, ela responde pelo cível, pelo criminal, pela infância e juventude, pelo Tribunal do Júri e pela execução penal.
Endereço
Fórum Wilson Alvim do Amaral — Avenida Escrivão José Bertocchi, 1, Centro, Palma - MG, CEP 36750-000
Telefone
Ressalva
O endereço do fórum tem duas versões em fonte oficial viva, e a divergência não é de grafia: é de logradouro. O Guia Judiciário do TJMG situa o Fórum Wilson Alvim do Amaral na Avenida Escrivão José Bertocchi, 1, Centro, CEP 36750-000, com os telefones (32) 3446-3550 e 3446-3551 e o campo de fax vazio. A página da unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais em Palma dá como endereço "Praça Getúlio Vargas, 52 — Fórum — Centro". A ficha adota o Guia, que é a fonte do próprio Tribunal sobre os seus prédios, e registra a outra. Quem for levar documento em mão confirme por telefone antes de sair de casa. Registre-se ainda que o Guia publica, entre os telefones do fórum, um número de celular — (32) 99978-4337 — e outro na Sala da Administração; ambos constam da fonte e não são reproduzidos aqui como telefone de secretaria de vara.
Jurisdição
Dois municípios e quatro distritos judiciários respondem a este fórum, e o segundo município é maior em distritos que a própria sede. O item 218 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Palma e Barão do Monte Alto, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia devolve exatamente isso quando lida pelo atributo colspan de cada linha — que é o único juiz de município contra distrito, porque pelo texto corrido não há como distinguir. Barão do Monte Alto sai como MUNICÍPIO, a 23 km da sede, e arrasta dois distritos, Cachoeira Alegre (23 km) e Silveira Carvalho (15 km); Palma é a sede e tem os distritos de Cisneiros (11 km) e Itapiruçu (14 km). Quem mora em qualquer um desses seis lugares é investigado, processado e julgado na Avenida Escrivão José Bertocchi — e, tratando-se de Júri ou de execução penal, não poderia ser em outro lugar, porque o art. 3º, § 1º, da LC 59/2001 impede que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário. A composição tem terceira prova, e ela vem de fora do TJMG: a página da unidade da Defensoria Pública em Palma lista como municípios contemplados exatamente Barão de Monte Alto e Palma.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Leopoldina. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não fecham entre si. Na que diz quem substitui Palma: Leopoldina 1ª (49 km), Miraí 2ª (86 km), Cataguases 3ª (71 km) e Além Paraíba 4ª (104 km) — note que a ordem não é por distância, porque a 2ª posição fica mais longe que a 3ª. Na que diz quem Palma substitui: Miraí 2ª (62 km), Pirapetinga 2ª (59 km), Cataguases 3ª (71 km), Leopoldina 3ª (49 km) e Além Paraíba 4ª (103 km) — com dois ordinais "2º", dois "3º" e nenhuma 1ª posição. E Miraí aparece a 86 km numa tabela e a 62 km na outra, 24 km de diferença para o mesmo par. A ficha registra as duas listas como estão publicadas e não as reconcilia. Vale a advertência que o acervo já mediu em outras comarcas: a primeira posição da substituição NÃO é o par do juiz das garantias. Aqui as duas listas até se cruzam — Pirapetinga, que é o par de garantias, aparece na segunda tabela —, mas são atos diferentes e o cruzamento é coincidência.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Cataguases, e a consulta própria de Juizados do Guia responde que "sua consulta não retornou nenhum resultado" — isto é, não há unidade autônoma de Juizado Especial instalada em Palma, e as causas de pequeno valor correm na própria Vara Única, que tem competência plena. A ficha não deduz do nome do grupo onde se reúne a Turma Recursal.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, por força do art. 9º, § 3º, da LC 59/2001, e em comarca de vara única não existe a dúvida das comarcas de duas ou três varas sobre qual delas preside o Conselho de Sentença: é o juiz de direito da Vara Única de Palma. O homicídio ocorrido em Barão do Monte Alto, em Cachoeira Alegre, em Silveira Carvalho, em Cisneiros ou em Itapiruçu é julgado no Fórum Wilson Alvim do Amaral, por jurados sorteados na comarca. E, ao contrário do que a intuição sugere, o inquérito desse homicídio também não sai daqui — a razão está no bloco do juiz das garantias.
Execução penal
Não há unidade prisional em Palma nem em Barão do Monte Alto, e essa ausência é o que mais desloca a resposta prática. O art. 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — para o juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Sem presídio no território, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca e o processo de execução viaja com ele: pelo endereço das unidades, as mais próximas são o Presídio de Leopoldina (Rua Ribeiro Junqueira, 405, Centro), a 49 km, o Presídio de Cataguases (Rua Francisco de Souza Peixoto, s/n, Jardins), a 71 km, e o Presídio de Além Paraíba (Rua Barão de Guararema, 112, São José), a 103 km; em Muriaé, que é a cidade de onde vêm a Justiça Federal e a Justiça do Trabalho desta comarca, há duas — a Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Junior e o Presídio de Muriaé. A partir do recolhimento, progressão de regime, remição, livramento condicional, soma e unificação de penas e falta disciplinar passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, e o art. 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (art. 4º). O outro lado da regra é o que fica: pelo parágrafo único do art. 1º, estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Palma ou em Barão do Monte Alto correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (art. 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data no calendário do Tribunal: a preparação estava prevista para maio de 2018 e a semana de implantação, com capacitação de servidores e cadastramento dos processos, foi de 11 a 15 de junho de 2018.
Juiz das garantias
fora da capital mineira, o juiz das garantias não é uma vara nem uma central: é substituição predefinida entre juízos de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela que diz quem faz par com quem é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025. Palma está na 3ª Região e o desenho é o mais simples do catálogo: par recíproco de mão dupla com Pirapetinga, a 59 km. Lê-se em duas linhas vizinhas — a Vara Única de Palma é juiz das garantias da Vara Única de Pirapetinga, e a Vara Única de Pirapetinga é juiz das garantias da Vara Única de Palma. As duas são de primeira entrância e as duas são de vara única. Para o investigado em Palma isso significa que prisão temporária ou preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Pirapetinga — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui (art. 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e a atuação do juiz das garantias cessa no instante em que a denúncia é oferecida. O art. 3º da mesma resolução tira do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares: o inquérito de homicídio de Palma não vai a Pirapetinga, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, art. 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026). Para o caso de impedimento justificado do plantonista, o Anexo II da PC 1.709/PR/2025 põe Palma na Microrregião LXII, ao lado de Além Paraíba, Leopoldina e Pirapetinga, e essa microrregião forma par recíproco com a Microrregião I, que é Cataguases, Miraí e Visconde do Rio Branco.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Muriaé (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Palma, e a comarca deixou de ter competência federal delegada pelo Anexo III da Res. Conj. PRESI/COGER 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Muriaé (TRT-3), criada pela Lei nº 7.729/1989, com jurisdição sobre Palma e Barão do Monte Alto.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Nenhuma unidade prisional em Palma nem em Barão do Monte Alto. A relação do Depen-MG/Sejusp foi varrida no texto integral e pelo ENDEREÇO de cada unidade, que é o método correto em Minas: há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho, de modo que busca por nome erra nos dois sentidos. Um exemplo mora na própria armadilha deste município: existe o Presídio de Várzea da Palma, que fica a mais de 600 km daqui, no Norte de Minas, e não tem relação alguma com esta comarca. As unidades efetivamente próximas, pelo endereço, são o Presídio de Leopoldina, na Rua Ribeiro Junqueira, 405, Centro, em Leopoldina, a 49 km; o Presídio de Cataguases, na Rua Francisco de Souza Peixoto, s/n, Bairro Jardins, a 71 km; o Presídio de Além Paraíba, na Rua Barão de Guararema, 112, Bairro São José, a 103 km; e, em Muriaé, a Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Junior, na Avenida Luciano Rodrigues de Paula, 600, Chácara Leblon, e o Presídio de Muriaé, na Rua José de Freitas Lima, 2, Bairro Safira. A diferença entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura: o art. 10, § 3º, da LC 59/2001 só obriga a instalação de vara de execução penal por circunscrição onde houver PENITENCIÁRIA — e a da região é a de Muriaé, não a de Palma nem a de Leopoldina.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada por esta leva. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de uma busca por nome que voltou vazia: vem da varredura do texto integral da relação estadual, endereço por endereço, para Palma e para Barão do Monte Alto. Mesmo assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — Unidade de Palma (Sede)
Endereço
Praça Getúlio Vargas, 52 — Fórum — Centro, Palma - MG (endereço publicado pela DPMG; ver ressalva no bloco da comarca)
Telefone
Horário de funcionamento
segunda a sexta, das 8h às 17h, com atendimento presencial
Atendimento
Palma tem unidade própria da Defensoria Pública de Minas Gerais, e não depende de unidade de outra cidade — o que, numa comarca de 5.700 habitantes, é a diferença entre ter e não ter defesa constituída. A página oficial da unidade lista como municípios contemplados exatamente Barão de Monte Alto e Palma, isto é, a comarca inteira, e nomeia as áreas de atuação: criminal, família, direitos das crianças e dos adolescentes, saúde, cível e sucessões. A DPMG registra ainda que atua fora do processo, em conciliação e mediação, tanto na unidade como no local do conflito.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Muriaé (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Palma integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Muriaé, da Seção Judiciária de Minas Gerais, hoje sob o Tribunal Regional Federal da 6ª Região. Não há vara federal em Palma. Na tabela viva de jurisdições da SJMG o município sai sem asterisco, ao contrário de Barão do Monte Alto, que sai com asterisco — marca que naquela publicação indica área de atuação dos Oficiais de Justiça e não competência jurisdicional. Os dois municípios da comarca vão para a mesma subseção.
Competência delegada
Palma NÃO tem competência federal delegada, e a linha da sua subseção é a mais desigual do estado. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação dada pela Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, divide as comarcas estaduais de cada subseção em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la. Na Subseção de Muriaé, a coluna das que conservam tem um nome só, Pirapetinga; a coluna das que deixaram tem nove: Muriaé, Carangola, Cataguases, Eugenópolis, Leopoldina, Miradouro, Miraí, Palma e Tombos. A consequência prática é a pergunta que mais chega a escritório de cidade pequena: a ação contra o INSS de quem mora em Palma ou em Barão do Monte Alto — aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural, aposentadoria de segurado especial — não se ajuíza mais na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, na Subseção de Muriaé. E aqui a ficha insiste numa regra que se prova dentro da própria linha: a delegada não se deduz do par de garantias. Pirapetinga, a única comarca da subseção que conservou a competência, é exatamente a comarca do juiz das garantias de Palma. São duas comarcas de vara única, de primeira entrância, vizinhas a 59 km, que fazem par recíproco no rodízio criminal — e que dão respostas opostas à pergunta previdenciária.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o art. 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a cessação é atribuída ao art. 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — esta ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento confira nos autos em vez de presumir.
Contexto
Duas tabelas diferentes respondem duas perguntas diferentes, e confundi-las é o erro mais comum nesta matéria. A tabela de jurisdições das subseções diz ONDE fica a Justiça Federal de Palma: em Muriaé. O Anexo III diz SE o juiz estadual de Palma pode julgar causa previdenciária em nome da União: não pode. O fundamento da delegada é o art. 15, III, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, e é justamente a instalação de estrutura federal de apoio na região que faz a competência cessar.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Muriaé (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Palma e Barão do Monte Alto vão os dois à Vara do Trabalho de Muriaé, criada pela Lei federal nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989. É uma vara única de foro, com jurisdição sobre vinte municípios da região — de Antônio Prado de Minas a Vieiras, passando por Carangola, Divino, Espera Feliz, Eugenópolis, Fervedouro, Laranjal, Miradouro, Tombos e a própria Muriaé.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não acompanha a divisão judiciária estadual — há comarca mineira partida entre três foros trabalhistas diferentes. Palma não é um desses casos: a comarca vai inteira para Muriaé, os dois municípios juntos, e a coincidência é ainda maior porque Muriaé é também a sede da subseção federal. Para quem mora aqui, isso reduz o mapa a três cidades: Palma para a Justiça Estadual, Pirapetinga para a fase de investigação criminal e Muriaé para tudo o que é federal ou trabalhista.

Segurança Pública

Panorama
O desenho institucional de Palma produz um efeito bem delimitado: a comarca instrui e julga a sua carga criminal, mas não retém nem a fase de investigação nem a execução de quem está preso. A investigação vai a Pirapetinga, a 59 km, por decisão de rodízio; a execução vai para onde estiver a vaga no sistema prisional, e as vagas mais próximas estão a 49, 71 e 103 km. O que fica inteiro aqui é o meio do processo — recebimento da denúncia, instrução, julgamento e Júri — mais a execução de quem responde solto. Para a família, isso se traduz em quilômetro: a audiência de custódia de quem foi preso na madrugada acontece por ato de um juiz de outra cidade, e o pedido de progressão de quem já foi transferido está num fórum que não é este.
Onde registrar
O mapa de porta de entrada da comarca é curto e vale escrever inteiro, porque é ele que a família procura. Ocorrência policial: Delegacia de Polícia Civil de Palma, na Rua Paula Freitas, Centro, telefone (32) 3446-1188, de segunda a sexta em dois turnos — é a única unidade da PCMG em toda a comarca, e atende também Barão do Monte Alto, Cachoeira Alegre, Silveira Carvalho, Cisneiros e Itapiruçu, porque a consulta oficial responde que Barão do Monte Alto não possui delegacia da PCMG. Petição, audiência e processo: Fórum Wilson Alvim do Amaral, na Avenida Escrivão José Bertocchi, 1, Centro — o mesmo prédio para os seis lugares da comarca, sem distinção de distrito. Defesa de quem não pode contratar advogado: unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais na própria cidade, telefone (32) 3446-1496. Urgência médica e laudo de lesão: Hospital e Maternidade Maria Eloy, na Rua Dr. Bias Fortes, 109, com plantão de 24 horas, ou a Unidade Mista Maria Edith Vieira Rosa, em Barão do Monte Alto, também de 24 horas. Emergência por telefone: 190 para a Polícia Militar, 193 para o Corpo de Bombeiros, 192 para o SAMU e 197 para a Polícia Civil. Fora do expediente da delegacia, o registro segue o desenho regional da PCMG e o plantão judiciário do TJMG, e esta ficha não afirma qual comarca recebe esse plantão, porque não leu a escala.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente fora do juiz das garantias, pelo art. 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — ou seja, a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui, em Palma, e não em Pirapetinga. A Defensoria Pública tem unidade na cidade, com atuação criminal e de família, o que encurta o caminho de quem não tem advogado.

Polícia Civil

Nome
Delegacia de Polícia Civil de Palma (PCMG)
Endereço
Rua Paula Freitas, Centro, Palma - MG, CEP 36750-000
Telefone
Horário de funcionamento
segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h30
Estrutura
A comarca tem uma delegacia só, e ela fica em Palma: a Delegacia de Polícia Civil de Palma, na Rua Paula Freitas, no Centro, a poucas quadras do fórum e na mesma rua do Tabelionato de Notas. A consulta de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais registra expediente de segunda a sexta, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h30 — isto é, não há plantão declarado de fim de semana no município, e o registro de ocorrência fora desse horário segue o desenho regional da PCMG e não o do balcão local. Não existe aqui delegacia especializada: nem Delegacia de Mulheres, nem delegacia de tóxicos, nem setor de homicídios com endereço próprio. A mesma consulta, perguntada por Barão do Monte Alto, responde que "esta cidade não possui delegacias da PCMG" — de modo que quem mora no segundo município da comarca, ou nos distritos de Cachoeira Alegre e Silveira Carvalho, registra ocorrência em Palma, a 23 km, ou na delegacia da região a que a PCMG o encaminhar. A coincidência prática vale ser dita: quem é preso em flagrante nesta delegacia tem a custódia decidida por um juiz de Pirapetinga, e o inquérito tramitando na secretaria da Vara Única, a duas ruas de onde foi autuado.
Ressalva
Duas coisas que a fonte publica e esta ficha não reproduz. A primeira é o nome do delegado titular, porque a ficha não nomeia autoridade viva. A segunda é o endereço eletrônico: a própria consulta oficial da PCMG publica, para esta unidade, um e-mail de provedor comercial — e e-mail de provedor comercial não entra nesta ficha, mesmo quando a fonte oficial o publica, porque não é canal institucional verificável. Quem precisar do contato por escrito peça o e-mail oficial na própria delegacia ou use a Delegacia Virtual da PCMG. O número da casa sai como "0" na fonte, o que naquele cadastro significa sem número.

Cartórios

Estrutura
Sete serventias na relação do Guia Judiciário, espalhadas pelos seis lugares da comarca — e a sede é um caso de NÃO acumulação, o que numa comarca deste tamanho é incomum. Em Palma há três: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Rua Dr. Bias Fortes, 279, Centro, CEP 36750-000), o Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais (Rua Paula Freitas, 84, Centro) e, separado deste, o Tabelionato de Protesto de Títulos (Rua Firmo de Araújo, 22, Centro, telefone (32) 3446-1134). No outro município, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Barão do Monte Alto (Rua Otônio Antunes, s/n, Centro, CEP 36870-000). Nos quatro distritos, um registro civil com atribuição notarial em cada: Cachoeira Alegre, Cisneiros (Rua Francisco Emílio de Lima, 68, Centro, CEP 36753-000), Itapiruçu (Rua Antônio Paes, 87, Centro, CEP 36756-000) e Silveira Carvalho (Rua Amadeu Laje, s/n, Centro, CEP 36873-000). A faculdade de acumular atribuições numa mesma serventia vem do art. 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022 — aqui ela foi usada nos distritos, que juntam notas e registro civil, e não na sede, onde protesto tem serventia própria.
Ressalva
O Registro Civil com Atribuição Notarial de Cachoeira Alegre sai na relação oficial com o MESMO endereço, o mesmo CEP e o mesmo telefone do Registro Civil de Barão do Monte Alto — Rua Otônio Antunes, s/n, Centro, CEP 36870-000, (32) 99881-5739. A ficha reproduz o que a fonte publica e não conclui daí que a serventia do distrito funcione na sede do município nem que não funcione: confirme antes de mandar alguém a Cachoeira Alegre. Outra observação de leitura: no Registro Civil de Itapiruçu o Guia repete o mesmo número nos campos de telefone e de fax, e no Tabelionato de Protesto publica um celular no campo Fax — por isso nenhum dos dois é reproduzido aqui como fax.

Saúde Pública

Panorama
A rede de saúde da comarca tem duas portas de 24 horas, uma em cada município, e é isso que decide para onde vai o preso ferido, a vítima que precisa de exame e a família que chega de madrugada. Em Palma, o Hospital e Maternidade Maria Eloy, na Rua Dr. Bias Fortes, 109, Centro, telefone (32) 3446-1100, está cadastrado no CNES com atendimento contínuo de 24 horas por dia, incluídos sábados, domingos e feriados. A atenção básica se organiza em torno do Centro de Saúde Dr. Marco Antônio de Freitas, na Rua Paula Freitas, 327, Centro, telefone (32) 3446-1118, no mesmo endereço da Secretaria Municipal de Saúde, e se espalha por três equipes de saúde da família: a Unidade PSF Farmacêutico Nicanor Barbosa do Amaral, na Rua Pedro Paulo Rosa, 21, no Parque das Palmeiras; a Unidade Básica de Saúde PSF Stella Paes Carvalho, na Rua José Rosa Madeira, em distrito; e o Posto de Saúde Adelino Augusto Pires, na Rua Otaviano Medina, também em distrito. Na zona rural há o Posto de Saúde de Maromba, na comunidade do mesmo nome. Completam a lista municipal a Vigilância Sanitária de Palma, na Travessa Floriano Peixoto, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Palma — a APAE —, na Rua Oscar Rodrigues de Paula, 299, Centro, que numa cidade deste tamanho é a referência local de atendimento a pessoa com deficiência e, por isso, parte do circuito de curatela, benefício de prestação continuada e matéria de infância.
Contexto
No outro município da comarca a porta de 24 horas é a Unidade Mista de Saúde Maria Edith Vieira Rosa, na Rua Otônio Antunes, Centro de Barão do Monte Alto, telefone (32) 3727-1192, também com plantão contínuo pelo CNES. E os dois distritos de Barão do Monte Alto que respondem a este fórum têm unidade básica própria, o que é raro em distrito mineiro: a Unidade Básica de Saúde Odilon da Silva Carvalho, na Rua J. J. de Paula Alves, em Cachoeira Alegre, telefone (32) 3727-9114, com atendimento em três turnos, e a Unidade Básica de Saúde José Maria da Rocha, na Rua João Arquete, em Silveira Carvalho, telefone (32) 3727-2120, igualmente em três turnos. Há ainda a Unidade Básica de Saúde Antônio Guilherme Nery, na Avenida Ângelo Santos Vardiero, na Vila Vardiero. Para o trabalho jurídico isso importa em dois pontos concretos: laudo de lesão corporal e atendimento de vítima de violência doméstica começam nessas unidades, e a distância entre o distrito e a porta de plantão é a mesma que separa a pessoa do fórum.
Ressalva
O CNES é cadastro declaratório e traz erro visível nesta cidade: um estabelecimento de Palma sai com telefone de DDD (67), que é de Mato Grosso do Sul, e várias linhas repetem o mesmo número de telefone da Secretaria Municipal de Saúde em estabelecimentos distintos. Por isso esta ficha só reproduz telefone quando ele é coerente com o prefixo local. E, por opção de método, não lista os consultórios e laboratórios cadastrados em nome de pessoa física: são atividade privada de particular, não serviço público, e esta ficha não nomeia pessoa. Não foram localizados no cadastro, para esta comarca, Instituto Médico-Legal, posto médico-legal nem hospital psiquiátrico — a perícia e a referência de trauma ficam fora do município, e esta ficha não afirma onde, porque não leu isso em fonte.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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