História
A história de Alfredo Vasconcelos é a de um vale de bandeirantes que virou parada de trem, distrito e, por fim, município. O verbete do IBGE, redigido a partir de texto da Prefeitura, conta que as bandeiras que subiram o Rio das Mortes chegaram ao vale do Ribeirão de Alberto Dias, nome herdado do bandeirante português Alberto Dias de Carvalho, morto em 1731 no Sítio do Cará. No século XVIII a região teve fazendas como a do Ribeirão de Alberto Dias, da família Lopes de Oliveira, envolvida nos acontecimentos da Inconfidência Mineira. Depois veio o declínio, por volta de 1846, e uma sucessão de mudanças de subordinação: a Lei nº 2.935, de 23 de setembro de 1882, anexou a fazenda do Ribeirão à freguesia de Barbacena, e a Lei nº 7, de 15 de março de 1895, transferiu o distrito para o então florescente povoado de Ressaquinha. Em 1º de fevereiro de 1896 foi inaugurada a Estação de Alfredo Vasconcelos, da Estrada de Ferro Central do Brasil, em homenagem a um engenheiro ferroviário morto em serviço; o povoado cresceu em volta dela e tomou o seu nome. A Lei estadual nº 2.746, de 30 de dezembro de 1962, fez de Alfredo Vasconcelos distrito de Ressaquinha, instalado em 1º de março de 1963, com o cartório de registro civil criado no mesmo ato. A emancipação veio três décadas depois: o plebiscito de 15 de novembro de 1991, que incluiu as localidades de Pouso Alegre, Potreiro, Tanque, Cará e Açude, deu 2.560 votos a favor e 41 contra, e a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, criou o município, desmembrado de Ressaquinha; a primeira eleição municipal foi em 3 de outubro de 1992, e o primeiro prefeito eleito tomou posse em 1º de janeiro de 1993. Em toda essa trajetória a comarca não mudou: distrito de Ressaquinha ou município autônomo, o lugar sempre foi julgado em Barbacena.