História
A história de Abadia dos Dourados é a de um arraial de garimpo que trocou de município duas vezes antes de ganhar o seu. O verbete do IBGE conta que a povoação nasceu de garimpeiros chegados em meados do século XIX, atraídos pelas jazidas de diamante às margens do rio Dourado, e de lavradores que vieram atrás da fertilidade das terras; as famílias Arruda e Esteves dos Santos aparecem entre as fundadoras, e foram elas que doaram os terrenos do patrimônio da paróquia. O lugar se chamou Arraial do Garimpo até que a capela de Nossa Senhora da Abadia e o rio lhe dessem o nome de hoje. A Prefeitura põe o começo em 1850 e registra a instalação da paróquia em 24 de outubro de 1886, com o Pe. Manoel Luiz Mendes como primeiro vigário. Na formação administrativa, o verbete registra o distrito criado pela Lei provincial nº 2.874, de 20 de setembro de 1882, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Patrocínio; ainda em Patrocínio em 1911, o distrito passou para Coromandel pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923 — a mesma lei que criou o município de Coromandel. Vinte e cinco anos depois, a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, a grande lei de divisão administrativa e judiciária do quinquênio seguinte, abriu a lista de "distritos emancipados" do seu Anexo nº 1 justamente com Abadia dos Dourados, número 1, e traçou no Anexo nº 2 os limites do novo município com Goiás, com Coromandel e com Monte Carmelo. O município foi instalado em 1º de janeiro de 1949 e, desde a divisão territorial de 1960, é formado apenas pelo distrito-sede. A comarca não acompanhou a emancipação: Abadia dos Dourados continua na Comarca de Coromandel, instalada em 15 de novembro de 1948.