Cidade de MG

Rio Preto

Rio Preto tem 5.141 habitantes (Censo 2022) em 348 km² na Zona da Mata, a 341 km de Belo Horizonte, na divisa com o Rio de Janeiro. A comarca do TJMG, instalada em 21 de março de 1892, é de primeira entrância e tem uma vara só — a Vara Única, no Fórum Professor Costa Carvalho —, que acumula cível, criminal, infância, violência doméstica, Tribunal do Júri e execução penal. Respondem a ela Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga, mais os distritos de São Sebastião do Barreado e Itaboca. Não há unidade prisional na comarca: por isso a execução penal de quem está recolhido corre na comarca da unidade — Matias Barbosa, Bicas ou Juiz de Fora —, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e o que fica aqui é a execução de quem responde solto. O juiz das garantias é o da Vara Única de LIMA DUARTE, por anel de três comarcas fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e o anel tem direção: Rio Preto atende Matias Barbosa, não Lima Duarte. A Justiça Federal é a Subseção de Juiz de Fora e, ao contrário de quase toda a subseção, a comarca CONSERVA a competência federal delegada — a ação contra o INSS se ajuíza aqui. Já a Justiça do Trabalho parte a comarca em duas: Juiz de Fora para a sede e Santa Bárbara do Monte Verde, Caxambu para Santa Rita de Jacutinga.

UF
MG
Porte
micro
População
5.141 hab.

Para questões judiciais em Rio Preto (MG), o juízo competente é da Comarca de Rio Preto — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Rio Preto/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Rio Preto/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Rio Preto: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A cidade nasceu em volta de uma prisão, e o verbete oficial do IBGE diz isso com essas palavras. O ponto era de passagem: os bandeirantes alcançaram a região no século XVII em busca de ouro, o arraial do Ouvidor se formou por volta de 1780 na parte do território que a Coroa chamava de "áreas proibidas", e o lugar foi mudando de nome conforme mudava de função — Passagem do Rio Preto até 1800, Registro do Rio Preto depois. Em 1824 o nome era Presídio do Rio Preto, e o registro do IBGE explica: "face ao cárcere ali existente. O povoado se formou em volta deste presídio". Freguesia pelo decreto de 14 de julho de 1833, ratificado pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, a povoação foi elevada a vila pela Lei provincial nº 271, de 15 de abril de 1844, desmembrada de Barbacena, e o artigo 3º do mesmo diploma a vinculou à Comarca do Paraibuna — primeiro endereço judiciário de Rio Preto, num tempo em que o nome do juízo era o nome de um rio. O caminho até a autonomia foi acidentado: as Leis provinciais nº 285, de 1846, e nº 665, de 1854, extinguiram a vila; a Lei nº 1.191, de 1864, transferiu a sede para o município do Porto do Turvo; e foi a Lei nº 1.644, de 13 de setembro de 1870, que a firmou, com reinstalação em 22 de julho de 1871 e elevação a cidade pela Lei nº 1.781, de 21 de setembro daquele ano. A comarca própria veio vinte e um anos depois, em 21 de março de 1892. Daí em diante a história do município é uma história de subtração, e a da comarca é de conservação. O território chegou a ter sete distritos em 1911; Olaria saiu em 1923 para Lima Duarte pela Lei estadual nº 843; Tabuão saiu em 1938 para Bom Jardim pelo Decreto-lei nº 148; o Decreto-lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrou Santa Rita de Jacutinga levando Itaboca; e a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembrou Santa Bárbara do Monte Verde levando São Sebastião do Barreado. Em 2003 o município estava reduzido ao distrito-sede. A comarca, no entanto, não perdeu nada: os dois municípios novos ficaram nela, e a Lei de 1995 escreveu isso em letra de forma numa coluna própria — "Comarca: Rio Preto". Quer dizer que o mapa judiciário de hoje é o mapa administrativo de 1911 menos os dois distritos que foram para fora.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 82,7 milhões, cerca de R$ 16 mil por habitante, e o dado mais revelador é o que ele NÃO é: lavoura. A Produção Agrícola Municipal do mesmo ano dá um valor total de R$ 569 mil — menos de sete décimos por cento do PIB — e em 2024 caiu para R$ 520 mil. Dentro desse número pequeno não há monocultura nenhuma, e sim uma roça de fundo de vale: cana-de-açúcar com R$ 119 mil, mandioca com R$ 102 mil, limão com R$ 87 mil, goiaba com R$ 75 mil, milho com R$ 71 mil, banana em cacho com R$ 56 mil, tangerina com R$ 33 mil e feijão com R$ 26 mil. Quem quiser entender o campo aqui tem de olhar o rebanho, não o plantio: a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2023 conta 12.518 bovinos, quase dois e meio por habitante, mais 446 equinos, 349 suínos e pouco mais de quatro mil galináceos. É paisagem de pasto e de gado em município de 14,77 habitantes por quilômetro quadrado, com a cidade servindo de sede administrativa e de ponto de parada na divisa com o Rio de Janeiro. O tipo de conflito que isso manda ao fórum é reconhecível: parceria e arrendamento rural, comodato de pasto, disputa de posse e de divisa entre propriedades descritas por serra e por córrego — as divisas do município, na Lei nº 12.030/1995, são descritas assim mesmo, pela cumeada da serra Negra e pela foz do córrego Feio —, acidente de trabalho no manejo, vínculo de emprego rural e, com valor concentrado em semovente e não em safra, penhora e busca e apreensão de animal. A parte previdenciária desse retrato tem endereço fixo e é boa notícia local: aposentadoria rural por idade e salário-maternidade de trabalhadora rural se ajuízam na própria Vara Única, porque esta é uma das duas comarcas da Subseção de Juiz de Fora que conservam a competência federal delegada. Vale um registro de leitura de fonte: o próprio portal municipal descreve o ciclo econômico do lugar como ouro, depois café com "fazendas monumentais" dos barões, e depois "a criação de gado e a produção leiteira", que "ainda hoje figuram como a principal atividade econômica da região". A parte que os dados do IBGE confirmam é o gado; a qualificação "leiteira" é da Prefeitura e não foi confirmada em fonte estatística, porque a Pesquisa da Pecuária Municipal devolve dado indisponível para a produção de origem animal do município em 2023 — e portal municipal não é fonte de fato, é fonte de contato. A ficha registra a afirmação como afirmação da Prefeitura, e não a adota como dado. Sobre a população que esse desenho econômico sustenta: a comarca reúne 12.991 habitantes pelo Censo de 2022 — 5.141 em Rio Preto, 4.755 em Santa Rita de Jacutinga e 3.095 em Santa Bárbara do Monte Verde —, e é essa a população jurisdicionada por uma vara única.

Panorama jurídico

Quem precisa de advogado em Rio Preto deve saber uma coisa antes de todas: nesta comarca a fase criminal está repartida entre três cidades, mas o previdenciário — que é o que mais move gente aqui — não saiu do lugar. Comece pelo que fica. A Vara Única, no Fórum Professor Costa Carvalho, decide o divórcio, o inventário, a guarda, a dívida, a posse, o furto, o tráfico, o homicídio e a violência doméstica de quem mora em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde, em Santa Rita de Jacutinga, em Itaboca ou em São Sebastião do Barreado. Ela também decide a ação contra o INSS, e isso é excepcional: na linha da Subseção Judiciária de Juiz de Fora, o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, com a redação da Portaria Presi nº 170/2026, lista apenas Além Paraíba e Rio Preto como comarcas que CONSERVAM a competência federal delegada, enquanto Juiz de Fora, Lima Duarte, Matias Barbosa, Santos Dumont, Bicas, Mercês, Rio Novo, Rio Pomba, Guarani, Mar de Espanha e São João Nepomuceno a perderam. Aposentadoria, auxílio por incapacidade e benefício de prestação continuada se pedem aqui, na vara da cidade. Agora o que sai. Desde 25 de agosto de 2025, a prisão preventiva, a busca e apreensão, a quebra de sigilo, o acordo de não persecução penal e a audiência de custódia de quem é preso nesta comarca são decididos pelo juiz da Vara Única de LIMA DUARTE, dentro do anel de garantias que a Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 desenha para a 3ª Região. O anel gira num sentido só, e confundi-lo é o erro mais comum: o juiz de Rio Preto decide a investigação de Matias Barbosa, não a de Lima Duarte. Mesmo assim o processo físico não viaja — a secretaria é a daqui — e o juiz das garantias sai de cena quando a denúncia é oferecida. Há três matérias que nunca saem: crime doloso contra a vida, violência doméstica e infração de menor potencial ofensivo estão expressamente excluídas pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025. Por fim, o que nem chega a sair, porque nunca esteve aqui: a execução da pena de quem está preso, que corre na comarca do presídio. E há uma quarta cidade na conta, para quem trabalha: a reclamação trabalhista de Santa Rita de Jacutinga não vai a Juiz de Fora como a dos outros dois municípios — vai à Vara do Trabalho de Caxambu.

Patrimônio

Um prédio concentra quase tudo. No Fórum Professor Costa Carvalho, na Rua Doutor Ramalho Pinto, 37, no Centro, funcionam sob o mesmo telefone a Vara Única, a Direção do Foro, a Sala da Administração, a Central de Conciliação, o CEJUSC e a Contadoria/Tesouraria com a Distribuição de Feitos — cinco blocos de órgão, três e-mails institucionais. E, dentro do mesmo prédio, outras duas instituições: a unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais, com telefone próprio, e a sala da subseção da OAB de Juiz de Fora, com telefone e horário próprios. Numa cidade de cinco mil habitantes, esse endereço é a infraestrutura de acesso à justiça inteira, e é por isso que o erro de município no documento da OAB, que escreve "Juiz de Fora/MG" no endereço desta sala, importa mais do que um deslize de digitação. A duas quadras, na Rua Nilo Peçanha, estão duas serventias — o Registro Civil das Pessoas Naturais no nº 216 e o Registro de Imóveis no nº 97 —, e o Tabelionato de Notas e Protesto fica na Rua Dom Altivo Pacheco Ribeiro, 10; a toponímia diz o resto da história da cidade, porque Dom Altivo Pacheco Ribeiro e o Senhor dos Passos, patrono da antiga vila, marcam a origem religiosa do patrimônio doado em 1814 por Joaquim Rodrigues Franco, sobre o qual a igreja nova se ergueu por volta de 1831. Quanto a quem foi o Professor Costa Carvalho que dá nome ao fórum, nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha o identifica, e a ficha não arrisca a atribuição. Na mesma quadra, no número 25 da Rua Doutor Ramalho Pinto, funciona a Câmara Municipal, e no 75 a Secretaria Municipal de Educação: numa cidade de cinco mil habitantes, uma rua concentra o Legislativo municipal, o Judiciário estadual, a Defensoria Pública, a sala da OAB e a administração do ensino. O patrimônio fora do Centro é paisagem e é o que a Prefeitura publica como identidade do lugar: o Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira, remanescente de floresta atlântica de altitude; a Serra do Funil, a dezoito quilômetros de estrada de terra serra acima, com a Vila do Funil e as cachoeiras da Água Amarela, da Água Vermelha, da Amorosa e do Café; e um mirante com uma escultura em ferro chato de cerca de 400 quilos, o "Burro do Ouro", instalada para contar uma lenda de tropeiro — a do burro carregado de ouro de Vila Rica que despencou no despenhadeiro, perto da "Cruz do Negro". O município integra, desde 2006, o Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, ao lado de Lima Duarte, Olaria, Santa Rita de Jacutinga, Bias Fortes, Ibertioga, Santana do Garambéu, Santa Rita de Ibitipoca, Arantina e Bom Jardim de Minas — lista em que reaparecem, juntas, a comarca do juiz das garantias, o distrito que se emancipou em 1923 e um dos municípios da própria comarca. Há ainda uma página municipal de "Patrimônio Protegido no Município", que publica a relação em arquivo para download e cuja íntegra não foi lida nesta apuração.

Curiosidades

Três coincidências desta comarca são bonitas o bastante para serem contadas, e nenhuma foi planejada. A primeira é a do cárcere: Rio Preto se chamou "Presídio do Rio Preto" em 1824 e o povoado se formou em volta da cadeia — hoje é uma das comarcas mineiras SEM unidade prisional, e o preso condenado aqui vai cumprir pena em Matias Barbosa, em Bicas ou em Juiz de Fora. A cidade que nasceu de um presídio perdeu o presídio e ganhou o fórum. A segunda é a de Santa Rita de Jacutinga, que entrou e saiu duas vezes. O artigo 4º da Lei provincial nº 271, de 1844, tirou a Capela de Santa Rita da Jacutinga da freguesia do Turvo, no município de Aiuruoca, e a anexou à freguesia do Senhor dos Passos do Rio Preto, fixando a Serra da Mantiqueira como divisa; noventa e nove anos depois, o Decreto-lei nº 1.058, de 1943, emancipou Santa Rita de Jacutinga de Rio Preto — mas ela ficou na comarca. E hoje, no único bloco em que a comarca se parte, é justamente ela que volta para o Sul de Minas: a sua reclamação trabalhista vai à Vara do Trabalho de CAXAMBU, ao lado de Aiuruoca, o município de onde a capela saiu em 1844. A terceira é a de Olaria, que saiu de Rio Preto em 1923, pela Lei estadual nº 843, para ser anexada a Lima Duarte — e Lima Duarte é exatamente a comarca cujo juiz decide, desde 2025, a fase de investigação dos crimes de Rio Preto. O distrito que foi embora levou consigo, um século depois, o juiz das garantias. Fecha o conjunto uma curiosidade de fonte: a coluna "Distância Capital" do Guia Judiciário diz que Santa Bárbara do Monte Verde está a 319 km de Belo Horizonte e Rio Preto a 341 km — ou seja, o município que fica 23 km ADIANTE da sede aparece 22 km mais PERTO da capital que ela. É por isso que a ficha usa só a coluna "Distância Comarca". E uma quarta, que explica o resto: o vale do rio Preto foi, por decreto da Coroa, "área proibida". O portal municipal reproduz a expressão em grafia de época — "Arias Prohibidas" — e explica o motivo, que é fiscal: o caminho por aqui era o mais curto entre as minas e os portos do Rio de Janeiro, e proibi-lo era tentar impedir o contrabando de ouro sem pagamento de imposto. Não funcionou: o "Caminho do Contrabando" foi largamente usado como desvio dos Caminhos Reais e, por volta de 1813, virou o "Caminho do Comércio" entre São João del-Rei e o litoral, por onde o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire passou em 1822. O verbete do IBGE conta a mesma coisa com as mesmas palavras — chama a região de "áreas proibidas" e diz que a exploração só era permitida a quem tivesse concessão. É o tipo de coincidência que a casa aprendeu a checar: duas fontes que concordam podem ser uma só. Aqui a origem comum é provável, mas o essencial é outro — a cidade que nasceu de um posto fiscal de repressão ao contrabando, e depois de um cárcere, hoje sedia a única vara de uma comarca que não tem cadeia.

Educação e cidadania

Um mapa de onde ir, e ele tem quatro cidades. O que se resolve no Fórum Professor Costa Carvalho, Rua Doutor Ramalho Pinto, 37, Centro, Rio Preto: divórcio, guarda, alimentos, inventário, cobrança, posse, processo criminal em instrução e julgamento, Tribunal do Júri, medida protetiva de violência doméstica, execução penal de quem responde solto E — o que quase nenhuma comarca vizinha pode dizer — a ação previdenciária contra o INSS, por competência federal delegada conservada. No mesmo prédio: a Defensoria Pública de Minas Gerais, (32) 3283-2010, de 8h às 17h, que atende Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga nas áreas criminal, de execução penal, família, infância, saúde, cível, sucessões e juizados; e a sala da subseção da OAB de Juiz de Fora, de 9h às 18h. O que se decide em Lima Duarte: a fase de investigação — flagrante, audiência de custódia, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, acordo de não persecução penal —, com o processo fisicamente na secretaria daqui. O que corre na comarca do presídio: a execução da pena de quem está recolhido, em Matias Barbosa, Bicas ou Juiz de Fora, e não nesta cidade. O que vai à Justiça do Trabalho: Foro de Juiz de Fora para quem mora em Rio Preto ou em Santa Bárbara do Monte Verde; Vara do Trabalho de Caxambu para quem mora em Santa Rita de Jacutinga. Certidão, escritura, protesto e registro de imóvel: as três serventias da Rua Nilo Peçanha e da Rua Dom Altivo Pacheco Ribeiro, mais as de Santa Bárbara do Monte Verde, Santa Rita de Jacutinga, Itaboca e São Sebastião do Barreado. Serviços municipais: Prefeitura na Rua Dr. Esperidião, 112, Centro, contato@riopreto.mg.gov.br. Agora o que este mapa não é. Ele vale para a data de verificação, e competência delegada, anel de garantias e jurisdição trabalhista mudam por portaria, sem aviso a quem mora aqui — a própria delegada desta comarca foi redefinida em 2026. Segundo: o que esta ficha deixou de afirmar não é o mesmo que não existir. O Guia Judiciário não registra Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral neste fórum, e não foi possível ler o portal do Ministério Público mineiro nem o do Tribunal Regional Eleitoral, que bloqueiam leitura automatizada; promotoria e zona eleitoral não estão negadas, apenas não confirmadas — pergunte na Direção do Foro. Terceiro, e é o mais importante: esta é a página de um escritório de advocacia particular, não um órgão público e não um canal oficial de atendimento. Para dado vinculante, vá à fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

Há uma ironia no endereço desta comarca: a cidade se chamou Presídio do Rio Preto por causa do cárcere em torno do qual o povoado cresceu, e hoje não há uma única unidade prisional nos três municípios que ela julga. A consequência é que a pergunta mais frequente num escritório criminal daqui não é sobre a pena — é sobre onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG: recolhido o condenado, a guia tramita no juízo da comarca da unidade, e é esse juízo que decide progressão, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar. A relação estadual, varrida pelo endereço de cada unidade, mostra onde isso acontece na prática: o Presídio de Matias Barbosa, o Presídio de Bicas e, em Juiz de Fora, o CERESP, duas penitenciárias com anexo de semiaberto e anexo feminino, e a Casa do Albergado — todos na 4ª Região Integrada de Segurança Pública, nenhum nesta comarca. O artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar e remeter os autos a cada transferência, sem que ninguém avise a família: é por isso que um pedido de progressão aparece "parado" quando na verdade está em outro fórum. O caminho inverso é o alívio e vale para a maioria dos casos: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está SOLTO na comarca da residência. Pena restritiva de direitos, regime aberto, sursis e livramento de quem mora em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde ou em Santa Rita de Jacutinga ficam na Vara Única desta comarca, que trabalha no SEEU desde a semana de 14 a 18 de maio de 2018. Duas notas de cautela sobre a fonte, que valem tanto quanto o fato: a relação do Depen está congelada em março de 2025, porque o portal saiu do ar na vedação eleitoral de 2026 — ausência ali não é prova de inexistência hoje; e a ausência de parlatório da OAB nesta comarca, num documento independente, é o segundo indício de que realmente não há unidade aqui.

Dados do município

Gentílico
rio-pretense
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Juiz de Fora
Área (km²)
348.046
População (Censo 2022)
5.141
Densidade demográfica (hab/km²)
14.77

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Rio Preto como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Rio Preto/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Rio Preto
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 21 de março de 1892 como data de instalação da comarca — quer dizer que o juízo daqui é vinte e um anos mais novo que a cidade e cento e trinta e quatro anos mais velho que esta ficha. É comarca instalada e em funcionamento: não é um dos vinte e um casos mineiros de comarca criada por lei complementar e ainda por instalar. A prova é dupla e vem da própria fonte que distingue uma coisa da outra: consultado pela localidade Rio Preto, o Guia devolve o cabeçalho da comarca, com entrância, data de instalação, nome do fórum e a lista de órgãos — em vez da resposta seca "não é uma Comarca" que reserva às localidades que não o são. E o Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, a põe na PRIMEIRA PARTE do item I.2.III, que é onde ficam as cento e setenta e uma comarcas de primeira entrância em funcionamento — a Segunda Parte, a das criadas por instalar, não a nomeia. Antes de ter comarca própria, a vila pertencia à Comarca do Paraibuna, por determinação expressa do artigo 3º da Lei provincial nº 271, de 1844.
Classificação
Primeira entrância — e em Minas isso é aritmética, não juízo sobre a cidade. O artigo 8º da LC 59/2001 classifica como de primeira entrância a comarca com apenas uma vara instalada, e o Anexo I põe Rio Preto sob o número 147 da Primeira Parte do item I.2.III, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-147. O Guia Judiciário confirma "Entrancia: Primeira" no cabeçalho. Aqui os dois números coincidem, mas a cautela do estado permanece de pé: o Anexo I lista CARGOS, não varas instaladas, e há comarca mineira com dois cargos no anexo operando vara única. Quem conta varas conta no Guia. Vale também lembrar que a coluna de entrância da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 não é fonte disso — ela erra, e erra de modo imprevisível, inclusive na linha da própria comarca. Nesta linha ela acerta, e isso se sabe porque foi conferido contra o Guia, não porque a portaria seja confiável no ponto.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única, com o e-mail rre1secretaria@tjmg.jus.br, no Fórum Professor Costa Carvalho. No mesmo endereço e sob o mesmo telefone funcionam a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro e a Sala da Administração (rreadm@tjmg.jus.br), a Central de Conciliação, com gabinete do coordenador local e secretaria, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.rre@tjmg.jus.br) e a Contadoria/Tesouraria, onde também fica a Distribuição de Feitos. São cinco blocos de órgão, e a contagem importa: o Guia corta a lista em dez blocos, de modo que cinco significa que nada foi cortado — e o bloco do paginador do HTML vem vazio, o que fecha a prova de que a lista acabou. A lista deste fórum não registra Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral, dois blocos que o Guia publica em outras comarcas e que aqui simplesmente não aparecem. São três e-mails institucionais para cinco blocos, porque a Administração do Fórum e a Contadoria dividem o mesmo endereço, e o prefixo é "rre" — que não se deduz de "Rio Preto", como não se deduz em nenhuma comarca de Minas. Sendo vara única, ela acumula por força de lei o cível, o criminal, a infância e a juventude, a violência doméstica, o Tribunal do Júri e a execução penal: o § 1º do artigo 10 da LC 59/2001 só manda distribuir competência por resolução "nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito", e não há. A página de implantações do PJe confirma a estrutura pelo nome do órgão — o único listado é "Vara Única".
Endereço
Fórum Professor Costa Carvalho — Rua Doutor Ramalho Pinto, 37, Centro, Rio Preto - MG, CEP 36130-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios e dois distritos respondem a este fórum, e a lista tem uma coincidência histórica que vale mais que um mapa: ela é exatamente o território que o município de Rio Preto tinha antes de perder as duas filhas. O item 261 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente isso, lida pelo atributo colspan de cada linha — que é o único critério que separa município de distrito naquela tabela, porque pelo texto é impossível. Municípios: Rio Preto, a sede; Santa Bárbara do Monte Verde, a 23 km; Santa Rita de Jacutinga, a 32 km. Distritos: São Sebastião do Barreado, a 40 km, que é distrito de Santa Bárbara do Monte Verde, e Itaboca, a 62 km, que é distrito de Santa Rita de Jacutinga — e as serventias de registro civil dos dois saem na relação oficial com o endereço, o CEP e o telefone das respectivas sedes municipais, o que confirma a que município pertence cada um. Santa Rita de Jacutinga era distrito de Rio Preto e se desmembrou pelo Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, levando Itaboca consigo; Santa Bárbara do Monte Verde era distrito de Rio Preto e se desmembrou pela Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, levando São Sebastião do Barreado. Essa lei de 1995 traz uma coluna que resolve a questão sem intermediário: no item LXIX ela registra "Novo Município e Distrito-Sede: Santa Bárbara do Monte Verde / Outros Distritos Componentes: São Sebastião do Barreado / Município Remanescente: Rio Preto / Comarca: Rio Preto". Quem mora em qualquer um dos cinco lugares é investigado, processado e julgado aqui — e, em se tratando de Júri ou de execução penal, nem poderia ser de outro modo: o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário. A Defensoria Pública de Minas Gerais dá a mesma composição por caminho independente: a unidade Rio Preto - Sede lista como municípios contemplados Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Lima Duarte. O Guia publica duas tabelas, que respondem perguntas diferentes e por isso não se espelham: na que lista quem substitui Rio Preto, Lima Duarte é a 1ª, a 66 km, Barbacena a 2ª, a 145 km, e Alto Rio Doce a 3ª, a 210 km; na que lista a posição que Rio Preto ocupa na fila de cada vizinha, ela é a 1ª de Lima Duarte, a 63 km, a 4ª de Alto Rio Doce, a 202 km, e a 4ª de Barbacena, a 176 km. Ordinal repetido é legítimo, porque são filas de comarcas diferentes; o que não fecha é a quilometragem, que diverge por sentido — 66 contra 63 para Lima Duarte, 210 contra 202 para Alto Rio Doce e 145 contra 176 para Barbacena, trinta e um quilômetros de diferença para o mesmo par. A ficha registra as duas como publicadas e não as reconcilia. Duas observações que importam. A primeira: Barbacena, que aparece aqui como segunda substituta, é a cidade de cuja jurisdição municipal Rio Preto se desmembrou em 1844 — a fila oficial reencontrou, por outro caminho, a origem administrativa da vila. A segunda: nenhuma das duas tabelas menciona Matias Barbosa, que é a comarca para quem Rio Preto funciona como juiz das garantias. São listas feitas por atos diferentes e nada se deduz de uma para a outra.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Juiz de Fora, e a consulta de Juizados Especiais da comarca devolve "sua consulta não retornou nenhum resultado" — não há unidade de Juizado instalada em Rio Preto. A ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal. Registre-se, porém, um dado que consta da página de implantações do PJe e que diz algo sobre o funcionamento prático: desde 25 de março de 2019 a Vara Única recebe em PJe todas as classes cíveis da Justiça Comum e também as do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e das respectivas Turmas Recursais, pelo Aviso Conjunto nº 2/CGJ/2018.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, e em comarca de vara única não existe a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Rio Preto. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, impede que a competência desça a distrito judiciário. Logo, o homicídio ocorrido em Santa Rita de Jacutinga, em Santa Bárbara do Monte Verde, em Itaboca ou em São Sebastião do Barreado é julgado na Rua Doutor Ramalho Pinto, por jurados sorteados na comarca. Há um detalhe de ritmo que quase nenhuma ficha registra e que muda a expectativa de quem espera julgamento: o artigo 74 da LC 59/2001 manda o Júri reunir-se em sessão ordinária mensalmente apenas na Comarca de Belo Horizonte e BIMESTRALMENTE nas demais, e o artigo 76, § 2º, permite declarar sem efeito, por edital, a convocação já feita quando não houver processo a julgar. Numa comarca de cinco mil habitantes isso não é detalhe: é o calendário real.
Execução penal
Não há unidade prisional em nenhum dos três municípios da comarca, e é essa ausência que desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver RECOLHIDO. Como a comarca não tem presídio, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca, e o processo de execução vai com ele: progressão, remição, livramento condicional, soma e unificação de penas e falta disciplinar passam a ser decididos no juízo da comarca da unidade. O artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada nova transferência, com trinta dias de prazo para os incidentes já instruídos (artigo 4º) e com a regra de que, transferido o preso, quem o ouve e decide é o juízo declinado (artigo 3º, § 2º). O outro lado da mesma portaria é o que fica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está SOLTO no juízo com competência para execuções penais da comarca do ENDEREÇO RESIDENCIAL. Regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde, em Santa Rita de Jacutinga, em Itaboca ou em São Sebastião do Barreado correm na Vara Única desta comarca — e não em Juiz de Fora, por mais que a pena tenha vindo de lá. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória se expede logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data própria: a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores, cadastramento dos processos e lançamento dos atos, foi entre 14 e 18 de maio de 2018.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é substituição predefinida entre juízos de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. Para comarca de vara única, o artigo 5º, inciso I, manda compor com outras comarcas da mesma região — e a composição de Rio Preto não é um par de mão dupla, é um anel de três, na 3ª Região. Lido pela grade do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026: a Vara Única de Lima Duarte é juiz das garantias da Vara Única de Rio Preto; a Vara Única de Rio Preto é juiz das garantias da Vara Única de Matias Barbosa; e a Vara Única de Matias Barbosa é juiz das garantias da Vara Única de Lima Duarte. Como o anel gira num sentido só, a pergunta tem duas respostas diferentes e é fácil trocá-las: QUEM DECIDE A INVESTIGAÇÃO DE RIO PRETO É O JUIZ DE LIMA DUARTE, e o juiz de Rio Preto decide a de Matias Barbosa — não a de Lima Duarte. Para quem é preso em flagrante aqui, isso significa que a audiência de custódia, a prisão preventiva, a busca e apreensão, a quebra de sigilo, a produção antecipada de prova, o arquivamento e a homologação de acordo de não persecução penal são decididos pelo juízo de Lima Duarte, a 63 ou 66 km, dependendo de qual tabela do Guia se leia. O cartório não muda: a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Rio Preto (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e o juiz das garantias cessa no instante em que a denúncia é oferecida (artigo 2º, parágrafo único). As exclusões do artigo 3º são decisivas e são a parte que a intuição erra: ficam FORA do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares, as varas colegiadas e os feitos de competência originária de tribunal. Logo, o inquérito de homicídio de Rio Preto não vai a Lima Duarte — fica com o juízo do Júri desta comarca — e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Nada retroage: denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC nº 1.709/2025, artigo 3º), inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original e ato decisório anterior não gera impedimento nem suspeição (artigo 9º, §§ 2º e 3º, acrescentados pela Resolução nº 1.155/2026).
Par nao mudou em2026
O anel de Rio Preto NÃO foi alterado pela Portaria Conjunta nº 1.818/2026, e a verificação foi feita do único modo que a fonte admite. O PDF consolidado da PC nº 1.709/2025 traz a tabela de garantias duas vezes e as duas seções são idênticas — comparar uma com a outra produz sempre a conclusão de que nada mudou, qualquer que seja a comarca. A comparação válida é contra o TEXTO ORIGINAL da PC nº 1.709/2025, publicado no Diário do Judiciário Eletrônico de 26 de agosto de 2025, e ali, na página 8, a 3ª Região já traz as mesmas três linhas na mesma direção. A portaria de 2026 rearranjou outras cadeias da 3ª Região — trocou Barroso por Senador Firmino entre dois ciclos vizinhos —, mas não esta.
Microrregiao de plantao
Havendo impedimento justificado do juiz plantonista, o artigo 6º da PC nº 1.709/2025 manda buscar o substituto na escala de microrregiões do seu Anexo II, e o impedimento se caracteriza, pelo § 1º, quando o plantonista recebe auto de prisão em flagrante de competência da sua própria unidade. As microrregiões não são criatura dessa portaria: foram criadas pela Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021, alterada pelas Resoluções nº 1.148/2026 e nº 1.151/2026, e no Anexo Único dela Rio Preto está na MICRORREGIÃO VI, com Alto Rio Doce, Barbacena, Barroso, Carandaí, Lima Duarte e Santos Dumont — note que Lima Duarte, a comarca do juiz das garantias daqui, é da mesma microrregião, e que Matias Barbosa, a comarca que Rio Preto atende, não é (está na XLIV). A Resolução nº 1.148/2026 recompôs apenas as microrregiões IV, XXI e LVII, e por isso a VI está intacta. E aqui vem uma resposta que costuma ser confundida com lacuna: o Anexo II da PC nº 1.709/2025 empareilha 68 das 72 microrregiões, e a VI é uma das QUATRO que ele deixa sem par nem trio. Não há, portanto, microrregião predefinida para substituir a de Rio Preto no plantão — isso é o que a fonte diz, não o que ela deixou de dizer.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Juiz de Fora
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
9h às 18h
Estrutura
Rio Preto não é sede de subseção: pertence à de Juiz de Fora, que mantém aqui uma sala própria dentro do Fórum Professor Costa Carvalho. A relação oficial de salas da OAB/MG registra a linha "JUIZ DE FORA — COMARCA DE RIO PRETO", com telefone direto e horário próprios — 9h às 18h, mais longo que o do fórum —, o que faz dela espaço de atendimento e não apenas endereço nominal. O e-mail publicado usa o domínio institucional da subseção (juizdefora-oabmg.org.br), com prefixo próprio da sala.
Ressalva
O documento erra o município dentro do endereço, e erra do modo mais silencioso possível. A linha grafa "RUA DOUTOR RAMALHO PINTO 37-CENTRO - JUIZ DE FORA/MG" — logradouro e número são os do Fórum de RIO PRETO, que o Guia Judiciário situa na Rua Doutor Ramalho Pinto, 37, Centro, CEP 36130-000; o município escrito é o da sede da subseção. Quem lê a coluna do endereço manda o advogado para a cidade errada. O que resolve é o quarto campo: o prefixo do telefone, 3283, é o de Rio Preto — o Guia dá 3283-3600 e 3283-3601 para o fórum e a Defensoria dá 3283-2010 na mesma edificação —, e nenhum número de Juiz de Fora usa esse prefixo. A ficha adota o Guia e registra a divergência. Duas notas finais: o PDF é de 18 de fevereiro de 2021, de modo que coerência interna não prova endereço vigente; e a relação NÃO registra parlatório em Rio Preto, o que aqui é coerente, porque não há unidade prisional na comarca — a ausência de parlatório é indício independente disso.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Juiz de Fora (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Rio Preto, MAS a comarca CONSERVA a competência federal delegada pelo Anexo III da Res. Conj. PRESI/COGER nº 3/2026 (red. Portaria Presi nº 170/2026): a ação previdenciária contra o INSS se ajuíza na Vara Única desta comarca.
Justica trabalho
Foro de Juiz de Fora (TRT-3) para Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde; Vara do Trabalho de Caxambu (TRT-3) para Santa Rita de Jacutinga.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS; a ação judicial, porém, corre na Justiça Estadual desta comarca, por competência delegada.
Defensoria
Defensoria Pública de Minas Gerais — unidade Rio Preto (Sede), dentro do Fórum, (32) 3283-2010, 8h às 17h.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde, em Santa Rita de Jacutinga, em Itaboca ou em São Sebastião do Barreado — e isso é dito depois de varrer o texto integral da relação estadual pelo ENDEREÇO de cada unidade, município por município, que é o método correto: em Minas há presídio batizado com nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma, bairro com nome de município vizinho e rua com nome de cidade vizinha, de modo que buscar pelo nome da unidade erra nos dois sentidos. Nem há APAC na comarca na relação de APACs em funcionamento do TJMG, o que importa porque a relação do Depen não lista APAC e um grep negativo nela não autorizaria, por si, a frase "sem unidade de cumprimento". As unidades mais próximas estão todas na 4ª Região Integrada de Segurança Pública e nas comarcas vizinhas: o Presídio de Matias Barbosa (sigla PRMTB), na Rua Oscar Vidal, 348, Centro, em Matias Barbosa — que é, por coincidência do desenho, a comarca para a qual o juiz de Rio Preto funciona como garantias —, o Presídio de Bicas (PRBIC), na Alameda Santa, 15, Bairro Gilson Lanha, em Bicas, e o conjunto de Juiz de Fora: o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (CERESP Juiz de Fora), na Rua da Passagem, s/nº, Bairro Linhares; a Penitenciária José Edson Cavalieri (PJEC) e a Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires (PPACP), as duas na Rua Diva Garcia, 3351, Bairro Linhares, com anexo masculino de semiaberto e anexo feminino Eliane Betti; e a Casa do Albergado José Alencar Rogedo (CAJAR), na Rua Leopoldo Schimitz, 148, Centro. A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 só obriga a instalação de vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver PENITENCIÁRIA, e o artigo 311 repete o gatilho por comarca — as penitenciárias da região estão em Juiz de Fora, não aqui.
Ressalva
A fonte está congelada e isso tem de ser dito. O portal do Depen-MG/Sejusp está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada por esta leva, cujo conteúdo é de 26 de março de 2025. "Sem unidade na comarca" é uma frase que INVERTE a resposta da execução penal, e por isso ela não vem aqui de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto integral, por endereço, para os três municípios e os dois distritos. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. Note-se também que a relação nunca nomeia o município-sede de cada Região Integrada de Segurança Pública, e por isso a ficha não afirma qual é a sede da 4ª; e que a própria RISP de Rio Preto não foi confirmada, porque o município não tem unidade e a relação agrupa UNIDADES, não municípios.

Ministério Público Estadual

Contexto
Há promotoria na comarca — comarca instalada tem —, mas nenhuma das fontes abertas consultadas publica o seu nome oficial, endereço ou telefone, e por isso esta ficha não os afirma. O que se sabe é onde ela NÃO aparece, e as duas ausências são informação de fonte, não silêncio: o Guia Judiciário do TJMG não registra Sala do Ministério Público entre os cinco blocos de órgão do Fórum Professor Costa Carvalho, embora registre esse bloco em outras comarcas mineiras com endereço e telefone; e a relação de telefones das promotorias de justiça publicada pelo Ministério Público de Minas Gerais, que nomeia comarca por comarca em ordem alfabética, NÃO traz nenhuma linha de Rio Preto — traz Além Paraíba, Ouro Preto e centenas de outras, e salta esta.
Ressalva
O portal do MPMG é aplicação de página única e o seu diretório de endereços não responde a leitura direta, de modo que a falta aqui é de fonte legível e não prova inexistência de promotoria. Quem precisar do contato deve pedir na Direção do Foro, no próprio fórum. E a ficha não nomeia promotor: nome de autoridade viva não entra.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — Unidade Rio Preto (Sede)
Endereço
Rua Dr. Ramalho Pinto, 37 - Fórum - Centro, Rio Preto - MG
Telefone
Horário de funcionamento
segunda a sexta, 08:00 às 17:00, com atendimento presencial
Estrutura
A comarca tem unidade própria da Defensoria Pública de Minas Gerais, e ela funciona dentro do próprio Fórum — o que, numa cidade de cinco mil habitantes, é a diferença entre ter e não ter acesso. A página oficial da unidade lista como municípios contemplados Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga, isto é, a comarca inteira, e nomeia as áreas atendidas: criminal, execução penal, família, direitos das crianças e dos adolescentes, saúde, cível, sucessões, juizado cível e juizado criminal. Execução penal aparece nominalmente na lista, o que importa numa comarca em que o preso cumpre pena fora e o processo viaja com ele.
Contexto
A lista de municípios contemplados é, além de serviço, contraprova de composição de comarca: ela foi montada pela Defensoria, não pelo TJMG, e coincide exatamente com o item 261 do Anexo II da LC 59/2001 e com a consulta de municípios integrantes do Guia Judiciário. Três fontes independentes dizem a mesma coisa sobre quem responde a este fórum.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Juiz de Fora (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Rio Preto integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Juiz de Fora, e a comarca inteira vai junto: o quadro de subseções da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, nomeia na linha de Juiz de Fora tanto Rio Preto quanto Santa Bárbara do Monte Verde e Santa Rita de Jacutinga, entre quarenta municípios. Não há vara federal em Rio Preto. Minas saiu do TRF1 e é hoje jurisdição exclusiva do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, criado pela Lei federal nº 14.226/2021.
Competência delegada
Rio Preto CONSERVA a competência federal delegada, e esta é a informação mais valiosa desta ficha, porque ela é rara na região e porque ninguém a adivinharia. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, divide as comarcas estaduais de cada subseção em duas colunas, e na linha de Juiz de Fora a coluna das que CONSERVAM tem exatamente dois nomes: "Além Paraíba e Rio Preto." Na coluna das que DEIXARAM de possuí-la estão Juiz de Fora, Bicas, Guarani, Lima Duarte, Mar de Espanha, Matias Barbosa, Mercês, Rio Pomba, Rio Novo, Santos Dumont e São João Nepomuceno. A consequência é direta, e é a pergunta que mais chega a uma comarca deste tamanho: a ação contra o INSS de quem mora em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde ou em Santa Rita de Jacutinga — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade — se ajuíza AQUI, na Vara Única desta comarca, sem viagem a Juiz de Fora. O critério está declarado no cabeçalho do próprio anexo: é régua de DISTÂNCIA — artigo 15, inciso III e § 2º, da Lei federal nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentada pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021, que medem centro urbano a centro urbano, por deslocamento real, e não em linha reta; a delegação sobrevive onde a comarca está a mais de 70 km da sede de vara federal. Nada disso se deduz da vizinhança nem do anel de garantias, e o anel desta comarca é a demonstração: as três comarcas do anel respondem coisas opostas sobre o INSS — Rio Preto conserva, Lima Duarte perdeu e Matias Barbosa perdeu, sendo as três de vara única e de primeira entrância, na mesma região do TJMG e na mesma subseção federal.
Acervo anterior
Como a comarca conserva a delegação, aqui não há acervo transferido a discutir — o que existe é o inverso, e vale dizê-lo: quem tem ação previdenciária em curso na vara estadual de uma comarca vizinha que PERDEU a delegação não deve presumir que ela veio para cá nem que foi embora. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações ajuizadas no juízo estadual antes de 1º de janeiro de 2020 permanecem nele. A regra específica do acervo formado depois disso, na cessação da delegada, é ATRIBUÍDA ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Confira nos autos.
Contexto
Duas tabelas do TRF6 respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra nesta matéria. A tabela de subseções diz ONDE FICA a Justiça Federal de Rio Preto: Juiz de Fora. O Anexo III diz se o JUIZ ESTADUAL de Rio Preto pode julgar causa previdenciária em nome da União: pode. A primeira resposta é "Juiz de Fora"; a segunda é "sim" — e, na linha inteira da subseção, só uma outra comarca pode dizer o mesmo. Note-se ainda que a nota de pé do anexo, que registra a suspensão da eficácia da resolução pela Decisão PRESI nº 241/2026, alcança apenas Poço Fundo e Carandaí, nenhum dos dois com relação com esta comarca.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Juiz de Fora (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Aqui a comarca se PARTE, e é o único bloco desta ficha em que isso acontece. Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde vão ao Foro de Juiz de Fora, que reúne cinco Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de vinte e seis municípios — a 1ª criada pelo Decreto-lei nº 5.926, de 26 de outubro de 1943, e a 2ª pela Lei nº 3.492, de 18 de dezembro de 1958. Santa Rita de Jacutinga, ao contrário, não está nessa lista: ela integra a jurisdição da Vara do Trabalho de CAXAMBU, criada pela Lei nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989, ao lado de Aiuruoca, Andrelândia, Baependi, Caxambu, Cruzília, Itamonte, Itanhandu, Passa Quatro, São Lourenço e mais uma dúzia de municípios do Sul de Minas. Quer dizer: o morador de Santa Rita de Jacutinga responde criminalmente e civilmente em Rio Preto, ajuíza a ação previdenciária em Rio Preto, e leva a reclamação trabalhista para outra bacia hidrográfica, no circuito das águas.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca partida entre três foros diferentes. Rio Preto é um caso de duas, e a divisão não é aleatória nem recente: ela acompanha a geografia de Santa Rita de Jacutinga, que fica do outro lado da serra, a 32 km da sede da comarca e a 62 km dela pelo distrito de Itaboca. Para o trabalhador e para o empregador, a consequência é prática: a pergunta "qual é a minha comarca" e a pergunta "qual é o meu foro do trabalho" têm respostas diferentes nos dois municípios que não são a sede, e uma delas manda para uma cidade que não aparece em nenhum outro bloco desta ficha.
Contato atermação
Foro de Juiz de Fora — foro.juizdefora@trt3.jus.br; Vara do Trabalho de Caxambu — vt.caxambu@trt3.jus.br
Ressalva
A relação de atermação virtual do TRT-3 publica, para o Foro de Juiz de Fora, um telefone com DDD (35), que não é o DDD de Juiz de Fora nem o de Rio Preto — os dois são (32). A ficha publica o e-mail institucional, que fecha com o domínio do tribunal, e não reproduz o número.

Justiça Eleitoral

Nome
240ª Zona Eleitoral de Rio Preto
Contexto
A zona eleitoral de Rio Preto é a 240ª, e o dado veio por uma porta lateral: o acervo arquivístico do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que responde a leitura direta enquanto o portal institucional do tribunal a bloqueia. O registro de autoridade da "240ª Zona Eleitoral de Rio Preto" dá 1986 como data de existência e explica o critério — "a data de instauração desta Zona Eleitoral leva em consideração o disposto na Resolução nº 430/1986, do TRE-MG, que estabeleceu a divisão e a lógica de organização das Zonas Eleitorais dentro da circunscrição de Minas Gerais, à época". O mesmo acervo mostra que, nas eleições municipais de 3 de outubro de 1992, a 240ª Zona de Rio Preto apurou tanto o município de Rio Preto quanto o de Santa Rita de Jacutinga, pela sua 1ª Junta Eleitoral — quer dizer que a zona eleitoral reproduzia, ao menos naquele pleito, parte da geografia da comarca. Santa Bárbara do Monte Verde ainda não era município em 1992: só se emancipou em 1995.
Ressalva
Este é retrato HISTÓRICO, não composição vigente. O acervo do TRE-MG é arquivo, e o que ele prova é o número da zona, a lógica da sua instauração em 1986 e a jurisdição exercida num pleito de 1992. A composição atual da 240ª Zona, o endereço e o telefone do cartório eleitoral não foram obtidos: a consulta de endereços de zonas eleitorais do TRE-MG responde 403 a leitura automatizada, e o Guia Judiciário do TJMG não registra Cartório Eleitoral no Fórum Professor Costa Carvalho — em outras comarcas mineiras ele registra, com endereço e telefone, de modo que a ausência aqui é do dado, não da instituição.

Segurança Pública

Panorama
O município tem 348 km², cinco mil habitantes, uma vara só, uma Delegacia de Polícia e nenhuma unidade prisional — e fica a 341 km da capital, na divisa com o Rio de Janeiro. O desenho produz um efeito específico e é o que a família precisa entender antes de qualquer outra coisa: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica aqui, mas a carga de execução penal se dispersa para fora. Quem é condenado nesta comarca e recolhido cumpre pena em Matias Barbosa, em Bicas ou em Juiz de Fora, e passa a ter os benefícios decididos no fórum daquela comarca. Some-se a isso que a fase de investigação também não é decidida aqui — vai a Lima Duarte, pelo anel de garantias — e o resultado é uma comarca cuja peça criminal mora em três cidades ao mesmo tempo em momentos diferentes do processo: Lima Duarte na investigação, Rio Preto na instrução e no julgamento, e a comarca do presídio na execução. Nada disso vale para quem responde solto, e é a maioria: aí tudo fica na Rua Doutor Ramalho Pinto.
Delegacia
Delegacia de Polícia de Rio Preto — (32) 3283-1295 (relação de telefones úteis publicada pela Prefeitura Municipal)
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente FORA do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — o que significa, em termos práticos, que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Rio Preto, e não em Lima Duarte. É a exceção que mais importa numa comarca de vara única: a competência que sairia da cidade não sai justamente nas duas matérias em que a demora custa mais — violência doméstica e crime doloso contra a vida.
Saude
Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto — (32) 3283-1280 (relação de telefones úteis publicada pela Prefeitura Municipal)

Polícia Civil

Nome
Delegacia de Polícia de Rio Preto
Telefone
Contexto
A relação de telefones úteis publicada pela Prefeitura lista uma Delegacia de Polícia no município, com o telefone (32) 3283-1295 — prefixo local, o mesmo do fórum e o mesmo da Defensoria. É a única delegacia nomeada por fonte aberta na comarca. Não há, nas fontes consultadas, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, delegacia do idoso, divisão de homicídios nem delegacia de tóxicos em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde ou em Santa Rita de Jacutinga: numa comarca de três municípios e treze mil habitantes, a especialização fica na cidade grande da região. O efeito processual é o que interessa: a porta de entrada do flagrante é a delegacia local, e a audiência de custódia que se segue é decidida pelo juízo de Lima Duarte, pelo anel de garantias, com a secretaria processando aqui.
Ressalva
O endereço da delegacia NÃO foi obtido. A página de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais responde HTTP 200, mas não devolve nenhuma ocorrência de "Rio Preto" no corpo — o seletor de município é preenchido por script e não entrega resultado a leitura direta. A ficha publica o telefone, que vem de fonte oficial municipal, e declara a ausência do endereço em vez de estimá-lo. Também não foi confirmado se a delegacia atende os outros dois municípios da comarca.

DETRAN

Nome
CIRETRAN de Rio Preto
Telefone
Contexto
A Circunscrição Regional de Trânsito está nomeada na relação de telefones úteis da Prefeitura, com o telefone (32) 3283-2080 — prefixo local. Ter CIRETRAN numa cidade de cinco mil habitantes tem efeito jurídico direto e pouco lembrado: a suspensão e a cassação do direito de dirigir, a apreensão de veículo, a transferência de propriedade que reaparece em inventário e em partilha e o auto de infração que vira processo administrativo passam por esse guichê — e o questionamento judicial de tudo isso corre na Vara Única desta comarca, porque é ela que acumula o cível e o criminal.
Ressalva
O endereço da CIRETRAN não está publicado na fonte consultada, que traz apenas nome e telefone. O portal do Detran-MG não foi lido nesta apuração, e por isso a ficha não afirma jurisdição da unidade sobre Santa Bárbara do Monte Verde nem sobre Santa Rita de Jacutinga.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Rio Preto
Endereço
Rua Dr. Esperidião, 112, Centro, Rio Preto - MG, CEP 36130-000
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
departamentos e secretarias de 08:30 às 17:30; setor tributário de 11:30 às 17:30
Estrutura
A página de estrutura administrativa do portal municipal publica o endereço de cada secretaria, e a geografia resultante é útil para quem precisa de documento ou de certidão antes de ir ao fórum. Na Rua Dr. Esperidião, 112, Centro, funcionam o Gabinete, a Secretaria Municipal de Fazenda e Administração com o setor de licitação, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão e a Diretoria de Meio Ambiente. A Secretaria Municipal de Educação fica na Rua Dr. Ramalho Pinto, 75, Centro — a mesma rua do fórum, que é o número 37. A Secretaria Municipal de Assistência Social está na Rua Getúlio Vargas, 27, Centro. O SIAT e a Junta Militar ficam na Rua José Teodoro Ferreira, 50, Centro. A Divisão de Águas e Esgoto está na Rua São José, 499, Centro. As Secretarias de Turismo, Meio Ambiente, Cultura e Esporte dividem o prédio da Rua Alípio Miranda Ribeiro, 186 a 194, Centro. A Secretaria de Obras e a Garagem Municipal estão na Rua José Fernandes Fagundes, 110, no bairro Atalaia, e a Secretaria de Agricultura na Rua Antônio Raimundo Magalhães Neto, 50, loja 03, também no Atalaia. Os bairros e localidades que essa lista nomeia — Centro, Atalaia, Safira e Divino — são os únicos identificados por fonte oficial nesta apuração.
Ressalva
A própria fonte oficial publica dois telefones diferentes para a Prefeitura: a página de telefones úteis dá (32) 3283-3850 e o rodapé da capa do portal dá (32) 98510-8997, sem que nada no site concilie os dois. A ficha registra os dois como publicados e adota o da página de telefones úteis, que é a que lista serviços. O rodapé traz ainda um número identificado como "Soluções Web", que é do fornecedor do site e não da Prefeitura — publicar aquele número mandaria o cidadão para um particular, e por isso ele não aparece aqui. O CNPJ do município não está publicado em nenhuma das duas páginas, de modo que o cruzamento de identidade que a casa faz em portal municipal não pôde ser completado. A busca interna do portal responde HTTP 406, de modo que não foi possível localizar por ela o Conselho Tutelar, o CRAS ou o CREAS.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Rio Preto
Endereço
Rua Doutor Ramalho Pinto, 25, Centro, Rio Preto - MG, CEP 36130-000
Telefone
E-mail
Horário de funcionamento
segunda a sexta-feira, de 07:00 às 17:30
Contexto
A Câmara fica na mesma rua do fórum e a doze números dele — Rua Doutor Ramalho Pinto, 25, contra o 37 do Fórum Professor Costa Carvalho. Numa cidade de cinco mil habitantes essa quadra do Centro concentra o Legislativo municipal, o Judiciário estadual, a Defensoria Pública e a sala da subseção da OAB, e ainda a Secretaria Municipal de Educação, no número 75.
Ressalva
Duas notas de fonte. A primeira é uma divergência entre duas fontes municipais: a página de estrutura administrativa da PREFEITURA dá a Câmara na Rua Dr. Esperidião, 112, que é o endereço da própria Prefeitura; o site da CÂMARA dá a Rua Doutor Ramalho Pinto, 25. A ficha adota o site da Câmara, que é a fonte própria do órgão, e registra a divergência. A segunda é de acesso: o portal da Câmara roda em Portal Modelo do Interlegis, mas com dados reais, e responde de forma intermitente — numa leitura, riopreto.mg.leg.br devolveu 200 com cerca de 12 KB, sem título e sem uma única ocorrência do nome da cidade no corpo; minutos depois, alcançado pelo domínio antigo cmrp.websiteseguro.com, o mesmo endereço devolveu 200 com 70 KB e a página completa. O domínio camarariopreto.mg.gov.br não conecta.

Cartórios

Estrutura
Seis serventias na relação do Guia Judiciário, distribuídas pela comarca inteira. Na sede, três: o Registro Civil das Pessoas Naturais de Rio Preto (Rua Nilo Peçanha, 216, loja 02, Centro, CEP 36130-000), o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Rio Preto (Rua Nilo Peçanha, 97, Centro, CEP 36130-000) e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos de Rio Preto (Rua Dom Altivo Pacheco Ribeiro, 10, Centro, CEP 36130-000). Nos outros dois municípios, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Bárbara do Monte Verde (Praça Barão de Santa Bárbara, 107-B, Centro, CEP 36132-000, telefone (32) 3084-6679) e o Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita de Jacutinga (Rua Maria Monteiro, 85, Centro, CEP 36135-000, telefone (32) 3291-1336). Nos distritos, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Itaboca e o de São Sebastião do Barreado. A repartição da sede em três serventias, e não em seis, é o que o artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, autoriza: a acumulação de atribuições se define no ato da instalação.
Ressalva
As duas serventias de distrito saem na relação oficial com o endereço, o CEP e o telefone da sede do município a que pertencem — Itaboca com a Rua Maria Monteiro, 85, CEP 36135-000, e o telefone (32) 3291-1336, que são de Santa Rita de Jacutinga; São Sebastião do Barreado com a Praça Barão de Santa Bárbara, 107-B, CEP 36132-000, e o telefone (32) 3084-6679, que são de Santa Bárbara do Monte Verde. A ficha reproduz o que a fonte publica e não conclui daí que a serventia do distrito funcione na sede nem que não funcione: confirme antes de mandar alguém a Itaboca, a 62 km. Serve, em troca, para confirmar a que município cada distrito pertence. E o campo "Fax" desta relação traz números de celular em quatro das seis serventias — e um deles, com onze dígitos precedidos de "21", está malformado —, de modo que nenhum fax é reproduzido aqui.

Saúde Pública

Hospital referência
Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto — Rua Dr.
Estrutura
A referência hospitalar do município é a Santa Casa de Misericórdia de Rio Preto, na Rua Dr. Esperidião, 273, Centro, com o telefone (32) 3283-1280 — na mesma rua ficam a Prefeitura, no 112, e a APAE, no 203. A atenção básica tem uma unidade nomeada na fonte municipal, o PSF Safira, na Rua Alípio Miranda Ribeiro, 297, no bairro Safira, e a Secretaria Municipal de Saúde fica na Rua Dr. Esperidião, no Centro.
Contexto
A estrutura de saúde importa a esta ficha por duas razões jurídicas concretas. A primeira é a Defensoria: a página oficial da unidade de Rio Preto lista "Saúde" entre as áreas que atende, o que significa que o pedido de medicamento, de leito ou de tratamento fora de domicílio tem porta local e gratuita, no próprio fórum. A segunda é criminal e de execução: numa comarca sem unidade prisional, o exame de corpo de delito, o laudo de lesão corporal e a perícia dependem de estrutura que não está nomeada em fonte aberta local — e isso vai declarado como pendência, não preenchido por suposição.
Ressalva
A fonte é municipal, e portal municipal serve para contato e endereço, nunca para fato judiciário. Não há, em nenhuma das fontes consultadas, Instituto Médico-Legal, posto de perícia, hospital de trauma nem unidade psiquiátrica nomeada em Rio Preto, em Santa Bárbara do Monte Verde ou em Santa Rita de Jacutinga. A ausência é de fonte, e vai declarada.

Cidadania

Transporte
Duas empresas de transporte rodoviário estão nomeadas na relação de telefones úteis da Prefeitura, e são o caminho de quem vem dos outros municípios da comarca para o fórum: a Viação Senhor dos Passos, (32) 3283-1140 — o nome repete o padroeiro da antiga vila, o Senhor dos Passos do Rio Preto —, e a Viação Paiva Lacerda, (32) 3283-1969. A mesma relação traz Correios, (32) 3283-1150, e Banco do Brasil, (32) 3283-1130, que importam a quem precisa recolher guia de custas ou provar postagem de peça.
Contexto
A geografia da comarca faz do transporte uma questão processual, não de conforto. Santa Bárbara do Monte Verde está a 23 km da sede, Santa Rita de Jacutinga a 32 km, o distrito de São Sebastião do Barreado a 40 km e o de Itaboca a 62 km — e a Vila do Funil, dentro do próprio município de Rio Preto, fica a dezoito quilômetros de estrada de terra serra acima, segundo o portal municipal. Quem é intimado a depor, quem tem audiência de instrução, quem vai à Defensoria ou quem precisa de certidão sai de casa de madrugada; a distância explica por que a Central de Conciliação e o CEJUSC deste fórum não são ornamento e por que o ato praticado por meio eletrônico vale, aqui, uma diária de viagem.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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