História
A história de Antônio Carlos, pelo verbete do IBGE, começa com os índios Puris e com os jesuítas, que fundaram uma aldeia junto às nascentes do rio das Mortes chamada Borda do Campo — o mesmo nome da região onde depois se firmaria Barbacena. A ocupação ganhou corpo a partir de 1698, com os bandeirantes vindos de Taubaté sob o comando do coronel Domingos Rodrigues da Fonseca Leme e do seu cunhado, o capitão Garcia Rodrigues Paes Leme, que venceram a Mantiqueira pela Garganta do Embaú e se dedicaram primeiro à mineração e depois à agricultura e ao gado. O povoado ficou conhecido como Sítio. A primeira capela, na Fazenda Borda do Campo, foi erguida por volta de 1711 e consagrada a Nossa Senhora da Piedade; o verbete registra que ela está conservada e que há no adro dois relógios datados de 1767. Em 1725 o bispo do Rio de Janeiro, D. Frei Antônio de Guadalupe, criou ali a primeira freguesia da região, depois transferida. Em 1889 o lugar recebeu cartório de paz e registro civil. Em 1885 veio a capela de Sant'Ana, mais tarde entregue a São Sebastião quando a matriz foi construída, entre 1925 e 1929; a paróquia foi inaugurada oficialmente em 20 de julho de 1941. Em 1926 chegaram os padres da Congregação do Verbo Divino, que receberam terras da família Andrada para o Instituto Missionário São Miguel. Na formação administrativa, o distrito foi criado com o nome de Curral Novo pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Barbacena; passou a chamar-se Bias Fortes por lei municipal e Sítio pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 1938. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, criou o município, desmembrado de Barbacena, com o nome de Antônio Carlos, e ele foi instalado em 1º de janeiro de 1949. Os distritos vieram por leis municipais de 1991, 1996 e 2005.