História
A história de São José da Lapa começa numa pedreira. O verbete do IBGE conta que as terras vinham de uma Carta de Sesmaria concedida pelo rei de Portugal a Manoel Dias da Cunha, e que se estendiam até as pedreiras; por volta de 1870 ele tomou posse da área inculta e construiu a sede da fazenda à margem direita do córrego. O genro, Joaquim de Souza Menezes, casado com Maria Joaquina da Conceição, é considerado o fundador do povoado. Na mesma época ergueu-se uma capelinha onde hoje é o jardim da Praça Dumas Chalita, no centro da cidade, e as vendas de pequenas áreas em volta da capela fizeram o arraial. Antes disso, na década de 1840, João dos Santos Ferreira havia adquirido terras no lugar hoje conhecido como Várzea do Pari, entre Perobas e Nova Granja, e João Caetano Alves de Deus, casado com Maria Rattax Foureaux, se estabeleceu na Nova Granja. As primeiras famílias — Menezes, Dias, Souza, Costa, Ferreira, Santos, Silva, Gonçalves — foram seguidas pelos Marques, Siqueira, Gomes, Guimarães, Alves, Pereira e Lopes, que chegaram na época da exploração das pedreiras. O primeiro nome do lugar foi Carrancas, pelas pedras escuras e de formas estranhas que as famílias compararam às figuras de proa dos barcos antigos. O nome atual foi oficializado em 22 de julho de 1953, pelo maestro Dumas Chalita, a partir de uma imagem de São José que as águas desenhavam no paredão da pedreira. A vida institucional veio devagar: distrito de Vespasiano pela lei estadual nº 6.769, de 13/05/1976; município pela lei estadual nº 10.704, de 27/04/1992, depois de referendo popular; instalação em 01/01/1993. Nove meses antes da instalação do município, em 29/12/1992, o TJMG instalava a Comarca de Vespasiano — e o filho emancipado permaneceu, judicialmente, na casa da mãe. Trinta e três anos depois, continua ali: a comarca tem dois municípios, e um deles é este.