História
A cidade começou como negócio de mosteiro. No século XVIII, Félix da Costa, o Ermitão da Caridade, erguia o mosteiro de Macaúbas e, procurando recursos para sustentar as recolhidas, achou terra boa "na barra do Jaboticatubas, Rio das Velhas abaixo"; entre 1716 e 1750 foi juntando glebas por cartas de sesmaria, e em 1791 a Rainha D. Maria legalizou a posse. Para pagar a obra, o mosteiro vendeu pedaços — e dessas vendas saíram as primeiras fazendas de gado da região. Em 1753 o capitão Manuel Gomes da Mota, dono da Fazenda do Ribeirão, mandou levantar uma capela dedicada à Imaculada Conceição, e foi em volta dela que o povoado se formou. Morto o capitão, a fazenda passou a Antônio Raposo de Oliveira e o lugar virou Curato do Ribeirão do Raposo, em 1841. A Lei provincial nº 912, de 4 de junho de 1858, elevou o curato a freguesia, sob a paróquia de Taquaraçu de Cima e dentro de Caeté; a paróquia foi instalada no ano seguinte. Em 1860 chegou o padre Messias Marques Afonso, filho da terra recém-ordenado, que reformou a capela da Conceição e construiu as de Nossa Senhora do Rosário e das Dores — é dele a fama de fundador verdadeiro. Em 1878, a Lei nº 2.485, de 8 de novembro, desmembrou a freguesia de Caeté e a transformou em distrito do Ribeirão de Jaboticatubas, agora jurisdicionado a Santa Luzia. E o município veio em 17 de dezembro de 1938, pelo Decreto-lei estadual nº 148, com três distritos: a sede, Baldim e Riacho Fundo. Os dois últimos se emanciparam, em 1948 e em 1962 — Riacho Fundo é hoje Santana do Riacho, que saiu do município e voltou pela comarca. O verbete do IBGE chama o ato de 1938 apenas de "Lei nº 148", omitindo a espécie: é decreto-lei, e é o mesmo diploma que redesenhou meio estado naquele ano.