História
A história de Palma é a de um lugar que trocou de nome três vezes antes de ficar com o que tem, e cujo fórum é mais antigo que a maioria dos fóruns de Minas. A ocupação começou por volta de 1780, quando desbravadores chegaram à região atrás de riqueza, e os primeiros topônimos foram de acidente geográfico e de pousada: Rancho da Cotieira e Capivara. Em 1851 o lugar da Fazenda Glória — propriedade de mais de três mil alqueires do major Joaquim Vieira da Silva Pinto — foi elevado a curato com o nome de São Francisco de Assis do Capivara, e é dessa fazenda que sai o povoamento organizado da região: mortos o major, seus filhos abriram fazendas em volta e puxaram gente. O distrito veio pela Lei provincial nº 1.239, de 29 de agosto de 1864. A emancipação chegou logo depois da República: o Decreto estadual nº 297, de 23 de dezembro de 1890, criou o município com território desmembrado de Cataguases, ainda com o nome de São Francisco do Capivara, e o Decreto estadual nº 441-A, de 23 de março de 1891, trocou o nome para Palma — por causa das palmeiras altas do jardim do principal logradouro público. A instalação do município foi em 1º de abril de 1891. Um ano depois, em 31 de março de 1892, instalou-se a comarca, e só em 24 de maio daquele ano a Lei estadual nº 23 concedeu à sede os foros de cidade — ou seja, Palma teve juiz de direito antes de ser oficialmente cidade. O território mudou de tamanho desde então, e a divisão administrativa de 1911 mostra como: o município aparece com cinco distritos — Palma, Cisneiros, Itapiruçu, Morro Alto e Cachoeira Alegre. Hoje tem três, contando a sede. Morro Alto e Cachoeira Alegre saíram, e Cachoeira Alegre foi para Barão do Monte Alto, que é hoje o segundo município da comarca. Isto é: o distrito que Palma perdeu como território continua debaixo da sua jurisdição, por outra porta.