Cidade de MG

Estrela do Sul

Sede de comarca do TJMG no Triângulo Mineiro, com 6.840 habitantes (Censo 2022) espalhados por 822,5 km² e 516 km de estrada até Belo Horizonte. O foro é antigo: instalado em 14 de agosto de 1892, quando a cidade ainda se chamava Bagagem — o nome atual, tirado de um diamante, só chegou por lei em 1901, e a lei mandou aplicá-lo também à comarca. Estrutura de primeira entrância: uma Vara Única no Fórum Padre Lafayete, que reúne o cível, o criminal, a infância e juventude, o Júri, os Juizados Especiais e a execução penal de quem responde solto. A jurisdição tem três municípios — a sede, Cascalho Rico e Grupiara — e três distritos judiciários, Chapada de Minas, Dolearina e Santa Rita da Estrela. Três respostas mudam de cidade e são a razão desta página. Primeira: quem está preso tem o processo de execução fora daqui, porque nenhum dos três municípios tem cadeia — o presídio mais perto é o de Monte Carmelo, a 33 km, e a Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia para o juízo do lugar onde o corpo está. Segunda: a fase de inquérito é decidida em Nova Ponte, a 83 km, por par recíproco de juiz das garantias da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — salvo crime doloso contra a vida, violência doméstica e infração de menor potencial ofensivo, que não entram no rodízio. Terceira: causa contra o INSS não corre nesta vara, porque a comarca perdeu a competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6; o processo vai à Subseção de Uberlândia, com balcão de atendimento em Monte Carmelo. Complete o mapa: reclamação trabalhista no Foro de Araguari, a 70 km; advocacia apoiada pela 88ª Subseção da OAB/MG, de Monte Carmelo, que mantém sala dentro deste fórum; e plantão judiciário na Microrregião LVII, para onde a comarca foi transferida em 28 de abril de 2026 por resolução do Órgão Especial que a nomeia no considerando.

UF
MG
Porte
micro
População
6.840 hab.

Para questões judiciais em Estrela do Sul (MG), o juízo competente é da Comarca de Estrela do Sul — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Estrela do Sul/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Estrela do Sul/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Estrela do Sul: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Poucas cidades brasileiras trocaram de nome por causa de uma pedra, e menos ainda levaram a comarca no mesmo pacote. O arraial nasceu no rio Bagagem, no Sertão da Farinha Podre, que pertenceu primeiro à capitania de São Paulo, depois à de Goiás, e só passou ao domínio de Minas Gerais em 1816. As primeiras sesmarias da área foram doadas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha, e durante a primeira metade do século XIX o lugar não passou de garimpo. O ponto de virada foi o achado do diamante Estrela do Sul no leito do Bagagem, na década de 1850, que transformou um ponto de passagem de bandeira em cidade de mineração. O rito administrativo é longo e está todo em lei. O distrito de Paz foi criado no Arraial da Bagagem em 1852, então subordinado à comarca de Patrocínio; a Lei provincial nº 667, de 27 de abril de 1854, criou o distrito com o nome de Diamantino da Bagagem; a Lei provincial nº 777, de 30 de maio de 1856, elevou o distrito a vila com o nome de Bagagem, desmembrada de Patrocínio, com sede na povoação de Bagagem e constituída do distrito sede então chamado Cachoeiras da Estrela do Sul, instalada em 30 de setembro de 1858; e a Lei provincial nº 1.101, de 19 de setembro de 1861, fez dela cidade. Nesse auge a população chegou a algo em torno de 30 mil pessoas, quase toda ligada ao garimpo e morando em habitações improvisadas que não sobreviveram ao tempo. Hoje são 6.840 habitantes — a cidade tem menos de um quarto da gente que tinha há 165 anos, e isso explica por que uma comarca instalada no século XIX é hoje de primeira entrância com vara única. A comarca foi instalada em 14 de agosto de 1892, ainda como comarca da Bagagem. O nome novo veio pelo artigo 24 da Lei estadual nº 319, de 16 de setembro de 1901, que manda aplicar "Estrela do Sul" à cidade, à comarca e ao município — e, no mesmo artigo, renomeia o arraial que já se chamava Estrela do Sul como Santa Rita da Estrela, que é hoje um distrito judiciário a 2 km da sede. Por isso a data de instalação que o Guia publica é anterior ao nome da cidade: não é sinal de supressão e restauração de comarca, como acontece em outras comarcas mineiras, e sim de topônimo trocado por lei expressa. O século seguinte foi de encolhimento territorial, e é ele que explica a jurisdição de hoje. A Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, criou o distrito de Doliarina. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, rebatizou o distrito de Cachoeiras como Estrela do Sul e o de Rio das Pedras como Cascalho Rico, extinguiu Doliarina repartindo o território entre três distritos e criou Grupiara, no antigo povoado de Troncos, com terras de Santa Rita da Estrela. O Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, extinguiu Santa Rita da Estrela, anexando-a ao distrito sede. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembrou Cascalho Rico e o fez município, e recriou Santa Rita da Estrela. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou o distrito de Chapada de Minas. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Grupiara, que virou município. E a Lei nº 818, de 7 de fevereiro de 2007, criou o distrito de São Félix de Estrela. É por isso que a comarca de hoje tem exatamente três municípios: a jurisdição ficou com o mapa da velha Bagagem enquanto o município foi sendo repartido por dentro. Cascalho Rico e Grupiara são filhos emancipados que nunca saíram do foro da mãe. Quem responde nesta vara é, em rigor histórico, quem responderia na comarca da Bagagem de 1892.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 458,3 milhões — número alto para 6.840 habitantes, e a explicação está no campo. A Produção Agrícola Municipal do mesmo ano dá R$ 224,1 milhões de valor de produção, ou seja, quase metade do PIB sai da lavoura. E dentro da lavoura a concentração é de duas culturas: café em grão arábica, com R$ 88,3 milhões, e soja, com R$ 77,4 milhões — juntas, 74% de tudo o que se colhe no município. Depois delas a lista é longa e diz muito sobre o tipo de agricultura que se faz aqui: milho com R$ 22,3 milhões, batata-inglesa com R$ 18,8 milhões, sorgo com R$ 6,6 milhões, maracujá com R$ 3,2 milhões, banana em cacho com R$ 1,5 milhão, tomate com R$ 1,4 milhão, feijão com R$ 1,4 milhão, trigo com R$ 789 mil, abacate com R$ 762 mil, girassol com R$ 638 mil, cebola com R$ 419 mil, limão com R$ 152 mil, pimenta-do-reino com R$ 106 mil e mandioca com R$ 73 mil. Batata, tomate, cebola e trigo em cerrado significam irrigação, pivô central e pacote tecnológico; soja e café significam financiamento por cédula de produto rural e safra dada em garantia. É agricultura de capital, não de subsistência. Num território de 822 km² com 8,32 habitantes por quilômetro quadrado, isso desenha o conflito que chega ao fórum de uma comarca assim: contrato de parceria e de arrendamento rural, CPR inadimplida, disputa de posse e de divisa em gleba grande, servidão de passagem e de aqueduto para irrigação, acidente de trabalho na colheita, vínculo de emprego rural discutido a 70 km no Foro de Araguari, e matéria tributária — ITR de área grande, funrural, ICMS de saída de grão, crédito presumido — para quem produz em escala. E desenha o calendário criminal. A colheita do café concentra em poucas semanas a circulação de dinheiro vivo e de trabalhador de fora, com o que isso traz de ocorrência policial no período e de reclamação trabalhista meses depois. O garimpo de diamante, que fez a cidade e lhe deu o nome, não aparece mais nas contas oficiais da lavoura nem do PIB — a atividade que explica a história do lugar é, hoje, invisível na estatística.

Panorama jurídico

Há um número que resume a vida jurídica desta cidade: cinco. São cinco municípios diferentes envolvidos nas causas de quem mora aqui, e só um deles é Estrela do Sul. Os outros quatro ficam a 33, 70, 83 quilômetros e a uma distância que nem o Guia Judiciário mede, em quatro direções que não se repetem. Quem não sabe disso perde viagem, perde prazo e, em matéria criminal, perde a chance de pedir a coisa certa no lugar certo. Comece pelo que está perto. Todo o contencioso comum se resolve no Fórum Padre Lafayete: separação e divórcio, alimentos, guarda, reconhecimento de união, inventário e partilha, usucapião, demarcação de gleba, cobrança, despejo, indenização, ação de consumo de pequeno valor, ato infracional e processo do Estatuto da Criança e do Adolescente, e a matéria criminal inteira a partir da denúncia — furto, tráfico, lesão, crime de trânsito, crime ambiental, crime contra a mulher e homicídio. Uma vara para tudo, e a mesma vara é o juízo que executa a pena de quem responde solto. Agora o que se move. A instrução da investigação criminal não é mais decidida nesta cidade desde 25 de agosto de 2025, quando o rodízio estadual entrou em vigor. Pedido de prisão antes da denúncia, autorização de busca domiciliar, interceptação e quebra de sigilo, sequestro de bem, produção antecipada de prova, arquivamento de inquérito, homologação de acordo de não persecução e a audiência que segue o flagrante são todos do magistrado de Nova Ponte. Duas coisas continuam aqui, e importam: o cartório, que é a secretaria desta Vara Única e onde os autos fisicamente estão, e a competência inteira sobre homicídio, feminicídio, violência doméstica e infração de pequeno potencial — matérias que a Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 excluiu do rodízio no seu artigo 3º. Oferecida a denúncia, o juiz das garantias sai de cena e o processo volta por completo ao juízo desta comarca. Depois vem a fase que mais gera telefonema de família, e ela sai da cidade por uma razão física: não existe cadeia nos 822 km² do município, nem em Cascalho Rico, nem em Grupiara. Quem é recolhido tem a execução da pena processada no juízo do município onde está o estabelecimento — e ali fica, mudando de novo se houver transferência. A quarta resposta é previdenciária, e é uma negativa recente: desde a Portaria Presi nº 170/2026, assinada em 19 de agosto de 2026, o juiz estadual daqui não julga mais causa contra o INSS em nome da União. Aposentadoria, benefício por incapacidade, BPC e salário-maternidade rural vão para a Subseção Judiciária de Uberlândia, com atendimento presencial do TRF6 no balcão de Monte Carmelo. Quem já litiga na vara estadual não deve concluir daí que o seu processo mudou de lugar: a Resolução CJF nº 603/2019 fixou, no artigo 4º, que o ajuizado antes de 2020 fica onde está, e o destino do que foi ajuizado depois disso está em dispositivo cujo texto não se localizou publicado. Confira nos autos. A quinta é trabalhista: verba rescisória, vínculo de trabalhador rural, adicional de insalubridade na lavoura e acidente de trabalho se discutem no Foro de Araguari, entre duas varas de jurisdição igual. E há um endereço que não é juízo mas resolve problema prático: a sala da 88ª Subseção da OAB/MG, a de Monte Carmelo, atende dentro deste mesmo fórum, das 12h às 18h.

Patrimônio

O prédio que concentra a vida jurídica da cidade é o Fórum Padre Lafayete, na Rua Francisco de Vasconcelos, 125, no Centro, e nele funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, a Sala da Administração, o CEJUSC e a Contadoria/Tesouraria — e, no mesmo endereço, a sala da subseção da OAB de Monte Carmelo. Um só prédio para tudo: é a arquitetura institucional de uma comarca de primeira entrância, e a razão pela qual o telefone (34) 3843-1900 atende por quase todos os setores. A poucos passos, na Praça Dr. Argelino de Moraes, estão as três serventias extrajudiciais da sede, todas na mesma praça: o Registro de Imóveis, onde se resolve a papelada das terras de café e de soja; o Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais, onde se lavra escritura e se registra nascimento, casamento e óbito; e o Tabelionato de Protesto de Títulos. A mesma praça aparece na relação oficial com duas grafias — "Argelino Morais" e "Argelino de Moraes" —, o que é um detalhe de fonte e não de geografia. A Câmara Municipal fica na Praça Padre Chico Brasileiro, 77, e a Prefeitura na Avenida Alfredo Tormin, 32. Três logradouros que, juntos, nomeiam dois padres e um benfeitor: é a assinatura toponímica de uma cidade de origem paroquial e mineradora, onde a capela e a sesmaria vieram antes da administração. Quanto a quem foi o Padre Lafayete que dá nome ao fórum, nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha o identifica, e a ficha não arrisca a atribuição. O outro traço de patrimônio não é edifício: é o nome. A cidade se chama como o diamante que saiu do rio que lhe dava o nome anterior, e o topônimo antigo sobrevive no hidrônimo — o rio Bagagem continua a se chamar Bagagem. Nos distritos, o patrimônio documental está nas serventias: Chapada de Minas e Santa Rita da Estrela têm cada uma o seu Registro Civil, e é lá que estão os livros de nascimento de quem nasceu fora da sede.

Curiosidades

Estrela do Sul guarda duas raridades documentais e uma coincidência de datas. A primeira raridade é a sobrevivência de um distrito extinto. O Guia Judiciário do TJMG lista Dolearina entre os distritos judiciários da comarca, a 18 km da sede; o verbete do IBGE afirma que o distrito de Doliarina, criado pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, foi extinto pela Lei estadual nº 843, de 1923, com o território repartido entre três distritos vizinhos, e não registra recriação; e a API de localidades do próprio IBGE lista Dolearina como distrito vigente. Três fontes oficiais, duas grafias e três respostas. Na direção contrária, o distrito de São Félix de Estrela, criado pela Lei nº 818, de 7 de fevereiro de 2007, existe para o IBGE e não existe para o Guia. É o caso mais nítido, no acervo deste portal, de que distrito administrativo e distrito judiciário são recortes diferentes — e de que a divergência pode andar nos dois sentidos ao mesmo tempo, na mesma cidade. A segunda raridade é de data. O Guia dá 14 de agosto de 1892 como instalação da comarca, e a cidade só se chamou Estrela do Sul nove anos depois: a comarca instalada era a comarca da Bagagem. Aqui não é preciso deduzir, como em outras cidades mineiras rebatizadas em bloco pelo Decreto-Lei nº 1.058/1943 — a própria lei diz: o artigo 24 da Lei estadual nº 319/1901 manda aplicar o nome novo "à comarca e ao município". É o registro mais explícito de mudança de nome de comarca que esta leva encontrou em Minas, e vale como aviso para quem pesquisa processo antigo: até 1901 os autos desta comarca saíam com o nome Bagagem. Fecha o círculo uma terceira coincidência, e é recente. Em 28 de abril de 2026 a comarca mudou de microrregião de plantão judiciário por uma resolução do Órgão Especial que a nomeia no considerando, saindo do eixo de Coromandel, Monte Carmelo, Nova Ponte e Patrocínio para o de Araguari e Tupaciguara — e Patrocínio é exatamente a comarca de que a vila da Bagagem se desmembrou em 1856. Cento e setenta anos depois, a cidade saiu, também no plantão, da órbita da comarca que a gerou. E o substituto do plantonista, que antes vinha de um ciclo de três microrregiões no eixo de Patos de Minas, passou a vir de uma microrregião de uma comarca só: Uberlândia.

Educação e cidadania

Onde ir, cidade por cidade, porta por porta. Ação de família, divórcio, guarda, alimentos, inventário, usucapião, cobrança, despejo, processo criminal, Tribunal do Júri, infância e juventude, causa de pequeno valor e execução penal de quem responde solto: Vara Única, Fórum Padre Lafayete, Rua Francisco de Vasconcelos, 125, Centro, telefones (34) 3843-1900 e (34) 3843-1901, secretaria em eel1secretaria@tjmg.jus.br. Conciliação e mediação antes de processo: CEJUSC, no mesmo prédio, cejusc.eel@tjmg.jus.br. Custas, guia de recolhimento e depósito: Contadoria/ Tesouraria, (34) 3843-1328, eelcontadoria@tjmg.jus.br. Reclamação sobre o andamento do fórum: Direção do Foro, eel.adm@tjmg.jus.br. Medida da fase de investigação — prisão preventiva, busca e apreensão, audiência de custódia, acordo de não persecução penal, arquivamento: juiz das garantias na Vara Única de Nova Ponte, a 83 km, com o processo fisicamente na secretaria daqui. Execução penal de quem está recolhido: no fórum da comarca da unidade prisional — Monte Carmelo, Araguari ou Coromandel —, nunca nesta. Visita a preso: por telefone da própria unidade, (34) 3842-4048 em Monte Carmelo, (34) 3242-8615 em Araguari, (34) 3841-0219 em Coromandel, porque dia e horário mudam e esta ficha não os publica. Aposentadoria, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, BPC e salário-maternidade contra o INSS: Justiça Federal, Subseção de Uberlândia, com balcão avançado do TRF6 em Monte Carmelo, na Avenida Brasil Oeste, 1.705, Jardim Zeny, uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br, porque a competência delegada cessou. Agendamento administrativo no INSS: 135 ou Meu INSS. Reclamação trabalhista, verba rescisória, vínculo rural, acidente de trabalho: Foro de Araguari, TRT da 3ª Região, a 70 km. Apoio de advocacia: sala da 88ª Subseção da OAB/MG, de Monte Carmelo, dentro do próprio Fórum de Estrela do Sul, das 12h às 18h, montecarmelo@oabmg.org.br. Certidão, escritura, procuração, protesto e registro de imóvel: as três serventias da Praça Dr. Argelino de Moraes, mais as de Cascalho Rico, Chapada de Minas, Grupiara e Santa Rita da Estrela — em Dolearina não há serventia, e quem mora lá recorre à da sede. Ocorrência policial: Delegacia de Polícia, (34) 3843-1259, e 190 para emergência; 180 para violência contra a mulher, 181 para denúncia anônima, 100 para violação de direito de criança, adolescente ou idoso. Serviço municipal: Prefeitura, Avenida Alfredo Tormin, 32, ouvidoria 0800 000 4412; Câmara Municipal, Praça Padre Chico Brasileiro, 77; CRAS, (34) 3843-1393; Casa da Cidadania, (34) 3843-1594; Unidade Mista de Saúde, (34) 3843-1288. Leia esta lista com quatro cuidados. Um: ela tem validade de portaria. Em menos de seis meses esta comarca trocou de microrregião de plantão (abril de 2026) e perdeu a competência previdenciária (agosto de 2026), as duas vezes por ato administrativo publicado em diário, sem carta a ninguém. Confira a data de atualização no rodapé antes de se guiar por qualquer linha daqui. Dois: silêncio nesta página não equivale a inexistência do serviço. Não constam de fonte oficial lida, e por isso não são afirmados aqui, a unidade da Defensoria Pública que atende a comarca, a promotoria de justiça com endereço e telefone, a zona eleitoral, o Conselho Tutelar, o Procon e a unidade do Detran-MG. Pergunte na Direção do Foro e na Prefeitura em vez de concluir que o serviço não existe. Três: desconfie do telefone do fórum que corre em lista de cidade. A relação municipal de telefones úteis publica (34) 3843-1397 como se fosse do Fórum, e esse número é, na base do próprio Tribunal, o fax de um setor do prédio. Quem ligar para ele não fala com a secretaria. O número que atende é (34) 3843-1900. Quatro: saiba o que está lendo. Isto é página de um escritório de advocacia privado, escrita a partir de fontes públicas e datada. Não é órgão do Estado, não é canal de atendimento oficial e não substitui a consulta ao processo. Para dado com efeito jurídico, vá à fonte primária que cada bloco cita.

Segurança e fronteira

Numa comarca sem cadeia, o problema da família de um condenado quase nunca é a pena — é o paradeiro do processo. Minas resolveu a competência da execução penal pelo lugar onde o preso está fisicamente, e o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG diz isso com essas palavras: a guia de recolhimento tramita no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como não há estabelecimento penal no território desta comarca, a consequência é automática — ninguém cumpre pena aqui, e portanto nenhuma execução de preso é decidida aqui. Concretamente: progressão para o semiaberto, remição por trabalho ou estudo, livramento condicional, unificação e soma de penas, apuração de falta grave e regressão são apreciados pelo magistrado do município do estabelecimento. Para quem sai desta comarca isso significa, em ordem de proximidade, a comarca de Monte Carmelo (presídio a 33 km), a de Araguari (70 km) ou a de Coromandel (87 km, num presídio cujo nome oficial nem cita a cidade). Transferido o preso, o juízo declina a competência e remete os autos "imediata e diretamente", nos termos do artigo 3º — sem comunicação à família e sem pedido de ninguém. Daí o fenômeno do pedido "parado": ele não está parado, está em outro município. Há um detalhe que agrava, no § 2º do mesmo artigo: quando é preciso ouvir o preso já transferido, quem o ouve e decide é o juízo de destino, de modo que o de origem não reassume nem por uma audiência. Em compensação, quatro classes de pendência já instruída ficam onde estavam — benefícios, medida urgente de integridade física ou de saúde, falta disciplinar e soma de penas —, com prazo de trinta dias para a remessa (artigo 4º). Vale um mapa de logística, porque poupa viagem e dinheiro. Três coisas úteis estão concentradas em Monte Carmelo, a 33 km: o presídio, o balcão da Justiça Federal e o parlatório da subseção da OAB — este último na Avenida da Saudade, exatamente o logradouro da unidade prisional, o que significa que o advogado atende o preso ao lado de onde ele está. O que NÃO está lá é o magistrado que decide prisão antes da denúncia: esse fica em Nova Ponte, a 83 km, no sentido contrário. Então: parente preso, visita e parlatório resolvem em Monte Carmelo; liberdade na fase de inquérito se pede a Nova Ponte; tudo o mais se protocola no Fórum Padre Lafayete. E há a metade boa da regra, que vale para a maioria dos casos de uma comarca deste tamanho. O parágrafo único do artigo 1º manda a execução de quem NÃO está recolhido para o juízo da comarca do endereço residencial. Prestação de serviços à comunidade, prestação pecuniária, limitação de fim de semana, suspensão condicional da pena, regime aberto e livramento de quem mora nestas três cidades correm na Vara Única de Estrela do Sul, no SEEU, do CNJ — e não saem daqui enquanto a pessoa estiver solta. Guia provisória e definitiva, por fim, tramitam no mesmo juízo: o artigo 2º manda expedir a provisória logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado, e Minas não tem o trilho duplo de outros estados.

Dados do município

Gentílico
estrela-sulense
Mesorregião
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Microrregião
Patrocínio
Área (km²)
822.454
População (Censo 2022)
6.840
Densidade demográfica (hab/km²)
8.32

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Estrela do Sul como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Estrela do Sul/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Estrela do Sul
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
Comarca instalada e em funcionamento — não é caso de comarca criada por lei e por instalar. O Guia Judiciário do TJMG dá 14 de agosto de 1892 como data de instalação, e essa data é anterior ao próprio nome da cidade: a comarca foi instalada como comarca da Bagagem e só passou a chamar-se Estrela do Sul pelo artigo 24 da Lei estadual nº 319, de 16 de setembro de 1901, que manda aplicar o topônimo novo "à comarca e ao município". O ato que criou a comarca não foi localizado: a Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, que o verbete do IBGE cita para a criação de distritos daqui, não menciona a Bagagem e tem uma única ocorrência da palavra "comarca", e a Lei provincial nº 3.106, de 6 de outubro de 1883, responde na Assembleia Legislativa com registro existente mas sem corpo de texto.
Classificação
Primeira entrância. Em Minas isso não é juízo sobre o tamanho da cidade, e sim conta de varas: pelo artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, é de primeira entrância a comarca com apenas uma vara instalada. O Anexo I da mesma lei, no item I.2.I — Primeira Entrância, Primeira Parte, traz Estrela do Sul sob o número 62, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-62, e o Guia Judiciário confirma "Entrância: Primeira" no cabeçalho da comarca. Estar na Primeira Parte do item I.2 é o que distingue esta comarca das vinte e uma que a mesma lei criou e o Tribunal nunca instalou, e que moram na Segunda Parte, o item I.2.III. Vale a cautela que o Anexo I impõe em todo o estado — ele lista cargos, não varas instaladas —, e aqui os dois números coincidem: um cargo, uma vara. Vale também o corolário prático do artigo 10, § 1º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 174, de 7 de junho de 2024: a divisão de competência entre varas é matéria de resolução do Órgão Especial e só incide onde há mais de um juiz — em comarca de vara única não há resolução de competência a procurar, e quem a procura perde tempo.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única (eel1secretaria@tjmg.jus.br), no Fórum Padre Lafayete. No mesmo endereço e sob o mesmo telefone funcionam a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro e a Sala da Administração (eel.adm@tjmg.jus.br), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC (cejusc.eel@tjmg.jus.br), e a Contadoria/Tesouraria, que abriga a Distribuição de Feitos e tem linha própria, (34) 3843-1328 (eelcontadoria@tjmg.jus.br). São quatro blocos de órgão, muito abaixo do corte de dez que o Guia aplica por página, e a segunda página da consulta volta com o cabeçalho da comarca e nenhum órgão — é essa lista vazia que prova a vara única, não a contagem. A relação não registra neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral, o que em comarca pequena de Minas é o comum e não é prova de que os serviços não existam na cidade. Note-se o prefixo dos e-mails: "eel", que não se deduz do nome da cidade — copie verbatim, nunca monte por analogia. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal.
Nao constam no fórum
A relação do Guia para esta comarca NÃO traz Sala do Ministério Público, Cartório Eleitoral, Sala da OAB (que existe, mas por fonte da própria Ordem), Sala da Defensoria Pública, Central de Mandados nomeada, Serviço Social ou Setor Psicossocial. O Guia é comarca-dependente: em comarca grande ele lista o MP e o cartório eleitoral do prédio, em comarca pequena a lista tem quatro blocos e nenhum dos dois. Ausência aqui é ausência NA FONTE, não ausência do serviço na cidade — procure na Direção do Foro.
Endereço
Fórum Padre Lafayete — Rua Francisco de Vasconcelos, 125, Centro, Estrela do Sul - MG, CEP 38525-000
Telefone
Feriados forenses
O Guia publica os feriados municipais que suspendem o expediente forense nesta comarca em 2026: 4 de junho, 5 de junho, 18 de junho, 15 de agosto e 19 de setembro. São datas locais, além dos feriados nacionais e dos estaduais, e valem para contagem de prazo em quem peticiona na Vara Única.
Jurisdição
Três municípios e três distritos respondem a este fórum, e os três municípios são o mapa do antigo município da Bagagem. O item 105 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente isso — sem atraso e sem divergência, o que em Minas não é regra. Cascalho Rico está a 41 km da sede e Grupiara a 37 km. Os distritos que o Guia lista são Chapada de Minas, a 22 km, Dolearina, a 18 km, e Santa Rita da Estrela, a 2 km. Quem mora em Cascalho Rico, em Grupiara ou em qualquer desses distritos é investigado, processado e julgado aqui, na Rua Francisco de Vasconcelos — e, em matéria de Júri e de execução penal, nem poderia ser de outro modo: o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário. A leitura da tabela foi feita pelo atributo colspan de cada linha, que é o único critério que separa município de distrito no Guia, e não pelo texto. Não foi usada a coluna "Distância Capital": ela dá 515 km a Chapada de Minas e 513 km a Santa Rita da Estrela, valores MENORES que os 516 km da própria sede.
Ressalva jurisdição
Distrito administrativo e distrito judiciário não são a mesma coisa, e aqui as duas listas divergem nos dois sentidos. O Guia lista Dolearina como distrito judiciário; o verbete do IBGE afirma que o distrito de Doliarina, criado pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, foi EXTINTO pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, com o território repartido entre Estrela do Sul, Santa Rita e Cascalho Rico — e não registra recriação. A API de localidades do próprio IBGE, por sua vez, lista Dolearina como distrito vigente do município. Na direção inversa, o distrito de São Félix de Estrela, criado pela Lei nº 818, de 7 de fevereiro de 2007 e listado pelo IBGE, NÃO aparece entre os distritos judiciários do Guia. A ficha reproduz cada fonte pelo que ela é e não conclui nenhuma das duas coisas: quem precisa de ato judicial em Dolearina ou em São Félix de Estrela confirme na Direção do Foro antes de deslocar-se.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Monte Carmelo. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas — quem substitui você, e em que posição você substitui cada vizinha — e aqui elas quase coincidem. Na que diz quem substitui Estrela do Sul: Monte Carmelo em 1º, a 33 km; Nova Ponte em 2º, a 83 km; Araguari em 3º, a 70 km; Coromandel em 4º, a 87 km — ou seja, a ordem não é por distância. Na que diz quem Estrela do Sul substitui: Araguari em 1º a 70 km, Monte Carmelo em 1º a 33 km, Nova Ponte em 1º a 83 km e Coromandel em 3º a 88 km. As duas listas discordam em um quilômetro no par com Coromandel (87 contra 88) e repetem o ordinal "1º" três vezes, o que é legítimo porque são perguntas diferentes. A ficha registra as duas como publicadas e não as reconcilia. E registre-se o que mais se confunde: a primeira posição da substituição NÃO é o par do juiz das garantias. Aqui a diferença é visível — a substituição começa por Monte Carmelo, a 33 km, e as garantias são de Nova Ponte, a 83 km.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Araguari, e a consulta de Juizados do Guia devolve "sua consulta não retornou nenhum resultado" — não há unidade de Juizado Especial instalada na comarca. Isso não significa que a competência dos Juizados não seja exercida aqui: a página de implantações do PJe da comarca registra "Juizado Especial Cível" implantado em 8 de julho de 2019, pelo Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019, o que é competência da própria Vara Única. Quem mora aqui e quer ação de pequeno valor — cobrança de até quarenta salários mínimos, dano de consumo, acidente de trânsito sem lesão grave — protocola no Fórum Padre Lafayete, e não em Araguari. A ficha não deduz da linha do Guia onde se reúne a Turma Recursal.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e, em comarca de vara única, não há a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Estrela do Sul. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, impede que essa competência desça a distrito. Na prática, o homicídio ocorrido em Cascalho Rico, em Grupiara, em Chapada de Minas, em Dolearina ou em Santa Rita da Estrela é julgado no Fórum Padre Lafayete, por jurados sorteados na comarca — cerca de 13 mil pessoas somadas as três cidades, o que faz da lista de jurados um universo pequeno e um dado de estratégia de defesa. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui, pela razão que está no bloco do juiz das garantias.
Execução penal
Não há unidade prisional em Estrela do Sul, em Cascalho Rico nem em Grupiara, e essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como a comarca não tem presídio, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca e o processo de execução vai com ele: a unidade mais próxima é o Presídio de Monte Carmelo, a 33 km, na Avenida da Saudade, 380, Vila Dourada; depois vêm o Presídio de Araguari, a 70 km, na Rua João Rodrigues da Cunha, no Parque dos Verdes, e o Presídio Sargento Jorge, em Coromandel, a 87 km, cujo nome não cita cidade nenhuma. A progressão de regime, a remição, o livramento condicional, a unificação de penas e a falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Estrela do Sul, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada nova transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). O artigo 3º, § 2º, tem uma consequência que quase ninguém publica: se o preso já foi transferido e é preciso ouvi-lo, quem ouve e decide é o juízo DECLINADO, o de destino, não o de origem. Há exceções em que os autos ficam onde estão, desde que já instruídos: pendência de decisão sobre benefícios, sobre medida urgente de integridade física ou de saúde, sobre falta disciplinar e sobre soma ou unificação de penas, além de informações em habeas corpus. É a parte que pega a família de surpresa: o processo viaja atrás do corpo, sem aviso a ninguém. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º — estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora na comarca correm na Vara Única desta cidade. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ. Vale a distinção do artigo 10, § 3º, da LC 59/2001: a obrigação de instalar vara de execução penal por circunscrição judiciária é acionada por PENITENCIÁRIA, não por presídio — e a penitenciária da região é a Deputado Expedito de Faria Tavares, na zona rural de Patrocínio, não em nenhuma das cidades da comarca. Comarca com presídio por perto executa pela vara que tem, e a fiscalização das unidades cabe ao Juiz Corregedor Permanente.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Estrela do Sul é o mais simples dos sete que o estado tem: par recíproco de mão dupla com Nova Ponte, na 5ª Região. Lê-se em duas linhas seguidas — a Vara Única de Estrela do Sul é juiz das garantias da Vara Única de Nova Ponte, e a Vara Única de Nova Ponte é juiz das garantias da Vara Única de Estrela do Sul. As duas comarcas são de primeira entrância e as duas são de vara única, o que casa com o inciso I do artigo 5º da Resolução nº 1.109/2025: comarca de vara única compõe com outras comarcas da mesma região. Para o investigado aqui isso significa que prisão preventiva, prisão temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário ou telefônico, medida assecuratória, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e de colaboração premiada na fase de investigação, transação penal e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Nova Ponte, a 83 km — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e o juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida (artigo 2º, parágrafo único, e artigo 7º, III). O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a competência originária de tribunal, a violência doméstica das Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e as varas colegiadas: o inquérito de homicídio de Estrela do Sul não vai a Nova Ponte, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º); inquérito e feito criminal distribuído antes da implantação permanece no juízo original, e as ações penais deles decorrentes também (artigo 9º, § 2º, na redação da Resolução nº 1.155/2026); ato decisório praticado antes da implantação não gera impedimento nem suspeição (§ 3º); e processo remetido a substituto legal depois de 25 de agosto de 2025 continua com quem iniciou a colheita de prova (artigo 9º-A).
Plantao microrregiao
Há um segundo rodízio, o do plantão de habeas corpus e de outras medidas urgentes, e o de Estrela do Sul mudou há poucos meses. As microrregiões não são criatura da Portaria Conjunta nº 1.709: elas são criadas e compostas pelo Anexo Único da Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021, que a Resolução do Órgão Especial nº 1.148, de 28 de abril de 2026 (DJe de 28/04, publicação de 29/04/2026), alterou para transferir expressamente a Comarca de Estrela do Sul da Microrregião IV para a Microrregião LVII. Hoje a LVII é Araguari, Estrela do Sul e Tupaciguara; a IV, de onde a comarca saiu, é Coromandel, Monte Carmelo, Nova Ponte e Patrocínio. A consequência é concreta e não é cosmética: o Anexo II da PC 1.709 põe a Microrregião IV num ciclo direcional de três — IV cobre a XXXIV, a XXXIV cobre a LXIV e a LXIV cobre a IV, pelo artigo 6º, § 3º, IV —, enquanto a LVII forma PAR RECÍPROCO com a Microrregião XLVI, que é composta por uma comarca só, Uberlândia. Ou seja: até 28 de abril de 2026, impedido o plantonista, o substituto vinha do eixo de Patos de Minas; desde então vem de Uberlândia, comarca de entrância especial. O fundamento legal do plantão está nos artigos 123 e 313, § 1º, da LC 59/2001, invocados no próprio considerando da Resolução nº 1.148/2026, e o rodízio tem ainda o artigo 5º-A, acrescentado pela Resolução do Órgão Especial nº 1.151, de 17 de junho de 2026, sobre cooperação voluntária entre oficiais de justiça da mesma microrregião no plantão. E fica o aviso de leitura de fonte: o Anexo II da PC 1.709 reproduz a composição de 2021 e está DEFASADO quanto às Microrregiões IV, XXI e LVII — quem tirar a microrregião de Estrela do Sul da portaria, e não da Resolução nº 966 atualizada, publica dado vencido. No PDF consolidado da própria Resolução nº 966 os cabeçalhos "MICRORREGIÃO IV" e "MICRORREGIÃO LVII" aparecem duas vezes, com a nota de nova redação entre os dois blocos, e o padrão do TJMG é texto novo primeiro.
Ressalva
A Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 acerta a linha desta comarca nas seis colunas — 5ª Região, Estrela do Sul, Vara Única, Primeira, Vara Única de Nova Ponte, Primeira —, e a entrância do par confere com o Anexo I da LC 59/2001. Registre-se de todo modo que as colunas 3, 4 e 6 dessa portaria não são autoritativas em Minas: elas já saíram erradas para a própria comarca e, de forma recíproca, para o par. A entrância desta ficha sai do Guia Judiciário e do Anexo I, não da portaria.
Varas
· Vara Única · Sigla
V.única
· Vara Única · E-mail
· Vara Única · Setor
Secretaria — Rua Francisco de Vasconcelos, 125, Centro, CEP 38525-000
· Vara Única · Telefone
· Vara Única · Competência
Cível, criminal, infância e juventude, Tribunal do Júri, execução penal, fazenda pública municipal e a competência dos Juizados Especiais Cíveis, implantada no PJe em 8 de julho de 2019 pelo Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019. Não há Juizado Especial instalado como unidade autônoma: a consulta de Juizados do Guia devolve "sua consulta não retornou nenhum resultado".
Setores do fórum
· Administração do Fórum · Sigla
Adm. Fórum
· Administração do Fórum · E-mail
· Administração do Fórum · Compreende
Direção do Foro e Sala da Administração
· Administração do Fórum · Telefone
· Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) · Sigla
CEJUSC
· Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) · E-mail
· Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) · Compreende
Sala do CEJUSC
· Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) · Telefone
· Contadoria/Tesouraria · Sigla
Cont/Tes
· Contadoria/Tesouraria · E-mail
· Contadoria/Tesouraria · Compreende
Distribuição de Feitos e Sala da Contadoria/Tesouraria
· Contadoria/Tesouraria · Telefone
· Contadoria/Tesouraria · Ressalva
O campo de fax desta sala traz 3843-1397, número que a lista municipal de telefones úteis publica como se fosse o telefone do fórum.
Municípios da comarca
· Estrela do Sul · Condição
sede da comarca
· Estrela do Sul · Distância comarca KM
0
· Estrela do Sul · Distância capital KM
516
· Estrela do Sul · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul, Fórum Padre Lafayete
· Cascalho Rico · Condição
município autônomo da comarca
· Cascalho Rico · Distância comarca KM
41
· Cascalho Rico · Distância capital KM
557
· Cascalho Rico · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul, Fórum Padre Lafayete
· Cascalho Rico · História
Era o distrito de Rio das Pedras, rebatizado Cascalho Rico pela Lei estadual nº 843, de 07/09/1923, e desmembrado de Estrela do Sul pela Lei estadual nº 336, de 27/12/1948.
· Grupiara · Condição
município autônomo da comarca
· Grupiara · Distância comarca KM
37
· Grupiara · Distância capital KM
539
· Grupiara · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul, Fórum Padre Lafayete
· Grupiara · História
Criado como distrito pela Lei estadual nº 843, de 07/09/1923, no antigo povoado de Troncos, com terras de Santa Rita da Estrela, e desmembrado de Estrela do Sul pela Lei estadual nº 2.764, de 30/12/1962.
Distritos judiciários
· Chapada de Minas · Município
Estrela do Sul
· Chapada de Minas · Distância comarca KM
22
· Chapada de Minas · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul — distrito judiciário não julga Júri nem execução penal (LC 59/2001, art. 3º, § 1º)
· Chapada de Minas · Serventia
Registro Civil com Atribuição Notarial de Chapada de Minas — Rua Castro Alves, 71, Centro, CEP 38528-000
· Chapada de Minas · Criação
Lei estadual nº 1.039, de 12/12/1953
· Dolearina · Município
Estrela do Sul
· Dolearina · Distância comarca KM
18
· Dolearina · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul
· Dolearina · Serventia
Nenhuma serventia registrada na relação oficial do Guia
· Dolearina · Ressalva
Grafado Doliarina no verbete do IBGE, que o dá como criado pela Lei estadual nº 556, de 30/08/1911, e EXTINTO pela Lei estadual nº 843, de 07/09/1923 — mas a API de localidades do próprio IBGE e o Guia Judiciário o listam como distrito vigente.
· Santa Rita da Estrela · Município
Estrela do Sul
· Santa Rita da Estrela · Distância comarca KM
2
· Santa Rita da Estrela · Fórum competente
Vara Única de Estrela do Sul
· Santa Rita da Estrela · Serventia
Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita da Estrela — Rua Ágata, 157, Centro, CEP 38526-000
· Santa Rita da Estrela · História
Era o arraial chamado Estrela do Sul, rebatizado Santa Rita da Estrela pelo mesmo art. 24 da Lei estadual nº 319/1901 que deu o nome novo à cidade; extinto como distrito pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17/12/1938, e recriado pela Lei estadual nº 336, de 27/12/1948.

OAB — Subseção

Nome
88ª Subseção da OAB/MG — Monte Carmelo
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h
Estrutura
Estrela do Sul não é sede de subseção: pertence à subseção de Monte Carmelo, que mantém aqui uma sala própria. A relação oficial de setores, unidades e salas da OAB/MG registra a linha "Monte Carmelo — Comarca de Estrela do Sul", na Rua Francisco Vasconcelos, 125, Centro, Estrela do Sul/MG, com telefone direto (34) 3843-1239 e horário de 12h às 18h, distintos dos da linha do Fórum de Monte Carmelo — o que faz dela um espaço de atendimento e não apenas um endereço nominal. O endereço é o do próprio Fórum Padre Lafayete, o que significa que a sala funciona dentro do fórum.
Parlatório
A relação NÃO registra parlatório em Estrela do Sul, o que é coerente, porque não há unidade prisional na comarca. O parlatório da subseção de Monte Carmelo aparece em outra linha da mesma relação, na Avenida da Saudade, em Monte Carmelo — que é exatamente o endereço do Presídio de Monte Carmelo na relação do Depen-MG. Serve, portanto, de segunda fonte oficial e independente do endereço do presídio, e é ali que o advogado atende o preso da comarca de Estrela do Sul que cumpre pena a 33 km.
Sede da subseção
A sede da 88ª Subseção fica em Monte Carmelo, e a mesma relação traz a linha "Monte Carmelo — Fórum", na Rua Tito Fulgêncio, 245, Centro, Monte Carmelo/MG, telefone (034) 3842-2347, das 12h às 18h.
Ressalva
Duas observações de fonte. A primeira: o documento da OAB/MG grafa "Rua Francisco Vasconcelos, 125" e o Guia Judiciário dá "Rua Francisco de Vasconcelos, 125", mesmo número e mesmo bairro — falta a preposição no PDF, que é de 18 de fevereiro de 2021; a ficha adota o Guia, que é a fonte viva. Fora disso as colunas fecham entre si: rótulo, município do endereço, DDD local e e-mail da subseção. Coerência interna não prova endereço vigente — em outras comarcas de Minas o mesmo PDF fecha consigo mesmo e erra o logradouro ou até o município —, mas aqui há segunda evidência: o número (34) 3843-1239 tem o mesmo prefixo 3843 do fórum e da cidade. A segunda: o PDF é de 2021, e comarca com estrutura criada depois disso não está nele.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Uberlândia (SJMG/TRF6), com Unidade Avançada de Atendimento em Monte Carmelo, a 33 km (Avenida Brasil Oeste, 1.705, Jardim Zeny, uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br), que tem a Comarca de Estrela do Sul nominalmente na sua jurisdição. Não há vara federal na comarca, e ela NÃO tem competência federal delegada (Portaria Presi nº 170/2026).
Justica trabalho
Foro de Araguari (TRT-3), a 70 km — duas Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS. A agência de referência não consta de fonte oficial lida; o balcão do TRF6 em Monte Carmelo não é agência do INSS.
Receita federal
A unidade de atendimento da Receita Federal para o município não consta de fonte oficial lida. Serviços digitais pelo portal gov.br e Receitafone 146.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Estrela do Sul, em Cascalho Rico nem em Grupiara. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo ENDEREÇO de cada unidade, que é o método correto — em Minas há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho, de modo que buscar pelo nome produz resposta errada nos dois sentidos. As unidades mais próximas, pelo endereço, estão listadas abaixo, e a mais próxima é a de Monte Carmelo, a 33 km.
Tipologia
A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura judiciária: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 174, de 7 de junho de 2024, obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária, cabendo ao Juiz Corregedor Permanente a fiscalização de todas as unidades das respectivas comarcas. Comarca que tem presídio por perto, e não penitenciária, executa pela vara que tem — é o caso de todo este eixo.
Visita e comunicação
A visita e a comunicação com o preso não são reguladas pelo TJMG e sim pela administração penitenciária estadual, unidade por unidade, com agendamento, lista de visitantes cadastrados e regras de dia e horário que mudam. Esta ficha NÃO publica dia de visita, lista de itens permitidos nem procedimento de cadastro: o portal do Depen-MG está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026 e nenhuma das fontes lidas traz essa informação com data. O caminho que funciona é o telefone da própria unidade — (34) 3842-4048 para Monte Carmelo, (34) 3242-8615 para Araguari, (34) 3841-0219 para Coromandel — e, para o advogado, o parlatório, que é direito de acesso independente de dia de visita. Quem vai visitar sem confirmar por telefone corre risco de viajar 33, 70 ou 87 km para nada.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada pela leva. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto integral da relação estadual para Estrela do Sul, Cascalho Rico, Grupiara e os três distritos, endereço por endereço. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. E registre-se que a relação agrupa UNIDADES por Região Integrada de Segurança Pública, não municípios: o Presídio de Monte Carmelo está listado na 10ª Risp e o de Araguari na 9ª, mas a Risp de Estrela do Sul não se lê nessa relação e não é afirmada aqui.
Unidades mais proximas
· Presídio de Monte Carmelo · Sigla
PRMCR
· Presídio de Monte Carmelo · Município
Monte Carmelo
· Presídio de Monte Carmelo · Distância KM
33
· Presídio de Monte Carmelo · Endereço
Avenida da Saudade, 380, Vila Dourada, Monte Carmelo - MG
· Presídio de Monte Carmelo · Telefone
· Presídio de Monte Carmelo · Fax
· Presídio de Monte Carmelo · Risp
10ª Região Integrada de Segurança Pública, na relação do Depen-MG
· Presídio de Monte Carmelo · Juizo da execução
Comarca de Monte Carmelo (PC 344/2014, art. 1º)
· Presídio de Monte Carmelo · Apoio advocacia
A 88ª Subseção da OAB/MG mantém parlatório na Avenida da Saudade, em Monte Carmelo — mesmo logradouro do presídio.
· Presídio de Araguari · Sigla
PRARG
· Presídio de Araguari · Município
Araguari
· Presídio de Araguari · Distância KM
70
· Presídio de Araguari · Endereço
Rua João Rodrigues da Cunha, s/nº, Parque dos Verdes, Araguari - MG
· Presídio de Araguari · Telefone
· Presídio de Araguari · Risp
9ª Região Integrada de Segurança Pública, na relação do Depen-MG
· Presídio de Araguari · Juizo da execução
Comarca de Araguari, de entrância especial, que tem 1ª e 2ª Varas Criminais e de Execuções Penais
· Presídio Sargento Jorge · Sigla
PRSJ
· Presídio Sargento Jorge · Município
Coromandel
· Presídio Sargento Jorge · Distância KM
87
· Presídio Sargento Jorge · Endereço
Rua Egídio Machado, 866, Centro, Coromandel - MG
· Presídio Sargento Jorge · Telefone
· Presídio Sargento Jorge · Risp
10ª Região Integrada de Segurança Pública, na relação do Depen-MG
· Presídio Sargento Jorge · Juizo da execução
Comarca de Coromandel
· Presídio Sargento Jorge · Ressalva
O nome da unidade não cita cidade nenhuma: quem procura 'presídio de Coromandel' na relação não o encontra. É o caso mineiro clássico de por que se lê o endereço e nunca o nome.
· Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares · Sigla
PDEFT
· Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares · Município
Patrocínio
· Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares · Endereço
Estrada do Córrego Feio, s/nº, Km 4, Zona Rural, Patrocínio - MG
· Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares · Risp
10ª Região Integrada de Segurança Pública, na relação do Depen-MG
· Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares · Ressalva
É a PENITENCIÁRIA da região, e é a tipologia que aciona o art. 10, § 3º, da LC 59/2001 — obrigação de vara de execução penal por circunscrição judiciária. Distância não medida pelas fontes consultadas.

Ministério Público Estadual

Panorama
O Guia Judiciário não registra Sala do Ministério Público no Fórum Padre Lafayete, e o portal do MPMG não foi lido. Em comarca pequena de Minas essa ausência na relação do Guia é o comum: em comarca grande o Guia lista a Sala do Ministério Público e o Cartório Eleitoral do prédio, em comarca de quatro blocos não lista nenhum dos dois. Ausência aqui é ausência NA FONTE, não prova de que não haja promotoria de justiça na comarca — e há, necessariamente, porque a Vara Única processa ação penal pública e feito de infância, que exigem o Ministério Público. A ficha não publica endereço nem telefone porque não os conferiu.
Contexto
Duas consequências práticas com fonte. Primeira: o acordo de não persecução penal é proposto pelo Ministério Público e homologado pelo juiz das garantias — que aqui é o de Nova Ponte, a 83 km —, mas o promotor que propõe é o da comarca de Estrela do Sul, e a secretaria que processa é a desta Vara Única. Segunda: no Tribunal do Júri a acusação é do Ministério Público da própria comarca, porque o Júri está expressamente fora do rodízio das garantias pelo art. 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025.

Defensoria Pública Estadual

Panorama
Não há unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais instalada na comarca de Estrela do Sul, e — o que é mais importante e quase nunca se publica — nenhuma unidade vizinha declara atender este município. A relação oficial de unidades da DPMG responde e não lista Estrela do Sul; os endereços diretos de Estrela do Sul e de Monte Carmelo devolvem 404. E as três unidades mais próximas publicam nominalmente o quadro "Municípios contemplados por esta unidade / comarca", sem incluí-lo: a unidade de Araguari, na Rua Hermogênio Dorázio, 120, bairro Paraíso, telefone (34) 3242-5020, atende Araguari e Indianópolis; a de Patrocínio, na Avenida João Alves Nascimento, 1.228, Cidade Jardim, atende Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Patrocínio e Serra do Salitre; a de Uberlândia, na Avenida Fernando Vilela, 1.313, Osvaldo Rezende, atende Uberlândia.
Áreas atendidas pela unidade de araguari
Registre-se, para quem precisa medir a distância entre o direito e o atendimento: a unidade de Araguari declara atuar em Criminal, Execução Penal, Juizado Criminal, Mulher em Situação de Violência de Gênero, Família, Direitos das Crianças e dos Adolescentes, Saúde e Sucessões, de segunda a sexta, das 8h às 17h, com atendimento presencial. São as áreas que interessam a esta comarca — mas Estrela do Sul não consta do quadro de municípios dela.
Ressalva
Ausência em relação oficial NÃO é prova de que não haja assistência jurídica gratuita para quem mora aqui. A Defensoria atua por designação e por plantão, e a comarca tem réu que precisa de defensor em audiência de instrução e em plenário do Júri — a hipótese mais provável é a designação de defensor de outra comarca ou a nomeação de advogado dativo pelo juízo. A ficha não afirma qual das duas, porque nenhuma fonte lida responde. Quem precisa de defensor deve perguntar na Direção do Foro (eel.adm@tjmg.jus.br) ou na Vara Única, (34) 3843-1900, e não presumir a unidade de Araguari.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Uberlândia (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Estrela do Sul integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Uberlândia, ao lado de Araguari, Araporã, Cascalho Rico, Douradoquara, Grupiara, Indianópolis, Iraí de Minas, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Romaria, Santa Juliana e Tupaciguara. Não há vara federal em Estrela do Sul. Na tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais o município sai SEM asterisco — nessa publicação o asterisco marca a área de atuação dos Oficiais de Justiça, e a sua ausência significa que a comunicação processual chega por Correios com aviso de recebimento ou por carta precatória à comarca estadual. O mesmo símbolo, no PDF da portaria da competência delegada, tem outro significado: lá é a nota da Decisão PRESI 241/2026, relativa a Poço Fundo e Carandaí. Confundir os dois asteriscos é erro de leitura de fonte, não de direito.
Balcão avancado
O atendimento federal de perto não fica em Uberlândia: fica em Monte Carmelo, a 33 km. A Unidade Avançada de Atendimento de Monte Carmelo foi criada em 6 de junho de 2025 pela Resolução Presi nº 27/2025 e instalada em 15 de julho de 2025 pela Portaria Presi nº 211/2025, na Avenida Brasil Oeste, 1.705, Jardim Zeny, com e-mail uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br, e o quadro "Jurisdição da UAA" publicado pelo TRF6 lista nominalmente a Comarca de Estrela do Sul com os seus três municípios — Cascalho Rico, Estrela do Sul e Grupiara —, ao lado das comarcas de Monte Carmelo e de Nova Ponte. Esse quadro é a terceira fonte independente da composição desta comarca, depois do Anexo II da LC 59 e do Guia Judiciário, e as três coincidem. Note que a UAA de Araguari, instalada um ano antes, NÃO alcança Estrela do Sul: o quadro dela é só Araguari e Indianópolis. Quem precisa de balcão federal — protocolo, atendimento, perícia — vai a Monte Carmelo; quem precisa da vara federal vai a Uberlândia.
Competência delegada
Estrela do Sul NÃO tem competência federal delegada. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 lista as comarcas estaduais em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e Estrela do Sul está na segunda, na linha da Subseção de Uberlândia, ao lado de Uberlândia, Araguari, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte e Tupaciguara. Na mesma linha, a coluna das que CONSERVAM vem inteiramente vazia: nenhuma comarca da Subseção de Uberlândia mantém a delegada. Célula vazia é informação, e um parser que exija o par de colunas pula a linha inteira. A consequência prática é direta e é a pergunta que mais chega: a ação contra o INSS de quem mora em Estrela do Sul, em Cascalho Rico ou em Grupiara — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade — não se ajuíza na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, na Subseção de Uberlândia.
Contexto
O critério da delegação está declarado no próprio cabeçalho do anexo: "Critérios de Aferição de Distância", pelo artigo 15, inciso III e § 2º, da Lei nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021 — a delegação só existe para comarca a mais de 70 km de município sede de vara federal, medidos de centro urbano a centro urbano e por deslocamento real, em nada interferindo o domicílio do autor (artigo 2º, §§ 1º e 2º, da Res. 603/2019). Para esta comarca a régua e a geografia conversam: o balcão federal de Monte Carmelo está a 33 km e foi instalado em 15 de julho de 2025, treze meses antes de a Portaria Presi nº 170/2026 ser assinada, em 19 de agosto de 2026. A ficha não afirma, porém, que a unidade de Monte Carmelo seja a causa declarada da cessação: o anexo não motiva linha por linha, e em Minas há comarca que perdeu a delegada a 15 km da sede federal sem nenhuma unidade avançada envolvida. Duas coisas distintas, e é por confundi-las que se erra aqui: estar na Subseção de Uberlândia diz ONDE fica a Justiça Federal de Estrela do Sul; a Portaria Presi nº 170/2026 diz SE o juiz estadual daqui pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é Uberlândia; a segunda é não.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 1º de janeiro de 2020 permanecem nele. Já a regra específica do acervo formado até a cessação é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento deve conferir nos autos, não presumir. Vale ainda o artigo 3º, § 2º, da Resolução CJF nº 603/2019, que obriga a comarca e o Tribunal a afixar aviso sobre a vara federal competente em local de acesso a advogados e ao público — se esse aviso não estiver no mural do Fórum Padre Lafayete, é descumprimento de norma do CJF e vale reclamar.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Araguari (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Estrela do Sul vai ao Foro de Araguari, a 70 km, que tem duas Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de seis municípios — Araguari, Cascalho Rico, Estrela do Sul, Grupiara, Indianópolis e Romaria. A 1ª Vara do Trabalho de Araguari foi criada pela Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003; a 2ª, pela Lei nº 12.616, de 30 de abril de 2012. O próprio Foro de Araguari aparece na tabela como terceira entrada, com a mesma abrangência das duas varas — o que significa que a distribuição entre a 1ª e a 2ª é interna e aleatória, e não há critério de matéria ou de território para escolher vara.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca partida entre três foros diferentes. Estrela do Sul não é um desses casos, mas também não é coincidência simples: a comarca vai inteira para Araguari — Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara juntos —, e Araguari, que é o foro trabalhista desta comarca e o Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais, não é nem a comarca do juiz das garantias (Nova Ponte), nem a primeira da ordem de substituição (Monte Carmelo), nem a subseção da OAB (Monte Carmelo), nem a sede da subseção federal (Uberlândia). Cada justiça desenhou o seu mapa, e cinco cidades diferentes dividem as funções. Note-se que a lista trabalhista de Araguari inclui Romaria, que NÃO é da comarca de Estrela do Sul, e exclui os distritos — a jurisdição do trabalho é por município, não por comarca nem por distrito.

Justiça Eleitoral

Panorama
O Guia Judiciário não registra Cartório Eleitoral no Fórum Padre Lafayete e o TRE-MG não foi lido, de modo que a ficha não afirma o número da zona eleitoral nem onde ela funciona. Registre- se apenas o contexto de data: 2026 é ano de eleição, o portal do Depen-MG está fora do ar por vedação eleitoral, e o próprio portal da Prefeitura publica notícia de acordo de cooperação técnica sobre eleições — o que afeta a disponibilidade de fonte oficial em vários órgãos citados nesta ficha.

Segurança Pública

Panorama
Um município de 822 km² e 6.840 habitantes, a 516 km da capital, com uma vara só para tudo e sem presídio em nenhum dos três municípios da comarca. O desenho produz um efeito específico: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica, mas a carga de execução penal se dispersa. Quem é condenado aqui e preso cumpre pena em Monte Carmelo, em Araguari ou em Coromandel, e passa a ter os benefícios decididos lá; quem responde solto fica sob o juiz daqui. Para a família a consequência é quilometragem: 33 km no melhor caso, 87 km no pior, e o processo de execução no fórum de destino, que não é este.
Policia civil
Há delegacia de polícia na cidade. A relação de telefones úteis publicada pela Prefeitura Municipal registra "Delegacia de Polícia — (34) 3843-1259". O endereço não é publicado por essa fonte, e a relação estadual de unidades da Polícia Civil não foi lida. O registro de ocorrência também pode ser feito pela Delegacia Virtual da Polícia Civil de Minas Gerais para as ocorrências que a lei admite, e o Disque-Denúncia é o 181.
Policia militar
O atendimento de emergência é o 190, e a relação municipal de telefones úteis não publica número local da Polícia Militar — só o 190, o que indica destacamento sem linha administrativa divulgada. A unidade de batalhão da região não consta de fonte oficial lida: o acervo do portal registra que o 53º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Araguari, declara abrangência sobre municípios vizinhos incluindo Estrela do Sul, mas essa afirmação não foi reconferida na fonte da PMMG e a ficha não a afirma.
Bombeiros
O 193 atende em todo o estado. A relação municipal de telefones úteis NÃO lista Corpo de Bombeiros, o que é o padrão em cidade deste porte no Triângulo — o atendimento vem de fora, e a unidade de referência não consta de fonte oficial lida.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente FORA do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, que exclui do rodízio as Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022 — quer dizer que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Estrela do Sul, e não em Nova Ponte, a 83 km. Isso importa em prazo: medida protetiva tem urgência de horas, e a exclusão do rodízio evita que o pedido atravesse a região.

DETRAN

Panorama
A relação municipal não publica unidade do Detran-MG ou Ciretran em Estrela do Sul, e a rede de atendimento do Detran-MG não foi lida. O SIAT municipal, (34) 3843-1777, é serviço de arrecadação da Prefeitura e não órgão de trânsito estadual. Para efeito jurídico, registre-se o que importa: infração de trânsito é matéria administrativa estadual, mas crime de trânsito — homicídio culposo na direção, embriaguez ao volante, fuga do local — é competência criminal da Vara Única desta comarca, com a fase de investigação no juiz das garantias de Nova Ponte, salvo se houver dolo contra a vida.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Estrela do Sul
Endereço
Avenida Alfredo Tormin, 32, Centro, Estrela do Sul - MG, CEP 38.525-000
Telefones
Ouvidoria
E-mail
Site
www.estreladosul.mg.gov.br
Contexto
O portal municipal responde em www e sem www, nas duas formas, e publica endereço, ouvidoria e e-mail institucional — o que no interior de Minas não é regra: o acervo deste portal já catalogou doze modos de falha de portal municipal, de 403 de Cloudflare a Câmara publicando endereço de outro município. Aqui a checagem cruzada fecha: CEP, DDD e domínio .mg.gov.br coincidem com os do fórum e dos cartórios. A Prefeitura também mantém o SIAT municipal, (34) 3843-1777, que é serviço de arrecadação e não órgão de trânsito estadual.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Estrela do Sul
Endereço
Praça Padre Chico Brasileiro, 77, Centro, Estrela do Sul - MG, CEP 38.525-000
Telefone
E-mail
Site
www.camaraestreladosul.mg.gov.br
Contexto
O domínio próprio da Câmara responde (camaraestreladosul.mg.gov.br) e traz endereço, telefone e e-mail institucionais coerentes entre si. Os domínios alternativos que Minas costuma usar — estreladosul.cam.mg.gov.br e cmestreladosul.mg.gov.br — não resolvem.

PROCON

Panorama
Não há Procon municipal na relação de telefones úteis da Prefeitura, e a rede do Procon-MG não foi lida. O que a ficha pode afirmar com fonte é a porta judicial: a causa de consumo de pequeno valor — cobrança indevida, produto com defeito, serviço não prestado, negativação errada — vai à competência dos Juizados Especiais Cíveis, exercida pela Vara Única desta comarca desde 8 de julho de 2019, no Fórum Padre Lafayete, e não em Araguari. O consumidor.gov.br atende por canal federal.

Cartórios

Estrutura
Sete serventias na relação do Guia Judiciário, espalhadas pela comarca inteira: três na sede, uma em cada um dos outros dois municípios e uma em cada um de dois dos três distritos. A acumulação de atribuições numa mesma serventia é autorizada pelo artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, e é o que explica por que uma comarca deste tamanho aparece com sete serventias e não com vinte.
Ressalva
Três detalhes da fonte. Primeiro: a mesma relação grafa a praça da sede de dois modos — "Praça Dr. Argelino Morais" na linha do Registro de Imóveis e "Praça Dr. Argelino de Moraes" nas duas linhas seguintes. É a mesma praça, com duas grafias no mesmo documento oficial. Segundo: três das sete serventias publicam apenas número de celular, o que é comum em distrito e município pequeno e significa que não há linha fixa de atendimento. Terceiro: o Guia lista Dolearina como distrito judiciário da comarca e NÃO registra serventia nenhuma lá — quem precisa de certidão de Dolearina não tem a quem recorrer no distrito pela relação oficial, e deve procurar a serventia da sede.
Serventias
· Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Estrela do Sul · Município
Estrela do Sul
· Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Estrela do Sul · Endereço
Praça Dr. Argelino Morais, 237, loja C1, Centro, CEP 38525-000
· Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Estrela do Sul · Telefone
· Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Estrela do Sul · Atribuições
Registro de imóveis, registro de títulos e documentos e registro civil de pessoas jurídicas
· Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Estrela do Sul · Ressalva
O Guia publica o campo de telefone como '3266-9673; 9266-9673'; o segundo número tem oito dígitos começando por 9 e parece erro de digitação do primeiro.
· Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Estrela do Sul · Município
Estrela do Sul
· Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Estrela do Sul · Endereço
Praça Dr. Argelino de Moraes, 22, loja 2, Centro, CEP 38525-000
· Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Estrela do Sul · Telefone
· Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Estrela do Sul · Atribuições
Escritura, procuração, autenticação, reconhecimento de firma, nascimento, casamento e óbito
· Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Estrela do Sul · Ressalva
O campo Fax sai com o DDD duplicado, '(34) (34) 3819-2842', e por isso não é reproduzido como fax.
· Tabelionato de Protesto de Títulos de Estrela do Sul · Município
Estrela do Sul
· Tabelionato de Protesto de Títulos de Estrela do Sul · Endereço
Praça Dr. Argelino de Moraes, 100, Centro, CEP 38525-000
· Tabelionato de Protesto de Títulos de Estrela do Sul · Telefone
· Tabelionato de Protesto de Títulos de Estrela do Sul · Atribuições
Protesto de títulos e outros documentos de dívida
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Cascalho Rico · Município
Cascalho Rico
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Cascalho Rico · Endereço
Praça São João, 58, Centro, CEP 38460-000
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Cascalho Rico · Telefone
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Cascalho Rico · Atribuições
Registro civil das pessoas naturais com atribuição notarial
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Grupiara · Município
Grupiara
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Grupiara · Endereço
Rua Ranulfo Alves de Oliveira, 22, Centro, CEP 38470-000
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Grupiara · Telefone
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Grupiara · Atribuições
Registro civil das pessoas naturais com atribuição notarial
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Grupiara · Ressalva
O Guia publica (34) 98859-3501 no campo Fax.
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Chapada de Minas · Município
Estrela do Sul (distrito de Chapada de Minas)
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Chapada de Minas · Endereço
Rua Castro Alves, 71, Centro, CEP 38528-000
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Chapada de Minas · Telefone
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Chapada de Minas · Atribuições
Registro civil das pessoas naturais com atribuição notarial
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita da Estrela · Município
Estrela do Sul (distrito de Santa Rita da Estrela)
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita da Estrela · Endereço
Rua Ágata, 157, Centro, CEP 38526-000
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita da Estrela · Telefone
· Registro Civil com Atribuição Notarial de Santa Rita da Estrela · Atribuições
Registro civil das pessoas naturais com atribuição notarial

Saúde Pública

Unidades
A relação municipal de telefones úteis publica duas portas de saúde na cidade: a Unidade Mista de Saúde, com 0800 444-0084 e (34) 3843-1288, e a Policlínica Estrela, com (34) 3843-1353. "Unidade Mista" é a nomenclatura de equipamento que combina atendimento ambulatorial e pequena internação, o que é o padrão de município deste porte.
Samu
192
Ressalva
O hospital de referência para média e alta complexidade não consta de fonte oficial lida, e a ficha não o afirma. Em cidade deste porte no Triângulo o encaminhamento costuma ser para Monte Carmelo, Patrocínio ou Uberlândia, mas isso é inferência de geografia e não dado de fonte. Também não foi localizado, em fonte oficial, o IML de referência — informação que importa em morte violenta, porque o exame necroscópico e a liberação do corpo dependem dele, e porque o laudo é peça central em processo de Júri. Quem precisa do dado deve perguntar na Delegacia de Polícia, (34) 3843-1259, ou na Unidade Mista.

Serviços de Cidadania

Cras
Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) — (34) 3843-1393
Casa da cidadania
Casa da Cidadania — (34) 3843-1594
Outros serviços
Rodoviária (34) 3843-1132; Correios (34) 3843-1300; Copasa (34) 3843-1301; Cemig 116; Banco do Brasil (34) 3843-1291; Sicoob Araccop (34) 3843-1742; Lotérica (34) 3843-1453
Transporte até o fórum
O Fórum Padre Lafayete, a Prefeitura, a Câmara e as três serventias da sede ficam todos no Centro, a pé um do outro — a Rua Francisco de Vasconcelos e a Praça Dr. Argelino de Moraes são vizinhas. Quem vem de fora chega pela rodoviária, (34) 3843-1132. Para quem mora nos outros municípios da comarca a viagem é de 37 km (Grupiara) ou 41 km (Cascalho Rico); dos distritos, de 2 km (Santa Rita da Estrela), 18 km (Dolearina) ou 22 km (Chapada de Minas). A linha e o horário de transporte coletivo entre esses pontos não foram localizados em fonte oficial.
Conselho tutelar
O Conselho Tutelar não consta da relação municipal de telefones úteis, única fonte municipal lida, e a ficha não publica endereço nem telefone. O Disque 100 atende denúncia de violação de direitos de criança e adolescente em todo o país, e a competência judicial de infância e juventude é da Vara Única desta comarca, com PJe implantado em 15 de maio de 2020 pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020 — ou seja, o processo do Estatuto da Criança e do Adolescente corre aqui, não em outra cidade.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Direitos humanos
100

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional