História
A cidade começou como devoção e acabou como sobrenome. O arraial do rio do Peixe se formou em torno de uma capela de Nossa Senhora das Dores, e desse par — a santa e o rio — saiu o primeiro nome, Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe. O distrito veio pela Lei provincial nº 991, de 27 de junho de 1859; o município, desmembrado de Barbacena, pela Lei provincial nº 2.804, de 3 de outubro de 1881, com a designação seca de Rio do Peixe e instituição em 29 de dezembro do mesmo ano; e o nome atual pela Lei nº 3.269, de 30 de outubro de 1884, que elevou a sede à categoria de cidade em homenagem a José Rodrigues de Lima Duarte, médico e político barbacenense que trabalhou pela emancipação. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, anexou ao município dois distritos que hoje são os outros dois municípios da comarca — Pedro Teixeira, vindo de Barbacena, e Santo Antônio da Olaria, vindo do Rio Preto, mais tarde só Olaria. A história judiciária é mais acidentada que a administrativa: comarca criada pela Lei provincial nº 3.702, de 27 de julho de 1889, instalada em 2 de abril de 1892 pela data do Guia Judiciário, mandada suprimir pela Lei estadual nº 375, de 19 de setembro de 1903, com a supressão efetivada em 4 de setembro de 1905, e restaurada pela Lei estadual nº 663, de 18 de setembro de 1915, cujo artigo 1º restabeleceu as comarcas que a tabela A da lei de 1903 havia excluído. Nas divisões territoriais de 1936 a 1958 o município aparece como termo único da comarca de igual nome, e a lista de distritos oscilou: foram seis em 1923, sete nos anos 1950 — quando entrou São José dos Lopes —, e um deles, Santana do Garambéu, se emancipou e hoje responde à comarca de Barbacena.