História
Centralina começou como uma venda. Em 1926 o comerciante Nicolau Antônio, nascido na Síria — a Prefeitura dá a cidade natal como Sir-Eldânia e o ano de nascimento como 1902 —, comprou um pequeno estabelecimento de secos e molhados à beira da estrada que liga Uberlândia a Itumbiara, em Goiás, e alguns alqueires de mata em volta. O lugar, até então chamado Lagoa Seca, passou a ser conhecido como Vendinha, ponto de parada obrigatório de quem ia do Triângulo para Goiás. O verbete do IBGE aponta dois motores para o crescimento rápido: a posição de passagem e a fertilidade da terra, que atraiu proprietários das redondezas para cultivá-la diretamente, à meia, à terça ou por arrendamento — uma frase que descreve, noventa anos depois, a mesma economia de contratos agrários que ocupa o fórum. Em 1935 o povoado ganhou o nome de Centralina, escolhido por João Elias, um dos antigos moradores. Em 27 de dezembro de 1948 a Lei estadual nº 336 criou o distrito — e aqui as fontes se desencontram: o texto original da lei, publicado pela Assembleia, põe o novo distrito no município de Monte Alegre de Minas, que acabava de recuperar esse nome depois de ter se chamado Toribatê, enquanto o verbete do IBGE o dá como integrado ao município de Canápolis, emancipado pela mesma lei. Cinco anos depois, a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a divisão administrativa e judiciária de Minas para 1954-1958, fez duas coisas na mesma folha: criou o município de Centralina, com o distrito-sede apenas, e criou a Comarca de Canápolis, com os municípios de Canápolis e Centralina. O município foi instalado em 1º de janeiro de 1954, pelo que registra o verbete; a Prefeitura dá como data de fundação o dia 9 de janeiro de 1954, e o aniversário da cidade é festejado em janeiro. A comarca foi instalada em 13 de março de 1955 e nunca mais mudou de composição.