Cidade de MG

Virginópolis

Virginópolis tem 10.314 habitantes (Censo 2022) em 439,878 km² no Vale do Rio Doce, a 280 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 12 de setembro de 1947, é de primeira entrância e tem vara única — a Vara Única, no Fórum Doutor José Rabello Campos, na Rua Padre Félix, 362 —, com jurisdição sobre Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas, Sardoá e o distrito de Conceição da Brejaúba. Não há unidade prisional no município nem na comarca: a execução penal segue o preso, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e vai para Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha. O juiz das garantias é o da 1ª Vara de Peçanha, numa cadeia de três comarcas da Portaria Conjunta nº 1.818/2026 que não alcança o crime doloso contra a vida. A Justiça Federal é a Subseção de Governador Valadares, e a comarca CONSERVA a competência federal delegada — a ação previdenciária corre aqui. A Justiça do Trabalho é a Vara de Guanhães, exceto para Sardoá.

UF
MG
Porte
micro
População
10.314 hab.

Para questões judiciais em Virginópolis (MG), o juízo competente é da Comarca de Virginópolis — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Virginópolis/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Virginópolis/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Virginópolis: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A cidade tem uma coincidência que ajuda a entender o mapa judiciário de hoje. O verbete do IBGE registra que os primeiros moradores brancos da região chegaram por volta de 1839 e se fixaram em torno de 1858, e que todos vieram de São Miguel das Almas — o nome antigo de Guanhães. Cento e sessenta anos depois, Guanhães continua sendo o endereço a que Virginópolis recorre para quase tudo o que não tem em casa: é a primeira comarca da ordem de substituição quando a vara vaga, é a Vara do Trabalho que julga o vínculo de emprego de quatro dos cinco municípios da comarca, é onde está o presídio mais próximo e, portanto, onde a execução da pena costuma correr. A comarca própria veio em 12 de setembro de 1947, pela data de instalação do Guia Judiciário, e o nome do primeiro morador, Félix Gomes de Brito — que doou oitenta alqueires ao patrimônio da capela e do cemitério —, está na rua onde funcionam três das quatro serventias da cidade. A Rua Padre Félix, onde está o fórum, é outra rua. A ficha não afirma qual dos dois Félix batizou qual, porque a fonte não diz.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 210.992 mil, o que para 10.314 habitantes dá algo em torno de vinte mil reais por pessoa ao ano — número de município pequeno do interior mineiro, sem indústria de porte. A densidade de 23,45 habitantes por quilômetro quadrado, em quase 440 km², descreve território rural com uma sede pequena: gente espalhada, distâncias reais dentro do próprio município. A composição setorial desse PIB e os números da lavoura municipal não foram lidos para esta ficha e não são afirmados. O que a economia explica, para o propósito desta página, é outra coisa: numa comarca assim, a questão jurídica que mais chega não é societária nem imobiliária de alto valor — é previdenciária, trabalhista e criminal. E nas duas primeiras a geografia institucional atrapalha: a trabalhista vai a Guanhães, a 38 km, e para quem mora em Sardoá vai a Governador Valadares. Só a previdenciária fica em casa, e fica porque a comarca conservou a competência federal delegada.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Virginópolis precisa saber que existem três juízos diferentes envolvidos num único caso criminal, e que confundi-los custa prazo. O primeiro é a Vara Única daqui, no Fórum Doutor José Rabello Campos: é ela que recebe a denúncia, instrui, julga, preside o Júri e responde pela execução de quem está solto. O segundo é a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Peçanha, a 58 km: é o juiz das garantias de Virginópolis pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e é ele quem decide prisão em flagrante, preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo e liberdade provisória enquanto a investigação corre. O desenho é uma cadeia de três, sem reciprocidade: Guanhães faz as garantias de Peçanha, Peçanha faz as de Virginópolis e Virginópolis faz as de Guanhães — quem supõe que o par é recíproco procura o juiz errado. O terceiro juízo é o da execução penal, e ele não tem endereço fixo: pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014, é a comarca onde o condenado está recolhido, e como aqui não há presídio, é sempre outra cidade — Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha —, mudando de novo a cada transferência, pelo artigo 3º. Duas exceções valem ser sabidas: o crime doloso contra a vida e a violência doméstica não entram no rodízio das garantias (artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025), então no processo de homicídio e na medida protetiva tudo se decide aqui, do começo ao fim. E no cível previdenciário a comarca é privilegiada em relação às vizinhas: conservou a competência federal delegada do artigo 109, § 3º, da Constituição, enquanto Guanhães, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí a perderam.

Curiosidades

A fonte oficial da história do município é o verbete do IBGE, que declara ter colhido o histórico da própria Prefeitura — e o que ele preserva com mais cuidado são cinco nomes. Félix Gomes de Brito, José Antônio da Fonseca, Capitão Figueiredo, João Batista Coelho e Joaquim Coelho, os primeiros a se fixar na região por volta de 1858, vindos de São Miguel das Almas. O verbete anota que não se conhece com segurança como adquiriram ou se apossaram das terras, e que há controvérsia sobre o que os atraiu — uma honestidade documental incomum nesse tipo de registro. Sabe-se, diz ele, que Félix Gomes de Brito doou oitenta alqueires ao patrimônio de uma capela e de um cemitério. Sobre a origem do nome Virginópolis o verbete cala, e nenhuma das outras fontes lidas para esta ficha responde. Fica como lacuna registrada, não como palpite.

Educação e cidadania

Serve de mapa prático, e o mapa aqui tem endereços fora da cidade, o que é justamente o que se costuma errar. Processo criminal, Júri, infância e juventude, cível, violência doméstica e execução de pena de quem está solto: Vara Única, Fórum Doutor José Rabello Campos, Rua Padre Félix, 362, Centro, (33) 3416-2800. Ação previdenciária contra o INSS: também aqui, na Vara Única, porque a comarca conservou a competência federal delegada — não é preciso ir a Governador Valadares. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Guanhães, e Governador Valadares para quem mora em Sardoá. Prisão, cautelar, busca e quebra de sigilo durante a investigação: comarca de Peçanha. Progressão, livramento e incidentes de quem está preso: a comarca da unidade em que ele está — Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha. Causa de pequeno valor: o cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP de Itabira, e essa é a única informação que a fonte dá. Três advertências, que valem mais que a lista. A primeira: onde esta ficha não publica um serviço, isso significa que a fonte oficial não respondeu à leitura feita em 23 de setembro de 2026 — não significa que o serviço não exista na cidade. É o caso da Defensoria Pública, do Ministério Público, da delegacia e da zona eleitoral, que o Guia Judiciário não registra no fórum de comarca pequena. A segunda: telefone e endereço de fórum, cartório e unidade prisional mudam, e a data de verificação está em cada bloco de fonte. A terceira: este é site de advocacia particular, não é canal oficial de nenhum desses órgãos, e nada aqui substitui a orientação de um advogado sobre o caso concreto.

Segurança e fronteira

A leitura honesta do mapa de segurança daqui começa por uma ausência. Não há unidade prisional em Virginópolis, e nenhum dos cinco municípios da comarca tem uma — o que foi conferido pelo endereço no texto integral da relação do Depen-MG, e não pela ausência do nome numa lista, porque em Minas essa segunda leitura erra. A consequência é que a prisão, aqui, é sempre viagem: 38 km até o Presídio de Guanhães, 54 até o de São João Evangelista, 58 até o de Peçanha. E como a execução penal em Minas segue o corpo do preso, o processo de execução nasce fora da comarca e pode mudar de cidade mais de uma vez antes do fim da pena. Para a família isso significa que a pergunta "onde está o processo do meu filho" tem duas respostas simultâneas e corretas: o processo criminal está em Virginópolis, o processo de execução está onde ele está preso. Quem trata as duas como uma só protocola no lugar errado, e o pedido de progressão ou de transferência volta por incompetência.

Dados do município

Gentílico
virginopolitano
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Guanhães
Área (km²)
439.878
População (Censo 2022)
10.314
Densidade demográfica (hab/km²)
23.45

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Virginópolis como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Virginópolis/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Virginópolis
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 12 de setembro de 1947 como data de instalação da comarca de Virginópolis, código 0718. A comarca está instalada e em funcionamento: não é um daqueles casos mineiros em que a Lei Complementar nº 59/2001 criou a comarca no papel e o Tribunal nunca a instalou. A lei de criação não foi localizada nas fontes lidas para esta ficha e o ato não é afirmado aqui — o que está provado é a instalação, e é ela que importa para quem precisa protocolar uma petição.
Classificação
Primeira entrância. Em Minas a classificação não mede população: o artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001 põe na primeira entrância a comarca de vara única. O Anexo I da mesma lei traz Virginópolis no item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte —, sob o número 171, que é o último da lista, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-171; e o cabeçalho do Guia Judiciário responde "Entrância: Primeira". As duas fontes coincidem. Vale a cautela que o Anexo I impõe em todo o estado: ele lista cargos, e não varas instaladas — aqui os números batem, e a prova está no parágrafo seguinte.
Estrutura
Uma vara só: a Vara Única (vgp1secretaria@tjmg.jus.br), no Fórum Doutor José Rabello Campos, na Rua Padre Félix, 362, no Centro. A prova de que é vara única não é a ausência de outras na primeira página do Guia — é a segunda página da consulta de órgãos, que volta com o cabeçalho "Órgãos e Setores" e nenhum bloco embaixo. Na primeira página são nove blocos: Administração do Fórum e Direção do Foro (vgpadm@tjmg.jus.br), Sala da Administração, CEJUSC, Contadoria/Tesouraria (vgpcontadoria@tjmg.jus.br), Sala da Contadoria/Tesouraria, Distribuição de Feitos, a Vara Única e a Secretaria dela. O Guia não registra neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral — em comarca pequena de Minas a lista costuma parar aí, e ausência na lista não é prova de que o serviço não exista na cidade. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal.
Endereço
Fórum Doutor José Rabello Campos — Rua Padre Félix, 362, Centro, Virginópolis - MG, CEP 39730-000
Telefone
Jurisdição
Cinco municípios e um distrito respondem a este fórum. O item 320 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Virginópolis, Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas e Sardoá, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente os mesmos cinco — alinhamento que não é garantido, porque esse anexo já foi pego atrasado em outras comarcas do estado. O Guia acrescenta o distrito judiciário de Conceição da Brejaúba, em Gonzaga, a 33 km, e o distingue dos municípios pela estrutura da linha, não pelo texto. As distâncias à sede são curtas de um lado e longas do outro: Divinolândia de Minas a 11 km, Gonzaga a 31, Santa Efigênia de Minas a 37 e Sardoá a 49. Quem mora em Sardoá roda quase cinquenta quilômetros para ser processado, julgado e defendido na Rua Padre Félix.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a ordem oficial de substituição começa por Guanhães e segue por São João Evangelista, Peçanha e Conceição do Mato Dentro. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não fecham entre si: na tabela de quem substitui Virginópolis, Guanhães está a 38 km, São João Evangelista a 54, Peçanha a 58 e Conceição do Mato Dentro a 122; na tabela de quem Virginópolis substitui, os mesmos pares saem a 33, 42, 68 e 116 km, e três comarcas diferentes aparecem com o mesmo ordinal "2º". A ficha registra as duas como estão publicadas e não as reconcilia. E registra o que elas não são: a primeira posição da substituição é Guanhães, mas o juiz das garantias de Virginópolis é o de Peçanha, que na primeira tabela é apenas o terceiro. As duas listas não se deduzem uma da outra.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Itabira. É só isso que a fonte diz, e a ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e, em comarca de vara única, não existe a dúvida que existe nas comarcas de duas ou três varas: quem preside a sessão é o juiz da Vara Única de Virginópolis, no Fórum Doutor José Rabello Campos. Há um efeito prático que interessa a quem responde por homicídio aqui: o crime doloso contra a vida está expressamente fora do rodízio do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025. Quer dizer que, no processo de Júri, o inquérito, as prisões, as cautelares e o julgamento ficam todos com o mesmo juiz, aqui — ao contrário do que acontece com o furto ou o tráfico da mesma cidade.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre comarcas, em vigor desde 25 de agosto de 2025 (Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025), e a tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/2025. Virginópolis está na 6ª Região e o desenho dela não é um par recíproco: é uma cadeia de três comarcas, sem volta. O juiz da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Guanhães é o juiz das garantias da 1ª Vara de Peçanha; o juiz da 1ª Vara de Peçanha é o juiz das garantias da Vara Única de Virginópolis; e o juiz da Vara Única de Virginópolis é o juiz das garantias da 1ª Vara de Guanhães. São, então, dois endereços diferentes para duas perguntas que se confundem: quem decide a prisão, a busca e a quebra de sigilo na investigação de um crime de Virginópolis é o juiz de Peçanha, a 58 km; e o juiz de Virginópolis, por sua vez, decide isso nos inquéritos de Guanhães. Quem instrui e julga o processo, depois da denúncia, continua sendo o juiz da Vara Única daqui. Fora da cadeia ficam os crimes dolosos contra a vida e a violência doméstica, pelo artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025.
Execução penal
Virginópolis não tem unidade prisional — e é isso, não a existência de uma, que determina a resposta. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso: o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda ao juízo da comarca de residência quando o condenado está solto, cumprindo pena restritiva de direitos ou suspensão condicional; e o artigo 3º obriga a declinar da competência a cada transferência. Na prática: condenado por processo daqui e recolhido no Presídio de Guanhães, a 38 km, executa a pena perante a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Guanhães; recolhido em São João Evangelista (54 km) ou em Peçanha (58 km), perante as varas dessas comarcas; solto, com pena alternativa ou sursis, executa aqui, na Vara Única de Virginópolis, que é a comarca da residência. E se ele for transferido de unidade no meio do cumprimento, o processo de execução muda de comarca com ele. É a diferença que mais confunde família: o processo criminal ficou em Virginópolis, o processo de execução foi embora.

OAB — Subseção

E-mail
Horário de funcionamento
12 às 18h
Estrutura
Há sala da OAB no próprio Fórum, e a relação da Seccional dá o endereço igual ao do Guia Judiciário: Rua Padre Félix, nº 362, Centro, Virginópolis/MG, com atendimento das 12 às 18h e o e-mail virginopolis@oabmg.org.br. As duas fontes fecham entre si e fecham com o endereço do fórum — o que não é sempre o caso em Minas, onde o mesmo PDF já foi pego errando a rua e até o município de outras comarcas. A relação não publica telefone da sala e não registra parlatório em unidade prisional, coerente com o fato de não haver presídio no município.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6) — não há vara federal no município, mas a comarca CONSERVA a competência federal delegada (Portaria Presi nº 170/2026, Anexo III), de modo que a ação previdenciária pode ser ajuizada na Vara Única de Virginópolis.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Guanhães (TRT-3), com jurisdição sobre 31 municípios. Sardoá, município da mesma comarca, vai ao Foro de Governador Valadares.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Virginópolis nem em nenhum dos cinco municípios da comarca. A afirmação não sai da ausência do nome da cidade numa lista: sai da busca pelo ENDEREÇO no texto integral da relação do Depen-MG/Sejusp, que é o único jeito de fazer isso em Minas, onde há presídio batizado com o nome de outra cidade e bairro que se chama como o município vizinho. Os dois únicos resultados que casavam pelo nome eram falsos: "Bairro Santa Efigênia" é em Lavras, e "Av. Luiz Gonzaga Pereira" é em Araçuaí. As unidades mais próximas são o Presídio de Guanhães (sigla PRGNH), na Rua Belo Horizonte, s/nº, Bairro Novo Cruzeiro, Guanhães, a 38 km; o Presídio de São João Evangelista (PRSJE), na Rua Dom Pedro II, s/nº, Centro, a 54 km; e o Presídio de Peçanha (PRPÇN), na Rua Nossa Senhora de Fátima, s/n, Bairro Bomba, a 58 km. É para uma dessas três que vai, na prática, quem é preso aqui — e é lá que a execução da pena passa a correr, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014.
Ressalva
A ausência de penitenciária tem consequência de estrutura, e não só de logística. O artigo 10, § 3º, da Lei Complementar nº 59/2001 só aciona a obrigação de vara de execução penal por circunscrição quando há penitenciária — presídio não basta. Virginópolis não tem nem um nem outro, e a execução penal dos que ficam soltos continua sendo uma das competências da mesma Vara Única que julga tudo.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6)
Competência delegada
Virginópolis CONSERVA a competência federal delegada, e isso é incomum na vizinhança. O Anexo III da Portaria Presi nº 170/2026 divide as comarcas em duas colunas, e Virginópolis está na coluna das que seguem com competência federal delegada, ao lado de Aimorés, Conselheiro Pena, Mantena, Resplendor, Rio Vermelho, São João Evangelista e Tarumirim. Quer dizer que a ação previdenciária contra o INSS de quem mora em Virginópolis, Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas ou Sardoá pode ser ajuizada aqui mesmo, na Vara Única, sem viajar até Governador Valadares. O contraste com a vizinhança é o dado que a ficha quer que se leia: Guanhães, a 38 km, DEIXOU de ter a competência delegada, e o mesmo aconteceu com Peçanha, Sabinópolis e Santa Maria do Suaçuí. Comarcas vizinhas, todas pequenas, e respostas opostas — não se deduz a delegada da comarca do lado.
Jurisdição
Na tabela de jurisdições da Subseção Judiciária de Governador Valadares, Virginópolis aparece entre os municípios abrangidos, junto com os outros quatro da comarca. Não há vara federal no município: o que a competência delegada faz é permitir que o juiz estadual da Vara Única julgue a causa previdenciária, nos termos do artigo 109, § 3º, da Constituição.
Acervo anterior
Em dois degraus, porque as fontes têm pesos diferentes. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas na Justiça Estadual antes de 2020 permanecem no juízo estadual até o trânsito em julgado. Atribui-se à Resolução Conjunta nº 3/2026, artigo 13, § 2º, a regra de que o acervo já formado permanece quando a competência delegada cessa — mas o texto integral desse dispositivo não está publicado nas fontes lidas, e a ficha não o afirma como certo. Para Virginópolis a questão é hipotética: a competência não cessou.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Guanhães
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
Abrangência
A Justiça do Trabalho não segue a comarca em Minas, e Virginópolis é um exemplo limpo disso: a comarca está partida entre dois foros do trabalho. A Vara do Trabalho de Guanhães, criada pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992, e organizada pela Resolução Administrativa nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, jurisdiciona 31 municípios — entre eles Virginópolis, Divinolândia de Minas, Gonzaga e Santa Efigênia de Minas, além de Guanhães, Capelinha, Peçanha e Conceição do Mato Dentro. Sardoá, porém, que é município da comarca de Virginópolis para o TJMG, está no Foro de Governador Valadares (Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003; Resoluções Administrativas nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, e nº 85, de 12 de maio de 2011). Quem mora em Sardoá vai a Virginópolis para a questão criminal e a Governador Valadares para a trabalhista.

Segurança Pública

Panorama
Dez mil habitantes, 440 km², 280 km da capital, uma vara para tudo e nenhum presídio. O desenho produz um efeito específico: aqui a prisão é sempre deslocamento. Quem é preso em Virginópolis não fica em Virginópolis, e a família passa a ter três endereços para administrar — o fórum na Rua Padre Félix, onde corre o processo criminal; a unidade prisional em Guanhães, São João Evangelista ou Peçanha, onde está o preso e onde passa a correr a execução; e, na fase de investigação, a comarca de Peçanha, onde se decide a prisão e a soltura. É o oposto da comarca com presídio dentro da cidade, em que tudo acontece num raio de dois quilômetros.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única da comarca e estão expressamente fora do rodízio do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui, em Virginópolis, e não em Peçanha.

Cartórios

Estrutura
Quatro serventias na cidade, e três delas na mesma rua — a Rua Félix Gomes, que leva o nome do primeiro morador. O Registro Civil das Pessoas Naturais e Tabelionato de Protesto de Títulos e o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas dividem o número 358 (o segundo nas lojas 3 e 8); o 2º Tabelionato de Notas está no 380 da mesma rua; e o 1º Tabelionato de Notas fica na Praça da Matriz, 14, sala 1. Nos outros municípios da comarca há uma serventia só em cada, acumulando registro civil e atribuição notarial: Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigênia de Minas, Sardoá e o distrito de Conceição da Brejaúba. Todos no Centro, todos com telefone publicado, vários deles só de celular — o que diz algo sobre a escala do serviço fora da sede.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional