História
O nome de Guarda-Mor é de repartição pública colonial. Segundo o verbete do IBGE, quando os bandeirantes tiravam ouro do córrego de Paracatu, um posto de guarda-mor fiscalizava o metal em trânsito, e o nome ficou; Saint-Hilaire cita a fazenda do Guarda-Mor ao descrever Paracatu. O arraial teria nascido em terras doadas a Santa Rita dos Impossíveis por Ilídio Pereira Guimarães, onde as famílias demarcavam lotes sem pagar, e o mesmo verbete fala em elevação a distrito em 1850 e em paróquia criada em 1871 e extinta em 1873. O histórico do verbete tem como fonte declarada uma enciclopédia colaborativa, e por isso vale como tradição registrada. O que tem prova em lei vem depois: a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou o município de Guarda-Mor, item 287 do Anexo nº 1, só com o distrito-sede, e deixou Vazante — ao qual Guarda-Mor pertencia desde a emancipação vazantina, em 1953, segundo o verbete — com a sede e Claro de Minas. O mesmo diploma desenhou as divisas: Goiás, Paracatu, Vazante e Coromandel. A instalação veio em 1963. A Justiça não acompanhou a separação: a Comarca de Vazante, instalada em 19 de outubro de 1990, compõe-se até hoje de Vazante e Guarda-Mor.